sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Oportunidade de trabalho: McDonald's

O McDonald’s da rua Visconde de Pirajá, em Ipanema (Rua Visconde de Pirajá, 247, Ipanema), está com 20 vagas de emprego para atendentes. 

Os interessados em participar da seleção devem ir até a loja de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h, levando RG, CPF e carteira de trabalho. 

O salário é de R$ 650 e os candidatos devem ter entre 16 e 35 anos. 

Mais informações pelos telefones 74135211 e 32512247.

Liberdade, um problema do nosso tempo


O livro Liberdade, um problema do nosso tempo: os sentidos de liberdade para os jovens no contemporâneo, da professora Amana Mattos, tem como questão central os sentidos que a palavra liberdade assume no mundo contemporâneo, em especial para os jovens. Em uma sociedade marcada pelo capitalismo e pelas relações individualizadas, “ser livre” é algo almejado por todos. Entretanto, essa experiência é marcada, inevitavelmente, por conflitos e perturbações, que surgem na relação com o outro no exercício da liberdade. A discussão teórica e com os jovens participantes da pesquisa sobre os possíveis entendimentos para a palavra liberdade, e sobre os embates gerados no seu exercício constituem o eixo do livro.

Iniciando com uma revisão crítica do conceito de liberdade no pensamento liberal, a autora mostra como a ideia de que o sujeito possa “ser livre para fazer/ser o que quiser” é amplamente difundida em nossa sociedade, levando à crença de que a liberdade é um direito individual, a ser vivido e desfrutado na esfera privada. Essa ideia, que atravessa as obras dos principais pensadores da teoria liberal, não problematiza a relação conflituosa com o outro, além de afastar o problema da liberdade das questões coletivas e públicas, despolitizando seu exercício.

Em seu trabalho de campo, a autora discute como jovens de diferentes classes sociais experimentam e significam a liberdade em suas vidas. Nas oficinas realizadas, a liberdade funcionou como um mote para os jovens falarem daquilo que não compreendem, daquilo que os angustia. A questão do que significa a liberdade levou os jovens a falarem sobre as dificuldades que encontram no convívio com outras pessoas – sejam familiares, amigos, conhecidos ou estranhos. Foi presente nas discussões o entendimento da liberdade como atributo e direito individuais, o que dificulta que o outro seja visto como alguém que também é livre. Mas os jovens também ressaltaram a importância das relações com os demais para que suas vidas tenham sentido, para que o próprio exercício da liberdade não seja algo vazio.

Para a autora, professora do Instituto de Psicologia da UERJ, uma consequência considerável da problematização da liberdade é que a psicologia pode ganhar um papel privilegiado na discussão da liberdade quando esta é remetida à relação com o outro e pensada sob a perspectiva do conflito. Para tanto, é necessário que a psicologia se coloque como um campo de saber que pode contribuir para o entendimento das relações entre pessoas, e entre instituições e pessoas, com toda a dimensão conflituosa e com as situações de opressão e de injustiça que constituem essas relações. Assim, é imprescindível pensar a liberdade para além do silenciamento das relações intersubjetivas e da normatização de sua experiência, como produtora de ruídos, de mal-estar e de estranhamento.

O livro, lançado em dezembro de 2012, foi publicado pela Editora FGV, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro, Faperj.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Consultório na Rua no Canal Saúde na TV

No blog da Clínica de Família Victor Valla, mais uma boa notícia. Vocês sabiam que o "Consultório na Rua foi tema, de novo, no Canal Saúde da Fiocruz que passa na TV Brasil?

Pois é... Foi no quadro Sala de Convidados.

No debate, falou-se dos quase 32 mil moradores de rua em 71 municípios brasileiros, de acordo com dados do Ministério de Desenvolvimento Humano de 2008. 

O debate teve como convidados a coordenadora do Teias - Escola Manguinhos da ENSP/Fiocruz, Elyne Engstrom; diretora do Serviço de Abordagem Social-SMAS/RJ, Daphine Braga; consultor do Ministério da Saúde, Alexandre Teixeira Trino. 
Também foram entrevistados alguns membros da equipe do Consultório na Rua da CFVV (Clínica da Família Victor Valla): Marcelo Soares, enfermeiro; Cristiana Sampaio, psicóloga; e Daniele Lopes, técnica de enfermagem.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Racismo Ambiental: o que é isso?

