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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Palhaçaria é com As Marias da Graça


A parceria entre a Casa da Mulher, a Biblioteca Parque de Manguinhos e o grupo teatral “As Marias da Graça” tem possibilitado a continuidade da Oficina de Comicidade Feminina.

Nas oficinas, realizadas sempre às terças-feiras (8, 15, 22 e 29 de outubro), às 14h, a proposta é proporcionar aos participantes conhecimentos sobre a arte da palhaçaria, incentiva a expressão de sua realidade e a superação das diversas situações cotidianas que interferem sobre a violência contra a mulher.

O projeto acontece nas dependências da Biblioteca Parque de Manguinhos na Rua Dom Helder Câmara, Dsup, atrás do Colégio Estadual Compositor Luis Carlos da Villa.


Veja mais informações na página eletrônica www.asmariasdagraca.com.br

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Mulheres negras e mestiças são maioria no tráfico sexual

Por Ana Alakija
Editor-in-Chief,
alaionline.org.br
Washington (Estados Unidos) – ” Ele pegava bastões de madeira e me batia; eu pensava que ele me amava, mas ele me batia assim como batia em todas as meninas da sua casa; eu simplesmente não conseguia me levantar e ir embora . . . Ele me ameaçava com a minha família … Eu tinha medo de me machucar , então eu ficava ” .
O alto-falante , que reproduz a sua estória em  que ela conta como conheceu seu cafetão quando tinha 11 anos de idade , é visto na sombra para proteger sua identidade . Mas você pode ver que  a garota é negra , e parece ainda muito jovem .
Esse é um dos relatos que a  jornalista Jenée Desmond-Harris, redatora doThe Roots faz,  durante cobertura  da Conferência Legislativa Anual da Fundação  Congressional Black Caucus sobre a Escravidão Moderna  e o Tráfego Sexual, realizada no Centro de Convenções de Washington.
Essa garota não é a única que se encaixa nessa descrição, diz ela. Em outro segmento de um vídeo no YouTube projetado em uma telão está “Erika.” Ela diz que tinha 13 ou 14 anos , quando foi atraída para a prostituição forçada . “Eu parecia um menino , muito fina, muito subnutrida. Eles nos avisavam que as pessoas estavam vindo no John’s,  para nos comprar . Eles sabiam que eu era uma criança “.
Quando a tela fica escura, April Jones , a moderador das duas horas  de conversa com especialistas sobre o tráfico humano, expressa o que muitos na sala estão questionando.
” A coisa que eu notei mais sobre o vídeo “, diz ela , “é que todas falavam um inglês perfeito . Todo mundo daqui, deste país. Isso não é algo que aconteceu há centenas de anos . Está acontecendo aqui e agora. ”
“É claro  que isto é escravidão”. Do ponto de vista do palestrante, o embaixador Luis CdeBaca , diretor do Escritório do Departamento de Estado para Monitoramento e Combate ao Tráfico de Pessoas, chamar isso de qualquer outra coisa é um eufemismo tão esquivo como os anteriores da história americana como ” servidão ” ou “nossa peculiar instituição “.
Atualmente , diz ele, as vítimas são diversas. “É uma mulher tirada da sua casa para outro país com a promessa de um bom trabalho. é um homem recrutado para trabalhar em um barco de pesca,  e, uma vez que a terra é fora de vista, é forçado a trabalhar 20 horas por dia, depois de comer a isca, raptado pelo operador do navio. ”
Nos Estados Unidos , quando se trata de escravidão sexual , é comum gostarem de meninas como Erika .
