Mostrando postagens com marcador Trabalho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Trabalho. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Pesquisa mostra perfil e situação dos Empresários Negros no Brasil - 2013

Sebrae Nacional lançou estudo sobre empresário/as negro/as no Brasil. No documento, encontram-se o perfil, a situação e dados estatísticos que envolvem o empreendedorismo negro no Brasil. 

A pesquisa mostra dados interessantes como a de que no Distrito Federal existem mais empreendedores/as negro/as que brancos. Entretanto, não significa que quando são analisados dados desagregados, as condições deste/as empreendedores/as sejam melhores. 

Não é novidade que "povo preto" seja empreendedor por natureza, os quatro séculos de escravidão e mais a discriminação e preconceito no mercado de trabalham atestam que a criatividade deve ser fundamental para a sobrevivência. Entretanto, cabe indagar em que condições foram possibilitadas para que estas pessoas possam empreender? Um belo debate.

Pesquisa: http://afrolatinas.com.br/wp-content/uploads/2013/06/os_donos_de_neg_cio_no_brasil_an_lise_por_raca_cor.pdf.

Fonte: http://monicaaguiarsouza.blogspot.com.br
            Instituto Búzios 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Crianças do RN perdem as digitais na quebra da castanha de caju...

Meninos e meninas têm as mãos queimadas por ácido e perdem as digitais dos dedos no processo de quebra da castanha de caju. Mesmo após denúncias, o problema persiste no Rio Grande do Norte.

Passado um primeiro momento de grande arrancada na prevenção e eliminação do trabalho infantil no Brasil, do início dos anos 1990 a meados dos anos 2000, o país enfrenta um novo desafio para manter o ritmo de queda. Enquanto a primeira fase foi marcada pela retirada de crianças e adolescentes das cadeias formais de trabalho, o novo desafio são as piores formas de exploração, como o processamento da castanha, que o poder público tem mais dificuldade de erradicar. O trabalho informal e precário atinge especialmente os adolescentes e jovens e está relacionado à evasão escolar e à falta de alternativas oferecidas pelo mercado. A erradicação requer um plano com ações, metas e indicadores. E uma ação política coordenada.

Muitos leitores ficam irritados quando conectamos trabalho infantil ou escravo ao nosso consumo, o que significa nos inserir como parte beneficiária da cadeia de escoamento. Pois não deveriam. Não é culpa que se busca com a transparência da origem dos produtos que consumimos, mas essa informação é fundamental para pressionar governos e empresas a adotarem políticas a fim de garantir que isso não aconteça. Afinal de contas, a ignorância é um lugar quentinho. 

Com a pele cada vez mais lisa, as pontas dos dedos
perdem as digitais, e as linhas e traços de identidade
se esfacelam (Fotos Daniel Santini/Repórter Brasil)
A reportagem é de Daniel Santini, da Repórter Brasil, que foi a João Camara, no Rio Grande do Norte, verificar as condições das crianças que perdem as digitais no processamento da castanha:

Olhe a ponta do seu dedo. Repare no conjunto minúsculo de linhas que formam sua identidade. Essa combinação é única, um padrão só seu, que não se repete. As crianças que trabalham na quebra da castanha do caju em João Câmara, no interior do Rio Grande do Norte, não têm digitais. A pele das mãos é fininha e a ponta dos dedos, que costumam segurar as castanhas a serem quebradas, é lisa, sem as ranhuras que ficam marcadas a tinta nos documentos de identidade.
O óleo presente na casca da castanha de caju é ácido. Mais conhecido como LCC (Líquido da Castanha de Caju), esse líquido melado que gruda na pele e é difícil de tirar tem em sua composição ácido anacárdico, que corrói a pele, provoca irritações e queimaduras químicas. No vilarejo Amarelão, na zona rural de João Câmara, as castanhas são torradas – além de corroer a pele, o óleo é inflamável – e quebradas em um sistema de produção que envolve famílias inteiras, incluindo as crianças.

O óleo é pegajoso. Basta pegar uma castanha e quebrá-la para ficar com a pele manchada por alguns dias. Nem todas as crianças e os adultos que trabalham no processo sabem que o óleo é ácido. Muitos acham que a mão fica assim machucada por conta da água sanitária utilizada para tirar o preto encardido da mão depois de horas seguidas manuseando e quebrando as castanhas torradas. “Se fosse assim, as pessoas que usam água sanitária para limpeza estariam roubadas! É o óleo LCC que tem uma ação irritante, ele é cáustico, produz lesões e chega a retirar as digitais”, explica o médico Salim Amed Ali, autor de diferentes estudos sobre doenças ocupacionais para a Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), do Ministério do Trabalho e Emprego. A perda da identidade não é permanente. Com o tempo, as digitais voltam se a pessoa se afastar da atividade.
Sobrevivência - O médico fez pesquisas específicas sobre a saúde de trabalhadores de unidades industriais de processamento de castanhas de caju e diz que a atividade pode ser considerada insalubre. No caso em questão, em que a produção é totalmente artesanal e as famílias dependem do trabalho para sobreviver, ele destaca quão contraditória é a situação. “A subsistência está calcada em condições de trabalho inviáveis. Para viver, o sujeito precisa se submeter a condições inaceitáveis e as crianças acabam sacrificadas. Não dá para aceitar isso em pleno século 21”, afirma.
Os trabalhos começam cedo, devido ao calor do sertão nordestino;
ao meio-dia, o sol é muito forte para prosseguir
Um menino e uma adolescente se revezando ao redor da mesa. A garota é quem cuida do fogo, alimenta a lata improvisada com cascas de castanha e controla as labaredas espirrando água com uma garrafinha. A fumaça sobe e cobre seu rosto. Um cachorro dorme perto do fogo. Eles estão nessa atividade desde a madrugada, começaram às 3 horas. É preciso começar cedo, no sol do sertão nordestino, não dá para continuar com o calor de meio-dia.