Em tempo: o blog Participação Cidadã errou ao imputar ao blog http://racismoambiental.net.br/ , Combate ao Racismo Ambiental, estar integrado aGT Combate ao Racismo Ambiental e ao Rede Brasileira de Justiça Ambiental. 

Terceiro dia do Seminário - na terra dos Anacé
Na realidade, ele foi criado e é mantido por Tania Pacheco (Blog de Tania Pacheco). Ela teve a iniciativa de dedicá-lo à discussão empreendida pelo GT Combate ao Racismo Ambiental e às suas lutas. "Assim como hoje dedico o blog ao GT Combate ao Racismo Ambiental, poderia um dia decidir dedicá-lo a alguma outra luta, o que espero só venha acontecer quando todas as formas de racismo (e não só o ambiental) tiverem sido exterminadas. Solicito, pois, seja a informação corrigida."

Reunir denúncias, promover articulações, definir estratégias, campanhas e outras ações de luta contra as injustiças ambientais que recaem de forma implacável sobre grupos étnicos vulnerabilizados e sobre outras comunidades, discriminadas por sua origem ou cor. Estes são os objetivos do GT Combate ao Racismo Ambiental, que funciona também como um fórum de divulgação de informações sobre situações de conflitos e processos políticos de resistência. Este GT é integrado por entidades e indivíduos ligados diretamente à luta contra o Racismo Ambiental, nas suas diferentes manifestações.

“Chamamos de Racismo Ambiental às injustiças sociais e ambientais que recaem de forma implacável sobre grupos étnicos vulnerabilizados e sobre outras comunidades, discriminadas por sua 'raça', origem ou cor”.

No site, estão vídeos com depoimentos realizados no I Seminário Brasileiro contra o Racismo Ambiental, realizado em novembro de 2005, na Universidade Federal Fluminense (UFF) Niterói. É interessante dar uma conferida nestes vídeos que agregam conhecimentos de outros extratos da sociedade brasileira, em geral, não contemplados ou convidados a exporem seus conhecimentos.http://racismoambiental.net.br/i-seminario/

Mais um ano de lutas vai chegando ao fim: muito trabalho, mas muito prazer também...

Como o blog não dá conta de tantos momentos interessantes em Manguinhos, postaremos algumas fotos que registram fatos independente de eventos/datas determinados.


IV Seminário de Saúde da População Negra no RJ

Evento realizado no dia 7/11/2012 para gestores de 92 municípios fluminenses.

Realização da Assessoria Técnica de Gestão Estratégica e Participativa da Subsecretaria Geral de Saúde do Rio de Janeiro. 

Entre os objetivos do seminário estão: estimular a implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra em âmbito local; discutir estratégias de combate ao racismo institucional no SUS; e destacar a relevância da utilização e preenchimento do quesito raça/cor para a produção de informações epidemiológicas acerca da saúde desta população. 
Mais informações: gestao.participativa@saude.rj.gov.br 


Dia Nacional da Consciência Negra em Manguinhos

Após a Missa Afro na Capela São Daniel, dia 20 de Novembro, celebrada pelos padres Geraldo (Gegê, como é conhecido) e Beto, amigas e amigas compartilharam uma deliciosa feijoada regada a muita música com a fina flor do samba de Manguinhos, incluindo mestre Palito, primeiro diretor de Bateria da Escola de Samba de Manguinhos.
















quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Moradores de Manguinhos protestam contra a falta de luz

Na foto, PM controla as chamas Cezar Loureiro / O Globo
O noticiário do clima do Rio de Janeiro na quarta-feira, 26 de dezembro, registrou a temperatura mais alta do ano, com máxima chegando aos 43,2º, em Santa Cruz, na Zona Oeste. A sensação térmica alcançou 47º. Em vários bairros da cidade constatou-se falta de energia elétrica, até mesmo em Niterói houve a luz sumiu - no "asfalto" foi e voltou cinco minutos depois, nas comunidades de baixa renda... bem...a história foi outra...ela só voltou de manhã.