A especialista Malika Saadar Sar é um heroina da comunidade anti- tráfico por seu trabalho com o Projeto de Rebecca para os Direitos Humanos . Ela trabalhou para acabar com os anúncios Craigslist que anunciavam a venda de crianças para o sexo. “As pessoas vendidas para o sexo neste país são crianças norte-americanas e são desproporcionalmente negras e mestiças”, diz ela . “Elas estão com idade de irem para a escola, entre  12 e 13 anos . ”
Desmond-Harris levantou que ,de acordo com o mais recente relatório do FBI sobre o assunto, 83 por cento das vítimas de casos de tráfico sexual confirmados foram identificados como cidadãos americanos . Quarenta por cento das vítimas e 62 por cento dos suspeitos do crime eram negros.
Em alguns lugares , a distribuição demográfica é ainda mais dramática , como em Houston. A jurisdição do painel da anfitriã Rep. Sheila Jackson -Lee é o que ela chama de ” hub ” da escravidão sexual. De acordo com a palestrante Ann Johnson, Harris County, Texas, procuradora e especialista em tráfico de seres humanos , na distribuição etno-gráfica das vítimas há ” cerca de 55 afro-americanas, 25 latino-americanos e 20 brancos. ”
Em  casos individuais, abuso e pobreza em casa podem se combinar para tornar as garotas – muitas vezes fugitivas – vulneráveis ​​aos homens que eles vêem como o capital humano, diz Johnson. Assim como, muitas vezes, diz Saadar Sar, elas são vitimadas quando alcançam certa idade e ficam fora do sistema de assistência social do Estado.
Em outras palavras, como elas são mantidos contra a sua vontade, muitas vezes submetidas à  tortura, ganhando dinheiro para cafetões através do sexo forçado, ninguém se incomoda com elas.
A reportagem diz aindaque existe um fator ainda mais insidioso que todos esses juntos. É aquele que faz com que as vítimas sintam que a procura de ajuda é inútil, de acordo com CdeBaca. “É a idéia de que a criminalidade na comunidade hispânica, na comunidade negra, não é para ser levado tão a sério. Porque é um mundo em que a lei não chega,  a decisão é tomada pelos traficantes”.
Desmond-Harris relata ainda que essas questões, além de um compromisso de longa data do Congressional Black Caucus, como uma voz no Capitólio para os mais vulneráveis ​​de qualquer lugar, são levantadas por Jackson-Lee, que  diz que pôr fim ao tráfico de pessoas é uma parte natural da missão do grupo deafro-americano eleitos.
“Quero ser clara que a escravidão moderna, que envolve sexo,  é tão devastadora quanto a escravidão que estamos mais familiarizados,” ela disse ao The Root.
Em 8 de março de 2013, o presidente Barack Obama assinou uma lei que renova ferramenta mais importante do país para combater a escravidão moderna, a Lei de Proteção às Vítimas do Tráfico.
Lee diz que não é o suficiente.
“Precisamos de uma legislação específica – aplicação de lei local, estando alerta para as questões de tráfico de seres humanos em estados e jurisdições localizadas. Precisamos da aplicação da lei, para que possamos evitar isso”, disse ela.
Para Saadar Sar o esforço é desesperador. “Muitas dessas meninas são as tetra-netas daqueles que foram escravizados durante a primeira parte da nossa história”, diz ela. “Nós temos que fazer o trabalho de construção de estradas de ferro de metro de distância a partir desta nova forma de escravidão.” 
Fonte: The Root.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Concurso de Miss Brasil:Priscila Cidreira, da Bahia, em 3º lugar, uma linda mulher negra!!!