Os trabalhos começam cedo, devido ao calor do sertão nordestino; ao meio-dia, o sol é muito forte para prosseguir.
O garoto tem 13 anos e, assim como a irmã, cursou até a quarta série do ensino fundamental mas tem dificuldades para ler e escrever. Largou a escola na quinta série porque teria de viajar uma hora de ônibus para ir até uma que atende alunos mais velhos, localizada na área urbana de João Câmara – trabalhar e estudar ao mesmo tempo já é difícil quando a escola é perto; quando não há escolas perto, impossível. Ele quebra as castanhas com agilidade, seus dedos fininhos seguram, selecionam e escapam das pancadas duras.

São poucas as palavras, ambos trabalham em silêncio e as respostas são curtas. Na mesa vizinha, os mais velhos reclamam da falta de água – a que a prefeitura tem entregue para abastecer as cisternas do bairro é salobra. “Dá dor de barriga e aí a gente tem de comprar água de garrafa, vê se pode”, conta uma mulher de 63 anos, que já passou fome e acha melhor que as crianças trabalhem com castanhas do que colhendo algodão ou roçando pasto para o gado, atividades que exerceu quando criança
Meninas, meninos, pais, mães e famílias inteiras
se misturam para organizar a produção das castanhas

Em outra unidade de produção, uma família adapta o ritmo à existência de um recém-nascido. Uma adolescente, também de 15 anos, se reveza com o marido de 18 anos e sai, de tempos em tempos, para amamentar o bebê. “Eu lavo as mãos bem antes de pegá-lo, para não sujá-lo”, conta a mãe, antes de fazer uma pausa às 4 horas. 

O trabalho costuma ir até as 11 horas e, à tarde, todos trabalham tirando a pele fininha.
O emprego de crianças na quebra da castanha de caju está incluído na lista de piores formas de trabalho infantil, ao lado de atividades como beneficiamento do fumo, do sisal e da cana-de-açúcar. 

A situação a que estão submetidas as crianças de João Câmara (RN) não chega a ser novidade. A auditora fiscal do trabalho Marinalva Cardoso Dantas, coordenadora do Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho da Criança e de Proteção ao Adolescente Trabalhador, tem realizado sucessivas ações de fiscalização, denunciado a situação e cobrado soluções. “Não dá para aceitar que as crianças continuem nessa situação, mas não basta reprimir, é preciso oferecer alternativas”.
Além de identificar as crianças e reunir informações para relatório a ser entregue ao Conselho Tutelar da cidade, ela também tem procurado cobrar providências por parte da prefeitura sobre a situação das famílias. 

Os programas sociais são considerados insuficientes pelos moradores, que reclamam da atuação do poder público. “Sabemos do que está acontecendo, mas até agora não conseguimos avançar”, admite Maria 
Redivan Rodrigues, secretária de Assistência Social e primeira-dama de João Câmara, que promete solucionar o problema em um ano, até setembro de 2014. O Brasil se comprometeu a erradicar as piores formas de trabalho infantil até 2015, mas, mesmo com denúncias, situações com a de João Câmara persistem.
Em 24 de fevereiro de 2012, o promotor Roger de Melo Rodrigues, do Ministério Público Estadual, abriu o Inquérito Civil nº 06.2012.00003777-7 após denúncias. “Ele disse que ia processar as famílias, tentou proibir as pessoas de trabalhar, deixou todo mundo apavorado. Foi muito ruim”, diz Ivoneide Campos, presidente da Associação Comunitária do Amarelão. “A fumaça faz mal, a gente sabe, mas as famílias não querem mudar o método com que sempre trabalharam. E não adianta forçar, tem de transformar em querer, ajudar na busca de alternativas”, defende.
Procurado para comentar a reclamação, o promotor negou, em nota, que sua atuação tem sido meramente repressiva. Ele diz que “os problemas relacionados à queima de castanha, tais como impacto ambiental, danos à saúde dos moradores e trabalho infantil, não têm passado desapercebidos do Ministério Público Estadual” e que “em vez de buscar a repressão de delitos relacionados ao caso, esta Promotoria tem priorizado o diálogo com a respectiva comunidade, já havendo sido realizadas duas reuniões no local com todos os interessados e representantes de órgãos municipais, estaduais e federais, objetivando a construção de um consenso para solucionar o caso”.
Assim que as castanhas estão
 torradas, as mãos se levantam; pancadas
quebram uma noz, depois outra e outra, e outra
O promotor reclama, porém, que embora “busque uma resposta adequada e legítima aos problemas, tem enfrentado alguma resistência relacionada ao costume já enraizado, da parte de algumas famílias locais, de proceder à queima de castanhas ao alvedrio dos respectivos danos decorrentes, o que não impedirá uma atuação isenta e efetiva para a resolução do caso”.
Potiguar - Entre as famílias que dependem do processamento de castanhas de caju para sobreviver estão as de um assentamento localizado na região de índios Potiguar, um dos poucos núcleos remanescentes dessa etnia que no passado povoou o estado inteiro. Os ganhos são mínimos. A castanha crua é comprada de pequenos produtores da região de Serra do Mel. Um saco de 50 kg rende, em média, 10 kg de castanha processada. As famílias contam que ganham de R$ 30 a R$ 100 por semana, vendendo a produção a intermediários que revendem em feiras e mercados de cidades.
O óleo se esparrama em torno das unhas,
pela ponta dos dedos e, quando se vê,
as mãos inteiras já estão cheias de ácido

“Tentamos identificar quem lucra com isso, mas é um sistema muito primitivo. As indústrias organizaram a produção e estão processando diretamente as castanhas, não identificamos nenhuma envolvida. Os intermediários são pequenos comerciantes que adquirem o produto diretamente com as famílias”, explica o auditor fiscal José Roberto Moreira da Silva.