E em Manguinhos o mesmo ocorreu. Com a diferença que este é um fato que é recorrente, trazendo prejuízos físicos, financeiros e emocionais - pois os ânimos se exaltam, crianças e idosos passam mal, comidas e remédios se estragam, os dois únicos sinais da Rua Leopoldo Bulhões se apagam e acidentes acontecem.

Reclamar parece que não adianta, pois nada é feito. Hoje, quinta-feira, 27, a população não aguentou o descaso e protestou ateando fogo a pedaços de madeira e pneus espalhados pela Leopoldo para chamar a atenção dos veículos que fugiam apavorados com um possível confronto entre os moradores e o Batalhão de Choque (BPChoque). 

A cena deplorável é absolutamente imaginável: famílias, pagadores de impostos, jovens, mulheres, idosos e crianças exigindo respeito, dignidade e cumprimento do que lhes é direito - luz e respeito.

Segundo o Globo Rio (online):

Além das equipes BPChoque, policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) tentaram conter os ânimos dos manifestantes, que lançaram pedras e paus sobre os policiais. Bombas de gás lacrimogênio foram usadas para dispersar o grupo formado por cerca de cem pessoas. 

A revolta com a falta de energia elétrica também provocou tumulto na noite desta quinta-feira no acesso ao Túnel Noel Rosa, em Vila Isabel, onde moradores da comunidade localizada próximo à galeria tentaram fechar a via. A PM foi acionada e o tráfego foi liberado.

Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/moradores-de-manguinhos-fazem-protesto-na-avenida-leopoldo-bulhoes-devido-falta-de-luz-7149392#ixzz2GJGm7bo4

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

2013 - em Pauta


Oportunidade de trabalho em projeto social


Organização do Terceiro Setor que desenvolve projetos de desenvolvimento humano e social em comunidades de baixa renda no Rio de Janeiro, contrata Supervisor Administrativo Financeiro, Supervisor de Projetos Sociais e Produtor Cultural. 
Enviar currículos para: oportunidades.2013@yahoo.com.br
Contratação imediata.

- Supervisor Administrativo Financeiro 
Ensino Superior completo em Ciências Contábeis, Economia ou Administração.Profissional maduro, com autonomia na condução de suas atividades. 
Idiomas: Inglês (Intermediário) e Espanhol (Intermediário). 
Horário: De segunda a sexta, das 8h às 17h.
Local de trabalho: Escritório no Recreio dos Bandeirantes. 
Contratação: CLT (40h/semana)
Salário: R$ 1.400,00 (hum mil e quatrocentos reais)
Benefícios: VT + VR (R$ 240,00) + Plano de Saúde Unimed

- Supervisor de Projetos Sociais
Ensino Superior completo em Serviço Social, Administração, Pedagogia, Sociologia, Comunicação.
Idiomas: Inglês (Intermediário), Espanhol (Intermediário). 
Horário: De segunda a sexta, das 8h às 17h. Eventualmente aos finais de semana.
Local de trabalho: Jacarepaguá e Zona Oeste. 
Contratação: CLT (40h/semana)
Salário: R$ 1.600,00 (hum mil e seiscentos reais)
Benefícios: VT + VR (R$ 240,00) + Plano de Saúde Unimed

- Produtor Cultural
Ensino Superior completo em Produção Cultural, Música ou Comunicação. 
Desejável experiência em produção de grupos musicais e eventos. 
Contratação: RPA ou MEI (20h/semana)
Salário: R$ 1.000,00 (hum mil reais)
Horário: Flexível, sendo 5h fixas no final de semana para acompanhar ensaios.

Enviar currículos para: oportunidades.2013@yahoo.com.br

sábado, 22 de dezembro de 2012

Prêmio “Mulheres Negras contam sua História”: inscrições até 25/01/2013


Uma ótima oportunidade para exercitar o ato da contação histórias, de nossas histórias, das histórias do povo comum, dos simples mortais do dia-a-dia da mulher negra brasileira que conta sua história, a história de seu povo, de sua família, de suas origens. 
As inscrições prosseguem até 25 de janeiro de 2013. É um prêmio incomum, se considerarmos que às famílias negras foi negado, historicamente, o direito de contar sua própria história, na sua ótica. O que, cá entre nós, é o que continua acontecendo com as comunidades negras e não-negras faveladas e não-faveladas, mas dispersas em áreas empobrecidas.