No concurso Miss Brasil 2013, Priscila Cidreira, 22 anos, que representou a Bahia, ganhou em terceiro lugar. Ela foi a única negra a chegar entre as dez finalistas.  

Janaína Barcelos, de 25, de Minas Gerais, e em primeiro lugar, foi Jakelyne Oliveira, 20 anos, de Mato Grosso.

As três ganharam uma viagem para Riviera Nayarit, no México. A final do concurso contou com as candidatas de cinco estados. Além de MT, BA e MG, estiveram perto do título as belas do Paraná e de São Paulo. A primeira colocada, Jakelyne Oliveira, ganhou um vestido de gala e um carro zero km.

A prova do Miss Brasil contém várias etapas de seleção até se chegar à grande vencedora. Entre as 28 concorrentes de cada estado, o júri técnico selecionou 14 delas, e internautas elegeram uma das concorrentes. Em seguida, um júri artístico escolheu 10 semifinalistas: Bahia, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe,

domingo, 6 de outubro de 2013

As Marias das Graças - Oficina de Comicidade Feminina

A parceria entre a Casa da Mulher, a Biblioteca Parque de Manguinhos e o grupo teatral “As Marias da Graça” tem possibilitado a continuidade da Oficina de Comicidade Feminina.

Nas oficinas, realizadas sempre às terças-feiras (8, 15, 22 e 29 de outubro), às 14h, a proposta é proporcionar aos participantes conhecimentos sobre a arte da palhaçaria, incentiva a expressão de sua realidade e a superação das diversas situações cotidianas que interferem sobre a violência contra a mulher.

As aulas são realizadas na Biblioteca Parque de Manguinhos na Rua Dom Helder Câmara, Dsup, atrás do Colégio Estadual Compositor Luis Carlos da Villa.


Veja mais informações na página eletrônica www.asmariasdagraca.com.br

sábado, 5 de outubro de 2013

Dia Internacional contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças

O Dia Internacional Contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres, Meninas e Meninos, celebrado em 23 de setembro, tem como objetivo estimular a sociedade a refletir sobre as ações desenvolvidas e os avanços já conquistados para o combate ao crime que afeta as populações de todo o mundo.

A data foi instituída na Conferencia Mundial de Coligação contra o Tráfico de Mulheres, que aconteceu em Dhaka, Bangladesh, em janeiro de l999, em homenagem a lei nº 9.143 do ano de 1913, promulgada nesta data e conhecida pelo nome de Lei Palacios. Foi a primeira com tais características no mundo.

A lei punia com três a seis anos de prisão quem promovesse ou facilitasse a prostituição ou corrupção de menores de idade ao menos mediante consentimento, ou de maiores de idade em caso de violência ou intimidação. A violência sexual contra crianças e adolescentes tem se manifestado por meio da prostituição tradicional e tráfico para fins sexuais, turismo sexual e da pornografia convencional e via internet.
Em todo o mundo, inclusive nas Américas, pesquisas têm demonstrado que são as mulheres, crianças e adolescentes, os mais envolvidos, embora informações atuais indiquem a presença também de crianças do sexo masculino. Estudos sobre o tema apontam que além da inserção feminina, existe também a masculina no mercado sexual. Há variações na faixa etária de crianças e adolescentes, porém, destaca-se a idade entre 12 e 18 anos.
No Brasil, o tráfico para fins sexuais é predominante com mulheres e garotas negras e morenas, com idade entre 15 e 27 anos. O negócio da exploração sexual de meninas e meninos, segundo os especialistas em segurança pública, cresce no mundo de maneira incontrolável. Depois do comércio de drogas e de armas, é a atividade mais rentável do crime organizado.
PRF reprime o tráfico de pessoas nas fronteiras do AcreA Polícia Rodoviária Federal (PRF) mantém fiscalização intensa nas estradas voltada para o combate ao crime de tráfico de pessoas para fins de exploração sexual em outros Estados e no país vizinho. As ações de prevenção são feitas por meio do serviço de inteligência da corporação e monitoramento do tráfego de veículos nas vias que cortam o Acre.
"As abordagens de rotina incluem a verificação de documentos dos condutores e dos passageiros. O transporte de menores em viagens sem a presença e a devida autorização dos pais é proibido por lei, e essas regras não nos passam despercebidas", explica o delegado da PRF no Acre, inspetor Nelis Newton.

Segundo ele, operações nesse sentido ocorrem constantemente no Acre, independente de haver um movimento nacional específico para tal fim. "Nossa região de fronteira exige que tenhamos um cuidado a mais nesse sentido. As fiscalizações são feitas em carros de passeio, caminhões, ônibus e demais veículos que circulam nas rodovias", detalha o inspetor.
Importante
- Na internet, a cada dia, são abertas mais de 100 paginas web de pornografia infantil.
- Cinco milhões de meninos, meninas e adolescentes são vítimas de exploração sexual comercial. Estes dados foram revelados no Segundo Congresso Mundial sobre o tema realizado em Yokohama (Japão), em 2001.
- Somente na Colômbia, o número de meninas prostituídas multiplicou-se por cinco nos últimos anos.
- A República Dominicana, o México, a Guatemala e o Brasil estão entre os principais fornecedores de "mão de obra sexual infantil".