Criatividade na busca por soluções para as famílias não falta. Nilson Caetano Bezerra, do Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho da Criança e de Proteção ao Adolescente Trabalhador Aprendiz, por exemplo, sonha em fazer parcerias com as empresas de produção de energia eólica, que fazem multiplicar o número de torres de geração na região, para empregar adolescentes como aprendizes. E em providenciar máquinas para que os adultos não tenham de manusear as castanhas torradas. Experiências com mecanização já aconteceram, mas o descasque manual ainda é o preferido porque a taxa de desperdício é menor.
Mesmo que já exista formas de produção mecanizadas, ainda há 
preferência pelas técnicas manuais, que seriam mais produtivas
Em fevereiro, o juiz Arnaldo José Duarte do Amaral, titular da 9ª Vara do Trabalho de João Pessoa, visitou a comunidade e também encontrou as crianças trabalhando na produção de castanhas. Ele escreveu um artigo sobre a questão e, desde então, tenta articular soluções e envolver mais interessados em resolver o problema. “Quando estive lá como juiz, me perguntavam se ia prender alguém. Não é esse o papel do judiciário, o objetivo não é prender ninguém, é achar solução”, diz, defendendo a formação de cooperativas e mecanismos de economia solidária como o melhor caminho para erradicar o trabalho infantil e melhorar a condição de trabalho dos adultos. “A gente tenta corrigir essas questões há séculos, sem sucesso. Não bastam ações repressivas, que vão além de tentar punir.”
(Reportagem produzida em parceria com Promenino/Fundação Telefônica Vivo, e publicada também no site Promenino, que reúne mais informações sobre combate ao trabalho infantil)

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Curso para Motofrentista

Iniciam-se hoje, 4 de outubro, as aulas do Curso Especializado – obrigatório – destinado aos profissionais em entrega de mercadorias – MOTOFRENTISTA – oferecido pelo DETRNA-RJ. Ao todo serão cinco aulas, das 9h às 12h, com o professor Peter Dias.

O Curso foi instituído pela Resolução CONTRAN 410/2012 e visa garantir aos motociclistas profissionais a aquisição de conhecimentos, padronização de ações e atitudes de segurança no trânsito.

Inscrições no site do DETRAN – www.detran.rj.gov.br


SÓ PODE frequentar o curso os motociclistas que exerçam atividades remuneradas na condução de motociclistas e motonetas.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Racismo: velho tabu volta a pairar sobre a indústria da moda

Há quem diga que o racismo é mais do negro do que do branco. Porque o negro não aceita outro negro, e citam-se os eternos exemplos: Pelé só gosta de mulheres brancas, ele até namorou a Xuxa!!! E os jogadores de futebol que só querem as louras!!! Acrescentaria mais um ao senso comum: 99,9% dos clips de funk tiraram as mulheres negras. E, olha que o funk, assim como o samba, tem como berço as ruelas e becos das favelas, cujo contingente populacional é etnicamente negra - ou pretos+pardos, conforme o IBGE. Será que as mulheres negras (pretas+pardas) das favelas não gostam mais de funk, a ponto de os artistas não as enxergarem como consumidoras de seu som?

O capitalismo impõe várias regras, padrões, tempo de obsolescência. Ele nos obriga a consumir o tempo todo, independente de nossas condições financeiras. E, negros e negras, pretos e pardos, mesmo que não reconhecidos, muitas vezes como cidadãos, são vistos como consumidores: de baixa patente, mas consumidores. E, eventualmente, quando questionamentos os padrões impostos, dizem que somos loucos - ou racistas.

Como é o caso da indústria de moda, que determinou um padrão estético para o mundo. Há quem fure estes bloqueios tentando não "por humanidade" acolher a diversidade étnico-racial, mas porque quer conquistar expressivos mercados em que o padrão não é branco euro-norte americano. O bloqueio é tão forte, que o estilista tem que aceitar o outro.

Aqui no Brasil, em vários desfiles de modas, negros e negras já fizeram mobilizações contra o racismo que os impede de serem contratados para trabalhar nas passarelas. Pretos/pardos podem estar sim nos desfiles, como segurança ou nos serviços gerais. Costureiras também, desde que escondidas. O pouco espaço que a mídia nacional deu a estas mobilizações foi extremamente pequeno, quando não taxavam de "reclamações" ou  "queixas", o que demonstra total indiferença à perspectiva da denúncia política destes profissionais de passarela.

Enfim, abaixo uma matéria da Revista Exame fala sobre este tema: racismo na indústria da moda. Claro e evidente que é mais fácil falar desta chaga quando o problema está longe do solo brasileiro. Mas aqui, caros amigos e amigas, também temos nossas mobilizações no mundo da moda.

Mas vamos a matéria da Revista Exame...

Nova York - Em 1973 foi apresentado no palácio de Versalhes o primeiro desfile com ampla presença de modelos negra e, já nos 80 e 90, Imán Abdulmajid e Naomi Campbell eram as manequins mais bem pagas: por que, então, não se completou a normalização e se continua falando em pleno século 21 de racismo nas passarelas?

Há alguns dias, Naomi Campbell (foto), apelidada como a Deusa de Ébano, fechou o desfile de Diane Von Furstenberg na Semana da Moda de Nova York e deixou a concorrência difícil para as demais modelos.

Além de sua amizade com o estilista belga, Campbell representou o apelo que Von Fustenberg, como presidente do Conselho de Estilistas de Moda dos Estados Unidos, tinha feito pela diversidade na seleção de modelos há cinco anos e que, nos dias de hoje, continua sem efeito.

Apoiada em números da edição anterior da semana de moda nova-iorquina (na qual apenas 6% das modelos foram negras, contra 82,7% de brancas) dias depois, Naomi Campbell, junto com sua predecessora no mundo das top models negras, Imán, e a diretora de uma agência de modelos, Bethann Hardison, publicaram uma carta aberta falando do 'ato racista' na moda.

Nesta denunciaram estilistas como Calvin Klein, Donna Karan e Armani, que usam apenas uma, ou até nenhuma modelo negra em seus desfiles e acusaram o mundo da moda de ter se acomodado em sua luta contra a igualdade.

'Retrocedemos', disse Imán em uma entrevista à rede de televisão 'ABC'.

Olhando um pouco para trás na História, em novembro de 1973, no mesmo palco onde Maria Antonieta passou os últimos dias antes de ser decapitada, o mundo da moda quis fazer uma autêntica revolução. Um encontro em Versalhes entre estilistas franceses, como Yves Saint Laurent e Hubert de Givenchy, e americanos, como Oscar de la Renta, Anne Klein e Bill Blass, que destruísse as barreiras e criasse sinergias.