Enfim, o Prêmio "Mulheres Negras contam sua História" <prêmio "Mulheres Negras contam sua História"abre espaço para aquelas que têm muitas histórias para contar, muitas delas passadas aos seus filhos na hora de pentear os cachos ou mesmo na cata dos indesejáveis visitantes do período escolar (piolhos). 

É um exercício bacana, contar a história e depois escrevê-la para que outros possam conhecer as riquezas escondidas neste imenso Brasil de brasis. 
As cinco melhores redações receberão R$ 5 mil. E, cinco candidatas selecionadas na categoria “Ensaio” receberão R$ 10 mil
 
O Prêmio é uma iniciativa da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). “Nossa pretensão é que as mulheres negras escrevam e possam trazer subsídios para a elaboração de políticas públicas”, afirmou a ministra Eleonora Menicucci, da SPM, no ato de anúncio da chamada pública, ocorrido durante os atos alusivos ao Dia Nacional da Consciência Negra.
 
O público-alvo do concurso é formado por mulheres autodeclaradas negras. Elas  poderão participar com redações e ensaios, contar a história e a vida das afro brasileiras na construção do país. O prêmio possui duas categorias: "Redação", com texto de no mínimo 1.500 até o máximo de 3.000 caracteres, e "Ensaio", com textos de 6.000 a 10.000 caracteres. Serão premiadas as cinco melhores redações com R$ 5 mil,  e as cinco candidatas selecionadas na categoria “Ensaio” receberão R$ 10 mil.
 
O prêmio é uma iniciativa da SPM no resgate do anonimato das mulheres negras como sujeitos na construção da história do Brasil. O objetivo é estimular a inclusão social das mulheres negras por meio do fortalecimento da reflexão acerca das desigualdades vividas pelas mulheres negras no seu cotidiano, no mundo do trabalho, nas relações familiares e de violência e na superação do racismo.
 
Formas de participação - As inscrições estão abertas desde 21 de novembro de 2012 e se encerrarão em 25 de janeiro de 2013. Somente mulheres autodeclaradas negras podem participar do concurso.
 
As inscrições somente serão aceitas mediante o envio dos textos, em formato de texto, nas categorias "Redação" e "Ensaio". Deverão ser efetuadas pelo endereço:<www.premiomulheresnegras@spmulheres.gov.br<http://www.premiomulheresnegras@spmulheres.gov.br> ou postadas pelo correio para o endereço: Prêmio Mulheres Negras contam sua História - Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República - Praça dos Três Poderes Via N1 Leste, s/n Pavilhão das Metas. CEP 70150-908 Brasília - DF.

Clique aqui para acessar a íntegra da chamada pública.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Pano de Roda - Cia. Carroça de Mamulengos

No domingo, às vésperas da noite de Natal, 23, Pano de Roda, da Cia. Carroça de Mamulengos será apresentada às 18h na praça em frente à Biblioteca Parque de Manguinhos.

A Companhia Carroça de Mamulengos é uma trupe formada por uma família de brincantes, atores, músicos, bonequeiros, contadores de histórias e palhaços que há 35 anos viaja o Brasil apresentando a sua arte. Originalmente formada pelos irmãos Maria, Antônio, Francisco, João, Pedro, Matheus, Luzia e Isabel, e seus pais Carlos Gomide e Schirley França, a companhia divide a cena com os músicos Beto Lemos e Ana Rosa Guedes – que integram a companhia desde 2005.

O espetáculo “Pano de Roda” é uma homenagem, ao popular circo brasileiro, que sem recursos para ter manter uma estrutura de lona, possuía apenas um tecido que circundava as arquibancadas. Essa nova montagem é realizada em cima de esquetes tradicionais, tendo como linha dramatúrgica uma atmosfera lúdica e poética.

A Cia Carroça de Mamulengos está organizando a estreia itinerante do espetáculo, firmando a tradição da Cia de andarilhos do Brasil, pelos bairros das mais diversas regiões da cidade do Rio de Janeiro. São apresentações abertas a toda a comunidade e bairros atendidos pelo equipamento cultural.

Serviço:
O quê? Pano de Roda - Cia. Carroça de Mamulengos
Quando? 23 /12 (domingo), às 18h.
Onde? Praça em frente à Biblioteca Parque de Manguinhos
Quanto? Entrada franca