terça-feira, 24 de setembro de 2013

Mulheres Negras debatem Democracia e Desenvolvimento Sem Racismo

Preparem-se mulheres e homens, pois durante dois dias mulheres de várias partes do país se encontram no Rio de Janeiro para aprofundar discussões sobre "Democracia e Desenvolvimento sem racismo: Por um Brasil Afirmativo". Este é o título do seminário nacional que a AMNB - Articulação de Organizações de Mulheres Brasileiras promove nos dias 27 e 28 de setembro, no Hotel Monte Alegre, na Lapa.

De acordo com Simone Cruz, secretária executiva da AMNB, e coordenadora da organização ACMUN - Associação Cultural de Mulheres Negras, esta proposta é tema da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial. "Estaremos aprofundando as discussões a partir de alguns temas, provocados por Sueli Carneiro, Rosane Borges e Lúcia Xavier." Provocação aceita, agora é se juntar com estas mulheres fantásticas e compartilhar informações e estruturar pensamentos que vão balizar ações.

Programação
Dia 27/09 - sexta-feira
8h - Boas vindas e exposição sobre o Seminário com a Secretária Executiva, Simone Cruz
9h/12h  - Avaliação de conjuntura do ponto de vista das mulheres negras
               Sueli Carneiro, doutora em comunicação, Geledés – SP
               Debatedora: Jurema Werneck, médica e doutora em comunicação, Criola-RJ
12h/14h - Almoço

14h30/16h30 - Reflexões sobre Interface entre Estado, Democracia e Desenvolvimento
                        Rosane Borges, doutora em comunicação (Kuanza-DF)
                        Debatedora: Valdecir Nascimento (ODARA-BA)

Dia 28/09 - sábado
8h30/12h - Que democracia e desenvolvimento interessa para as mulheres negras
                   Lúcia Xavier, assistente social (Criola - RJ)
                   Debatedora: Vera Baroni (Uiala Mukaji - PE)

12h/14h - Almoço

14h30/16h30 - Quais os 5 pontos inegociáveis para as mulheres negras
                         Facilitadoras: Maria Lúcia da Silva (AMMA Psique e Negritude - SP) e Hildézia Medeiros (CACES - RJ)

17h/18h - Marcha das Mulheres Negras 2015
                    Nilma Bentes (CEDENPA-PA) e Maria Conceição Lopes Fontoura (Maria Mulher-RS)


Seminário Nacional da AMNB
Data: 27 e 28 de setembro de 2013
Horário: Das 8h às 17h
Local: Hotel Monte Alegre – Rua Riachuelo, 33 – Lapa
Informações: 21 – 2277-7300 / www.hotelmontealegre.com.br

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

À Flor da Pele: A Juventude Negra Feminina na Agenda Política de Juventude no Século XXI

Este é o título da pesquisa de mestrado de Juliano Gonçalves Pereira defenderá na sexta-feira, 20/09, no Programa de Pós-graduação em Relações Étnico-raciais do Centro Federal de Educação Tecnológica, no Maracanã - RJ.

Orientando da professora doutora Sônia Beatriz dos Santos, Juliano objetivou, nesta pesquisa, refletir sobre a forma como a política pública direcionada à Juventude Negra no Brasil, neste século XXI, tem incorporado as experiências, práticas e discursos políticos da Juventude Negra Feminina. 

As políticas públicas focais para a juventude negra, conforme apurou Juliano em sua pesquisa, são instrumentos importantes de garantia de acessos aos direitos específicos deste segmento na sociedade brasileira. Entretanto, "elas precisam ser melhoradas no que se refere a incorporação das demandas específicas da juventude negra feminina."

domingo, 4 de agosto de 2013

Seminário Especialização Gênero, Sexualidade e DH

Entre os dias 5 e 6 de agosto, das 9h às 17h, no Salão Internacional (4º andar) será realizado, na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), o seminário inaugural do curso de Especialização em Gênero, Sexualidade e Direitos Humanos.