Enquanto as casas de Paris apostaram na sofisticação, a grande contribuição da moda americana a uma indústria e uma arte acusadas de 'eurocentrismo' foi demonstrar com uma alta presença de modelos negras que estas poderiam ter um papel, além da cota de exotismo graças a rostos como o de Sandi Bass.

Os efeitos foram quase imediatos: em 1976 foi descoberta a primeira supermodelo negra e a mais famosa de todas, a britânica Naomi Campbell, que no auge das supermodelos formou o 'quarteto de ouro' junto com Claudia Schiffer, Cindy Crawford e Linda Evangelista.

Waris Dirie, Tyra Banks, Vanessa Williams e Veronica Webb solidificavam o que parecia ser o caminho para a 'normalização' das modelos afrodescendentes. Mas quando passou o 'boom' das mesmas, começou também o retrocesso na igualdade das modelos negras nas passarelas.

Em julho de 2008, a revista 'Vogue' publicou um artigo intitulado 'É a moda racista?', fazendo o primeiro apelo para a problemática. Passados cinco anos, o jornal 'The New York Times', no dia 7 de agosto do ano passado, publicou um artigo intitulado 'O ponto cego da moda'.

Os motivos? Estilistas e agências de modelos passam a batata quente e não tem quem fale sobre o problema de representatividade da raça negra nas elites que atinge o campo da moda (e, por ali, o conceito 'modelo' tem que ser representativo disso) ou a desculpa que o branco é uma opção estética, por isso pedir o contrário seria um atentado contra a liberdade criativa.

No entanto, o auge das modelos asiáticas, vinculado diretamente com a importância dos consumidores da Ásia no mercado da moda, parece não responder a esses mesmos argumentos, da mesma forma que os estilistas tão conhecidos como Jean-Paul Gaultier e Tom Ford apostaram pela diversidade e triunfaram.

Em declarações ao 'The New York Times', o brasileiro Francisco Costa, diretor criativo da Calvin Klein, assegurou que há poucas modelos negras cotadas, como Malaika Fith (o primeiro rosto negro em uma publicidade da Prada), e que respeitar a cota implicaria contar sempre com as mesmas.

Já Riccardo Tisci, estilista da Givenchy preferiu não falar de racismo e sim de um sentimento muito menos meditado: pura preguiça. 'É mais fácil que sejam brancas porque é ao que estamos acostumados', disse. EFE

Fonte: http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/noticias/acusacoes-de-racismo-voltam-a-pairar-sobre-a-industria-da-moda

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Editais da FCP-MinC investem R$2,3 milhões na produção cultural negra

Chamadas públicas da FCP – MinC  vão apoiar a produção audiovisual e atividades socioculturais em referência a memória e a resistência da cultura negra

A Fundação Cultural Palmares – MinC (FCP) vai investir R$2,3 milhões em ações para o registro e dinamização das culturas negras brasileiras com os Editais Palmares 25 Anos: 1º Imagens da Memória e 3º Ideias Criativas, que serão lançados pela ministra da Cultura, Marta Suplicy, nesta terça-feira, 1º de outubro, às 10h, no auditório da FCP – MinC, em Brasília/DF. As inscrições seguem até dia 15 de novembro.

Os certames representam mais uma estratégia da FCP – MinC para registrar e promover a memória e a resistência negra no Brasil. Hilton Cobra, presidente da FCP – MinC, avalia que a iniciativa é parte do empenho da Fundação rumo a uma política pública de cultura que contemple os produtores e artistas negros(as). “O mecanismo de chamada pública/edital é o meio que temos, atualmente, para expressar nosso intuito de ver as produções artísticoculturais negras efetivadas e circulando por todos os cantos do Brasil”, disse.

Imagens, histórias e memórias negras – A sabedoria negra é levada pelas gerações por líderes: anciãos e anciãs que guardam na memória conhecimento, sua história e identidade. E com o objetivo de registrar os depoimentos desses mestres e mestras, a FCP – MinC elaborou o 1º Edital Imagens da Memória.

A premiação de R$1,3 milhão, recurso do Fundo Nacional de Cultura, será distribuída para 12 obras audiovisuais que irão captar as narrativas de mulheres e homens negros das comunidades quilombolas, tradicionais de matriz africana e ícones das manifestações culturais afro-brasileiras sobre de temas diversos, adotando as histórias sobre a escravidão como parâmetro prioritário para os registros.

Criatividade negra – Já a terceira edição do Edital Ideias Criativas, com apoio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do MinC, vai destinar R$1 milhão à 38 projetos para elaboração e execução de atividades socioeducativas formativas, assim como para pesquisa produção e publicação de trabalho. As ações devem, principalmente, promover a dinamização, preservação e difusão da memória da população negra no Brasil.

“Os Editais trabalham com a questão da presença negra para construção da sociedade brasileira, com foco na memória e na resistência dessa população. São ainda um reforço para as ações em torno do 20 de novembro, uma importante conquista do Movimento Negro Brasileiro, e um reconhecimento à importância e referência da memória quilombola e de outros ícones das culturas negras no Brasil “, concluiu o presidente da FCP – MinC, Hilton Cobra.

Mais incentivo para Arte Negra - De acordo com Cobra, além de outros editais nos quais os produtores e as temáticas negras sejam contempladas, é imperativa a necessidade de garantir mais incentivos para as artes e culturas negras. “O Brasil só tem a ganhar com a riqueza de abordagens cultural pautada na equidade na aplicação dos recurso e de expressão das criatividades” completa.

Os dois editais ora lançados pela FCP tem em comum a perspectiva do registro da memória negra – destacando sua atuação no campo artisticocultural e as lembranças ligadas ao escravismo. O presidente da FCP acredita, que com essas iniciativas, criam-se possibilidades para que trajetórias ainda invisibilizadas pela historiografia oficial possam contribuir para a construção de um Brasil que respeite as diferenças e a cultura negra.

Os produtos motivados pelos editais farão parte do acervo da Fundação Cultural Palmares – MinC.

Serviço
Lançamento dos Editais Palmares 25 anos: 1º Imagens da Memória e 3º Ideias Criativas
Data: Terça-feira, 1º de outubro de 2013
Horário: 10 horas
Local: Quadra 601 Norte – SGAN – Lote L, Ed. ATP, em Brasília/DF

domingo, 29 de setembro de 2013

Professores do Rio seguem mobilizados após violenta desocupação na Câmara

Gás de pimenta e armas elétricas para retirada de
professores da Câmara, na madrugada de domingo passado
A Polícia Militar do Estado do Rio obrigou os professores e pessoal de apoio às escolas a saírem da Câmara Municipal, no Centro do Rio. Dois professores que estavam na ocupação foram presos – Gustavo Kelly e Ercio Novaes. Foram usadas armas de choque e um dos manifestantes, mesmo desmaiado, foi levado pela polícia. Eles foram conduzidos à 5ª DP, na Avenida Gomes Freire, para onde a direção do Sepe e advogados seguiram. Ambos foram liberados na manhã deste domingo.
Mas a ação violenta da PM não desanimou os profissionais, que seguem mobilizados do lado de fora da Câmara. Mesmo fora do Plenário, a PM também agiu com violência: profissionais que apoiavam os professores e funcionários da ocupação (a maioria formada por mulheres), foram atingidos por bombas de efeito moral, bombas de gás, gás de pimenta e cassetetes.
Para marcar o repúdio contra a falta de democracia dos governos Paes e Cabral e contra a violência da PM, os profissionais de educaçao da rede municipal promoveram neste domingo um “piquenique” na porta da Câmara de Vereadores. O ato está teve início às 10h, bem em frente à entrada lateral do prédio, onde parte da categoria se encontra acampada desde quinta-feira.
No início da manhã, ocorreu um bate-boca entre policiais e manifestantes do grupo Ocupa Câmara depois que dois carros do Choque estacionaram perto da entrada lateral do palácio. Uma hora depois, os veículos foram retirados.

SEPPIR seleciona projetos de comunicação comunitária focados no enfrentamento à violência contra a juventude negra

Até o dia 27 de outubro, interessados podem inserir suas Iniciativas no Portal do Sinconv (www.convenios.gov.br ). Os contemplados vão receber R$ 70 mil para desenvolver ações nos territórios abrangidos pelo Juventude Viva – Plano de enfrentamento à violência contra jovens negros.

Esta Chamada Pública nº 003/2013 lançada pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR-PR) visa selecionar projetos voltados para a realização de ações de comunicação comunitária direcionadas ao enfrentamento da violência contra a juventude negra.

As iniciativas devem ser desenvolvidas nos territórios abrangidos pelo Plano Juventude Viva, nos estados de Alagoas, Paraíba, Bahia, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Pará, São Paulo, Distrito Federal e Rio de Janeiro. Serão contempladas nove propostas, sendo uma por estado, nas modalidades mídia impressa, audiovisual e/ou radiodifusão, e Internet.

Poderão participar do processo seletivo instituições privadas sem fins lucrativos, que tenham como objetivo fomentar e incentivar projetos de comunicação comunitária, com foco na produção de peças de comunicação relacionadas ao enfrentamento da violência contra a juventude negra nos territórios abrangidos pelo Plano Juventude Viva.

A chamada tem como objetivo fomentar e incentivar projetos de ações de comunicação comunitária voltada ao enfrentamento da violência contra a juventude negra nos territórios abrangidos pelo Plano Juventude Viva; apoiar a produção e disseminação de peças informativas relacionadas ao tema; promover o protagonismo de organizações que trabalhem com a temática racial, especialmente organizações de juventude negra, na produção de informação relacionada ao objeto do edital.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Oportunidade de Emprego: Ambev

A Central de Recrutamento & Seleção da Ambev do Mundo Vendas - RJ está abrindo vagas para recém formados.
Todas as vagas têm como pré-requisito a graduação completa.
A faixa salarial varia de R$2.000,00 à R$3.000,00. 

Áreas: Vendas, Marketing, Logística e Recursos Humanos.
Pré-Requisitos: Ensino Superior completo ou último período. Carteira de Habilitação B definitiva.
Seleção: enviar currículo para selecaoambevrj@ambev.com.br

Oportunidade de Trabalho: Estágio

Estágio para universitários cursando um dos quatro últimos períodos semestrais do Nível Superior.

ÁreaDESIGN GRÁFICO, com qualificação em  PHOTOSHOP, COREL DRAW, INDESIGN, NOÇÕES DE ILUSTRADOR, TRATAMENTO DE IMAGENS E CONHECIMENTO DE PRÉ-IMPRESSÃO.

Carga Horária: 20 horas semanais
Bolsa-Auxílio: R$ 443,34
Auxílio-transporte: R$ 121,00
Seleção: através do Coeficiente de Rendimento (a partir de 7), análise curricular e entrevista

Instituições Conveniadas:
Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ
. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO
. Universidade Estácio de Sá
. Universidade Federal Fluminense - UFF
. Faculdade CCAA

Inscrição:
Período: 19 a 27/9/2013
Horário: das 10 h às 12 h  e  das 14 h às 16 h

Documentos Necessários:
. Carteira de Identidade (original e xerox)
. CPF (original e xerox)

Original de:
. Declaração da Instituição de Ensino, citando o período cursado pelo    aluno e o nº de períodos do curso.
. Histórico Escolar com coeficiente de rendimento acumulado no curso.
. Currículo

Local de Inscrição:  
Gerência de Recursos Humanos
Rua Afonso Cavalcanti, 455 - sala 270  -  Cidade Nova
Telefones: 2976-1203 / 2976-2512

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Cotas no serviço público


Oportunidade de Trabalho: pessoa jurídica para produtos comunicacionais

O UNFPA e a Secretaria Nacional de Juventude - SNJ estão selecionando pessoas jurídicas para desenvolver materiais de comunicação relativos ao Plano de Prevenção à Violência contra a Juventude Negra – Plano Juventude Viva na perspectiva das/os jovens das comunidades periféricas do Estado de Alagoas (AL) e do Distrito Federal (DF), a fim de comunicar os temas do Plano aos jovens moradores da periferia e bairros que serão priorizados pelo Plano Juventude Viva.