Palestrantes:
- Maíra Fernandes, advogada;
- Rogéria Peixinho, Articulação Nacional das Mulheres Brasileiras;
- André Feijó Barroso, área técnica Saúde População LGBT;
- Yone Lindrgren, ativista DH;
- Júlio Moreira, ONG Arco Íris;
- Jô A. Ramos, Movimento Defesa da Mulher, autora do livro Defesa das Mulheres. Dê um basta!;
- Michele Gueraldi, professora universitária, autora do livro Em busca do Eden: tráfico de pessoas e direitos humanos, experiência brasileira.

Serviço: 
Evento: Seminário Diálogos Entre A Academia e Os Movimentos Sociais - Seminário inaugural do Curso de Especialização em Gênero, Sexualidade e Direitos Humanos
Data: 5 e 6 de agosto de 2013
Horário: 9h às 17h
Local: Salão Internacional da ENSP/Fiocruz (Rua Leopoldo Bulhões, 1.480 - Manguinhos - Rio de Janeiro - RJ).


quinta-feira, 11 de julho de 2013

Editais para artes visuais e cinema

Exclusivamente voltadas às mulheres, as duas chamadas públicas buscam estimular a produção artística e a gestão cultural – ações destacadas no Plano Nacional de Políticas para as Mulheres 2013-2015. Projetos para curtas serão financiados em até R$ 45 mil, médias-metragens, R$ 90 mil. Para as artes visuais, serão destinados R$ 70 mil para cada proposta.
Informações: www.spm.gov.br
 
Mais mulheres fazendo cultura e registrando a diversidade brasileira nas artes. É com esse objetivo dos dois editais públicos lançados pelas ministras Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), e Marta Suplicy, da Cultura, no último dia 2 de julho, em Brasília. A ação marca o investimento do governo federal no fomento às artes, feitas exclusivamente por mulheres em todo o país. Trata-se de demanda da sociedade civil de incentivo e valorização da produção artística e cultural feminina, incorporada ao Plano Nacional de Políticas para as Mulheres 2013-2015.
 
Destinado à seleção de 16 obras audiovisuais, o Prêmio Carmen Santos Cinema de Mulheres 2013 – Apoio à Curta e Média-Metragem receberá, até 19 de agosto, projetos apresentados por pessoas físicas e jurídicas. Dez obras audiovisuais de até cinco minutos (curtas) e seis filmes de 26 minutos (médias). Serão destinados até R$ 45 mil para cada proposta de curta e R$ 90 mil para médias-metragens Essa chamada pública é iniciativa da SPM e do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Audiovisual.
 
Serão admitidos os gêneros ficção, documentário e animação. A temática deve abordar a construção da igualdade entre mulheres e homens, os direitos das mulheres e de sua cidadania. Os conteúdos devem considerar a diversidade nos meios urbano e rural (campo e floresta), indígenas, negras e povos tradicionais. A premiação presta homenagem à Carmen Santos – atriz, produtora, diretora e empreendedora cultural – pela contribuição à cinegrafia brasileira, dos anos 1920 ao final de 1940.
 
Já o Prêmio Funarte Mulheres nas Artes Visuais pretende selecionar, até 16 de agosto, dez projetos de diferentes linguagens artísticas com até R$ 70 mil, para cada proposta. Visa a incentivar a profissionalização nos processos de gestão e valorização da produção cultural.
 
Estarão aptos à apresentação: montagem de exposições, mostras, oficinas, intervenções urbanas, publicações, produção crítica e documental, seminários. Todas as propostas devem considerar o resultado de ampliação do mercado de artes visuais da produção feminina e a formação de público.
 