Serão selecionadas duas pessoas jurídicas – uma para desenvolver as peças para Alagoas e outra para o Distrito Federal. Para a elaboração dos materiais, deverão ser conduzidos grupos focais com jovens, em AL e no DF, com o intuito de subsidiar a criação dos materiais.

Interessados em se candidatar deverão encaminhar Plano de Trabalho contendo atividades, prazos e responsáveis pelo desenvolvimento de cada etapa da consultoria e Portfólio com trabalhos anteriores.

Mais informações sobre o processo de seleção para o DF em:http://www.unfpa.org.br/Arquivos/tor_juventudeviva_df.pdf

Mais informações sobre o processo de seleção para Alagoas em:http://www.unfpa.org.br/Arquivos/tor_juventudeviva_al.pdf

Essas e outras oportunidades emhttp://www.unfpa.org.br/novo/index.php/oportunidades-de-trabalho/editais-para-fornecedores

domingo, 8 de setembro de 2013

Violência e racismo em debate nas rodas de conversa dos 59 anos da ENSP

Durante a semana de 3 a 6 de setembro, quando se comemorou os 59 anos da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca da Fundação Oswaldo Cruz, foram promovidos diálogos sobre o futuro do Sistema Único de Saúde (SUS) e movimentos sociais. O evento, aberto ao público, contou com ações diversificadas de saúde realizadas na tenda, montada no pátio de entrada da ENSP, onde também ocorreram duas rodas de conversa: sobre serviço civil obrigatório na saúde e violência e racismo.

A abordagem de questões como o racismo e a violência no campo da saúde foi antecedida de palestras que divisavam a disputa de vários campos ideológicos, como a de classes que é refletida nos serviços de saúde.

Armando de Negri, do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital do Coração, colocou que "há uma disputa no campo da hegemonia política, uma permanente negociação. No caso da saúde, não são todas as classes usando os mesmos serviços de saúde.”

Para ele, o grande desafio brasileiro é a desigualdade. A aproximação da realidade dos territórios sociais para fins da gestão da saúde, no caso da gestão das políticas públicas, a instituição Estado é fragmentada e setorialmente fraca para enfrentar os desafios, apresenta baixo desempenho na garantia de direitos e redistribuição de riquezas, visão distorcida do "território", sistemas de participação social fragmentados, além das políticas públicas terem pouco impacto sobre os determinantes da saúde. A estratégia de promoção da equidade em qualidade de vida e saúde tem poder político no sentido de responder às necessidades das forças sociais. “A estratégia desnaturaliza a escassez, desnudando a contradição entre o necessário e disponível em termos de garantia de direitos humanos e cidadãos”, concluiu.

Carlos Brandão, do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Rural - conceito de território social como produção do espaço social. “O capital do território é o conflito. Quem é conservador pensa o território como localização. Discutir território ou espaço tem relação com hegemonias e hierarquias”. Para ele, no “território”, há três grandes campos de disputas: o poder privado, a falta de entendimento sobre o que é o Estado, o poder das forças contra-hegemônicas de reagir às cadeias de poder; por isso a importância de estudar sobre as classes sociais. 
 
Entretanto, nos debates promovidos nas rodas de conversa observou-se que para além das análises sobre as classes sociais, verificou-se a necessidade de se aprofundar os estudos sobre diferentes recortes, como o étnico-racial.

Nas rodas de conversa, atividade proposta pelo Fórum de Articulação com os Movimentos Sociais e coordenada pelo Fórum de Estudantes da Escola, reuniu dezenas de pessoas que formaram um grande círculo na Tenda da Saúde. Entre os temas debatidos, estavam serviço civil obrigatório na saúde, Programa Mais Médicos, formação em saúde, racismo, violência, desafios do SUS, interiorização da medicina, entre outros.

Número de vítimas jovens negras aumenta 24%
Carla Moura Lima, doutoranda da Fiocruz - Dados sobre a violência contra a população de jovens negros, divulgados pelo livro Mapa da violência 2013 - Homicídios e juventude no Brasil, de Julio Jacobo Waiselfisz, mostram o aumento de 24,1% de vítimas negras entre jovens cresceu de 11.321 (2002) para 13.405 (2011).

Fransérgio Goulart de Oliveira Silva, historiador que atua com projetos voltados para jovens moradores de favelas do Rio de Janeiro: O Mapa da violência esclarece que o Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde iniciou a divulgação de seus dados em 1979, mas só em 1996 começou a oferecer informações referentes à raça/cor das vítimas, apesar dos elevados níveis de subnotificação.

- De 2001 a 2011, morreram, vítimas de assassinatos, 203.225 jovens. Nos anos extremos, os números são muito semelhantes: pouco mais de 18 mil assassinatos. A população jovem está entre os 15 e 24 anos de idade. Nos estados e regiões que apresentam fortes quedas, como as de São Paulo e Rio de Janeiro, os números diminuem 76,2% e 44,0%, respectivamente. No Rio Grande do Norte, por exemplo, mais que quadruplica o número de vítimas juvenis. No período analisado, as estatísticas chegam a duplicar no Pará, Bahia e Maranhão.  

- Fransérgio defendeu o rompimento com ideologias como “somos um país pacífico”, porque, na discussão sobre violência e racismo, não cabe esse pensamento, e de que o discurso do pacífico serve para neutralizar a luta de classes.

Eduardo Stotz, pesquisador do Departamento de Endemias Samuel Pessoa e coordenador do Fórum de Movimentos Sociais da ENSP: É essencial aprofundar a relação institucional com os movimentos sociais, que expressam as contradições da sociedade. “Saúde é luta e organização. Temos a obrigação de levantar essas questões como o racismo. O enfrentamento não deve ser só curricular, mas no campo das políticas de saúde.”

Tatiana Wargas, vice-diretora de Pós-graduação da Escola: Considera uma contradição a entrada das Unidades de Polícia Pacificadora em territórios de favela, uma vez que o tráfico de drogas também afeta os espaços além das favelas. Ela disse ser importante a inclusão desses temas em programas de pesquisa.

Na roda: 
- Formação: Falta da história e cultura brasileira na formação em saúde atualmente. A preocupação com a formação de diferentes etnias e culturas existentes em nosso país também foi considerada.

- Mercantilização da medicina atribuída ao modo de produção na formação médica.

- O reclame do Programa Mais Médicos é legítimo, mas não devemos particularizar o problema. Refletir e comparar o SUS de hoje e o de amanhã. O Mais Médicos não ocupa o lugar do médico brasileiro, e sim o lugar ao qual ele não quer ir. Precisamos resgatar a história de lutas e fortalecer o SUS com novas ideias e propostas.

- Corporativismo da categoria médica,

- O atual contexto político e a janela de oportunidades aberta com as manifestações populares de 2013, além da política de valorização da carreira pública em saúde e o papel dos meios de comunicação na pauta nesse setor. 

Encaminhamentos:
- Agenda permanente de debates com a dinâmica participativa,

- Construção de uma nota de repúdio ao racismo e a xenofobia sofrida pelos médicos cubanos em sua chegada ao Brasil,

- Carta sobre o Programa Mais Médicos relacionada ao contexto político atual.

Informe ENSP/Fiocruz

sábado, 31 de agosto de 2013

Oportunidade de Trabalho: bolsista com Ensino Superior para Manguinhos

Projeto da Memória das comunidades de Manguinhos: O impacto do Programa de Aceleração do Crescimento no morar em Manguinhos

Subprojeto: O impacto da implantação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Manguinhos

Objetiva-se a contratação de profissional prestador de serviços, sob os prazos e características laborais abaixo, para atuar no presente projeto que tem seu olhar focado nas representações, significados e discursos emergentes frente à implementação do PAC em Manguinhos à partir do ano de 2008. 

Perfil I 
Formação exigida: Mestrado em História ou em Ciências Sociais (Sociologia e Antropologia) com experiência em estudos acerca da cidade/favela, e experiência na metodologia da história oral;
Outras exigências: Não ser bolsista de pós graduação em cursos de mestrado, doutorado ou Pós-Doutorado; ter disponibilidade de 20 horas semanais; possuir o domínio do MS-Word na plataforma Windows 7 ou 8;
Atividades: Pesquisa bibliográfica e de fontes documentais; realização de entrevistas sob a metodologia da História Oral; Registro fotográfico; Participação das reuniões do Grupo de Pesquisa; Definição e acompanhamento dos registros no caderno de campo;
Produtos: Cerca de 8 entrevistas gravadas (transcrição será realizada por terceiros); Relatório Final
Local de Trabalho: Casa de Oswaldo Cruz (Fiocruz) e nas favelas do Complexo de Manguinhos
Carga Horária: 20h semanais Modalidade de contratação: Prestação de Serviços Autônoma
Período de Contratação: 3 meses ininterruptos Remuneração: R$1200,00 (por mês trabalhado)

Perfil II
Formação exigida: Mestrado em História ou em Ciências Sociais (Sociologia e Antropologia) com experiência em estudos acerca da cidade/favela, e experiência na metodologia da história oral;
Outras exigências: Não ser bolsista de pós graduação em cursos de mestrado, doutorado ou Pós-Doutorado; ter disponibilidade de 20 horas semanais; possuir o domínio do MS-Word na plataforma Windows 7 ou 8;
Atividades: Pesquisa bibliográfica e de fontes documentais; realização de entrevistas sob a metodologia da História Oral; Registro fotográfico; Participação das reuniões do Grupo de Pesquisa; Definição e acompanhamento dos registros no caderno de campo;
Produtos: Cerca de 8 entrevistas gravadas (transcrição será realizada por terceiros); Relatório Final
Local de Trabalho: Casa de Oswaldo Cruz (Fiocruz) e nas favelas do Complexo de Manguinhos
Carga Horária: 20h semanais Modalidade de contratação: Prestação de Serviços Autônoma
Período de Contratação: 3 meses ininterruptos Remuneração: R$1200,00 (por mês trabalhado)

Perfil III

Formação exigida: Mestrado em História ou em Ciências Sociais (Sociologia e Antropologia) com experiência em estudos acerca da cidade/favela, e experiência na metodologia da história oral;
Outras exigências: Não ser bolsista de pós graduação em cursos de mestrado, doutorado ou Pós-Doutorado; ter disponibilidade de 20 horas semanais; possuir o domínio do MS-Word na plataforma Windows 7 ou 8;
Atividades: Pesquisa bibliográfica e de fontes documentais; Participação nas entrevistas sob a metodologia da História Oral; Registro fotográfico; Participação das reuniões do Grupo de Pesquisa;
Produtos: Caderno de Campo; Relatório Final
Local de Trabalho: Casa de Oswaldo Cruz (Fiocruz) e nas favelas do Complexo de Manguinhos
Carga Horária: 20h semanais Modalidade de contratação: Prestação de Serviços Autônoma
Período de Contratação: 3 meses ininterruptos Remuneração: R$1200,00 (por mês trabalhado)

Os currículos, no formato Lattes (salvar como PDF), deverão ser enviados até o dia 06/09/2013.
E-mail para envio dos currículos e dúvidas: pesquisa_favelas@outlook.com

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Oportunidade de Trabalho: Concurso Público da SEPLAG



Últimos dias para Inscrições! Novo Concurso Público da SEPLAG!

 
Estão abertas as inscrições para o novo Concurso Público para os cargos de Analista de Planejamento e Orçamento (APO) e Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental (EPPGG), que se encerram em 01/09 (domingo).
 
A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) oferece 80 vagas imediatas, sendo 40 vagas para Analista de Planejamento e Orçamento (APO), e 40 vagas para Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental (EPPGG), cujos vencimentos são de R$ 5.082,00 mais adicional de qualificação, podendo chegar a até R$ 5.922,00.
 