Prêmio Funarte Mulheres nas Artes Visuais - 2 de julho a 16 de agosto
Premiação: Seleção de dez projetos.  Cada proposta contemplada receberá R$ 70.000,00.
Informações: www.funarte.gov.br  | www.spm.gov.br
 
Prêmio Carmen Santos Cinema de Mulheres 2013 – 2 de julho a 19 de agosto
Curta-metragem: dez obras audiovisuais de até cinco minutos. Será destinado até R$ 45.000,00 (quarenta e cinco mil reais) para cada projeto.
Média-metragem: seis obras audiovisuais de 26 minutos. O valor para cada proposta é de até 90.000,00.

domingo, 19 de maio de 2013

Mulheres guerreiras discutem seus direitos em Manguinhos

Foto Leonardo (Salo)
O Projeto CAIS (ICICT/Fiocruz e Cooperação Social/Fiocruz) está bombando!!! Desta vez, o tema do encontro foi Mulheres Guerreiras, ocorrido na última quinta-feira (16/05), na Escola Municipal Professora Maria de Cerqueira e Silva. 

A dinâmica foi iniciada com a exibição do filme Mulheres Guerreiras, produzido pela  coordenadora da Rede de Bibliotecas da Fiocruz, Fátima Martins, dirigido por Carlos Nogueira em parceria com Sandra Rodrigues. O vídeo destaca a atuação feminina em tecnologias sociais de baixo custo para trabalhar com diferentes problemas aos quais elas estão direta ou indiretamente afetadas. A equipe responsável pelo filme esteve presente, assim como a liderança feminina Suely Rodrigues e a liderança local Monique Cruz.

Na ocasião, cerca de 25 mães, assistiu com atenção ao vídeo e após a exibição, participou de uma roda de conversa. A proposta foi debater como a discussão do filme pode fazer sentido na realidade do Complexo de Manguinhos. Foram abordados temas como direito à saúde, aspectos culturais do território e a participação popular feminina nas instâncias sociais de Manguinhos em questões ligadas ao lixo, ao uso de drogas e à violência.

A parceria do Projeto CAIS com a Escola Municipal Maria de Cerqueira e Silva e o Projeto Bairro Educador continua na próxima terça, 21/05. Os alunos participarão de uma atividade sobre dengue, com o pesquisador Gabriel Sylvestre, do Instituto Oswaldo Cruz.

70 anos de Bancos de Leite Humano e Dia Mundial de Doação de Leite


Você sabia que o Brasil comemora 70 anos da Criação dos Bancos de Leite Humano? A iniciativa nasceu no Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Rio de Janeiro - ação que tornaria o país referência mundial em tecnologia para a redução da mortalidade infantil e a erradicação da desnutrição neonatal. 

De lá para cá já são 211 Bancos de Leite Humanos (BLHs) em todo o país, e centenas em 24 nações da América Latina, Caribe, Península Ibérica e África.

Por conta desse trabalho fantástico, o dia 19 de maio se tornou o Dia Mundial de Doação de Leite Humano. A data será celebrada no próximo dia 22 de maio, às 10h30, no Memorial Presidente Juscelino Kubitschek, no Distrito Federal, com o lançamento da campanha nacional “Doe leite materno e ajude a mudar o futuro de muitas crianças”.

Nessa relação de doação de leite humano, é impossível negar a união entre doadora e receptor: importante para a vida da mulher que doa, como para a do recém-nascido que recebe. 

sexta-feira, 8 de março de 2013

Beleza Negra: no Dia Internacional da Mulher

Um delicioso texto - e um presente - publicado no Informe Lélia Gonzalez (http://groups.google.com/group/memorialeliagonzalez?hl=en?hl=en), desta antropóloga que foi a primeira mulher negra a dirigir a Escola de Artes Visuais Parque Lage na Zona Sul do Rio. 

por Lélia Gonzalez

.........  Nunca esquecerei o carnaval de (19)78, que passei em Salvador. Graças à recomendação do Macalé, um de seus fundadores, participei do desfile do Ilê. Foi de arrepiar e fazer o coração da gente bater disparado. Jovens negras lindas, lindíssimas, dançando ijexá, sem perucas ou cabelos “esticados”, sem bunda de fora ou máscaras de pinturas, pareciam a própria encarnação de Oxum, a deusa da beleza negra. Enquanto isso a música dizia: “Aquela moça / Que tá na praça / Tá esperando / É o bloco da raça / E quem é ele? / Eu vou dizer / É o bloco negro / Ele é o Ilê Aiyê /...