Os interessados deverão se inscrever no portal www.ceperj.rj.gov.br, da Fundação CEPERJ (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro) até o dia 01 de setembro (domingo). A taxa de inscrição, para os dois cargos, é de R$110,00, pode ser paga em qualquer agência bancária por meio do boleto específico emitido após o preenchimento da ficha online. Os candidatos serão avaliados por meio de provas objetivas e discursivas no dia 29 de setembro.
 
Os interessados poderão tirar suas dúvidas e obter mais informações sobre o concurso pelos telefones do Serviço de Atendimento ao Candidato: (21) 2334-7100, 2334-7132 e 2334-7117. O atendimento é feito nos dias úteis, das 09:00h às 18:00h.
 
Fundação CEPERJ procura a cada dia se modernizar mais, ampliando a comunicação com o candidato e garantindo, assim, uma agilidade maior na informação.

Encerra amanhã, 30/08, inscrição para seleção de articuladores no Programa Caminho Melhor Jovem para Manguinhos e Cidade de Deus

Prazo para inscrição segue até 23:59 de amanhã, 30 de agosto.

Em virtude da baixa procura para a função de articuladores no processo seletivo ocorrido entre 31 de julho e 09 de agosto, foram reabertas as inscrições para novas candidaturas.  

O Governo do Estado do Rio de Janeiro firmou Contrato de Empréstimo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID, para financiamento parcial do Programa de Inclusão Social e Oportunidades para Jovens no Rio de Janeiro, a ser executado pela SEASDH/RJ sob a coordenação da Unidade de Gestão do Programa (UGP).

Os candidatos selecionados para ocuparem as vagas serão contratados como bolsistas por prazo de 12 meses, renovável de acordo com a estratégia definida pela SEASDH, e serão lotados nas áreas que residem.

O objetivo geral do Programa é contribuir para a inclusão social e produtiva de jovens de 15 a 29 anos que vivem em áreas com Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) ou em processo de pacificação do Estado do Rio de Janeiro, por meio do acompanhamento da trajetória do jovem, através de serviços de tutoria e aconselhamento para a construção de um plano de autonomia individual, e da articulação entre suas demandas e a oferta melhorada e integrada de oportunidades.

Este processo seletivo visa ao preenchimento de 6 (seis) vagas de articuladores das Unidades de Gestão Territorial do Programa, sendo 1 (uma) vaga para a Cidade de Deus e 5 (cinco) vagas para Manguinhos. Os currículos e a carta de apresentação deverão ser enviados no período entre 27 de agosto às 23:59 a 30 de agosto de 2013 através do e-mail: programacaminhomelhorjovem@gmail.com.  

Os candidatos deverão ter entre 18 e 29 anos e fazer constar no campo Assunto o título da função ”Articulador”. Mensagens enviadas sem a indicação da função no campo “Assunto” serão descartadas. Ressaltamos ainda que não serão avaliados currículos fora das especificações requeridas e do prazo estipulado por este processo seletivo.

A seleção se dará através de 3 avaliações distintas, contabilizando até 20 pontos:
1) Análise Curricular – até 5 pontos.

2) Carta de Apresentação que descreva como o candidato vem participando ou se propõe a participar em projetos sociais na sua comunidade - até 7 pontos.

3) Entrevista – até 8 pontos. 

1) A análise curricular será feita através da contagem de pontos, sendo que aqueles que não cumprirem com o requisito mínimo de estarem matriculados em escola e cursando a partir do ensino fundamental – segundo segmento, serão eliminados. A pontuação será distribuída de acordo com a formação e a experiência profissional declaradas no currículo, sendo que até 05 pontos poderão ser adquiridos neste item. Quanto à experiência profissional e em mobilização comunitária, será atribuído 1 ponto pelo cumprimento do solicitado e 0,5 ponto por ano ultrapassado de experiência até o limite de 03 pontos. Aqueles que tiverem participação em projetos e movimentos sociais receberão 0,5 ponto para cada ano de experiência, podendo chegar a no máximo 2 pontos.

2) Carta de Apresentação é uma redação de até 30 linhas sobre como o jovem vem participando ou se propõe a participar em projetos sociais na sua comunidade - até 7 pontos.

3) A entrevista terá um caráter classificatório, sendo atribuída nota de zero a oito de acordo com o desempenho do candidato. Não haverá segunda chamada para a entrevista, sendo que a convocatória com o horário da mesma enviada para o e-mail disponibilizado no currículo na mesma data de disponibilização do resultado da fase de análise curricular. Serão entrevistados até cinco vezes o número de candidatos por vaga disponível, após a fase de análise curricular.
Abaixo há uma breve descrição da função a ser exercido, o perfil desejado, a carga horária de trabalho semanal e a remuneração. 

5 (cinco) Vagas para Articulador
(Apoia a equipe de campo nas estratégias de mobilização local, participando das atividades propostas)
Nível fundamental I completo e estudando, caso ainda não tenha completado o Ensino Médio; desejável conhecimento básico de informática; experiência comprovada em trabalhos em comunidades de pelo menos 1 ano;  necessário que seja morador do território de Manguinhos e ser jovem de 18 a 29 anos.
20 horas
R$ 600,00
1 (uma) Vaga para Articulador
(Apoia a equipe de campo nas estratégias de mobilização local, participando das atividades propostas)
Nível fundamental I completo e estudando, caso ainda não tenha completado o Ensino Médio; desejável conhecimento básico de informática; experiência comprovada em trabalhos em comunidades;  necessário que seja morador de Cidade de Deus e ser jovem de 18 a 29 anos.
20 horas
R$ 600,00

CRONOGRAMA DE SELEÇÃO

Divulgação
27/08/2013 às 23h59 de 30/08/2013.
Publicação no site http://www.rj.gov.br/web/seasdh e demais mídias.
Recebimento de Currículos
Divulgação de Convocados para Entrevista Presencial
02/09/2013
Publicação no site http://www.rj.gov.br/web/seasdh e demais mídias. E-mail aos selecionados informando horário e local.
Entrevista
03/09/2013
Sede da SEASDH (Praça Cristiano Othoni, s/nº, Edifício Dom Pedro II, Central do Brasil, Rio de Janeiro).
Resultado
A partir de 05/09/2013.
Publicação no site www.rj.gov.br/web/seasdh e demais mídias.