É importante ressaltar que as atividades dos blocos e afoxés não se restringem ao carnaval, mas se desenvolvem durante o ano inteiro. E é nisto que se encontra a sua força. Seus membros estão sempre juntos, discutindo, refletindo, criando coisas novas. E foi por aí que surgiu a idéia de instaurar a “Noite da Beleza Negra”[1], visando a marcar anualmente todo um processo de revalorização da mulher negra, tão massacrada e inferiorizada por um machismo racista, assim como por seus valores estéticos europocêntricos.

E são as jovens negras desses blocos e afoxés que organizam suas respectivas festas, convidando de preferência pessoas da comunidade negra que elas consideram credenciadas para escolher, dentre elas, a mais digna representante da beleza negra.

Não se trata de um concurso de beleza tipo “miss” isto ou aquilo, o que não passaria de uma simples reprodução da estética da ideologia do branqueamento. Afinal, pra ser “miss” de alguma coisa, a negra tem de ter “feições finas”, cabelo “bom” (“alisado” ou disfarçado por uma peruca) ou, então, fazer o gênero “erótico/exótico”. O que ocorre na escolha de uma “Negra Ilê”, por exemplo, não tem nada a ver com uma estética européia tão difundida e exaltada pelos meios de comunicação de massa (sobretudo por revistas tipo “pleibói” ou de “moda”, assim como pela televisão).  Na verdade, ignora-se, tranqüilamente, essas alienações colonizadas, complexadas, não só das classes “brancas” dominantes, como também dos “jabuticabas”[2] e/ou dos “negros recentes” (né, João Jorge[3]?). O que conta para ser uma “Negra Ilê” é a dignidade, a elegância, a articulação harmoniosa do trançado do cabelo com o traje, o dengo, a leveza, o jeito de olhar ou de sorrir, a graça do gesto na quebrada do ombro sensual, o modo doce e altaneiro de ser, etc. E se a gente atentar bem para o sentido de tudo isso, a gente saca uma coisa: a Noite da Beleza Negra é um ato de descolonização cultural.

Por isso mesmo, fiquei muito tempo sensibilizada quando minhas irmãs do Ilê Aiyê me convidaram para presidir a escolha da “Negra Ilê” de 1982, ocorrida no dia 6 de fevereiro. Infelizmente, as exigências da nossa luta fizeram com que eu permanecesse no Rio e não participasse, também, da escolha da beleza negra do Male Debalê, no dia 14. De qualquer modo, ficam aqui o nosso testemunho e a nossa solidariedade para com esse importantíssimo trabalho. E, para as escolhidas de (19)82, a nossa saudação, na saudação de Oxum: ORA-YÊ-YÊ-Ô!

Beleza negra, ou: ora-yê-yê-ô!
Lélia Gonzalez
in Jornal Mulherio ,Ano 2, número  6,  Março/Abril – 1982, p. 3


[1] A “Noite da Beleza Negra” surgiu, em Salvador, por iniciativa do Ilê Aiyê, em 1980.  Em 1982, passou a ser realizada, também, no Rio de Janeiro, por iniciativa do Bloco Afro Agbara Dudu, tendo Lélia Gonzalez como membro da primeira Comissão Julgadora.
[2] Jabuticabas.  Pessoas que são como a fruta jabuticaba – ou jaboticaba: pretas por fora e brancas por dentro; e ainda com um caroço difícil de engolir, dizia Lélia.
[3] João Jorge.  Referência a um dos fundadores do Bloco Olodum, possivelmente por conversas que a autora tenha tido com João Jorge.  Lélia participou da fundação do Olodum.
Mais informações sobre a vida e obra de Lélia Gonzalez:  leliagonzalez@leliagonzalez.org.br, podermulher@gmail.com, memorialelia@gmail.com

Elas / Nós


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Maratona Mulheres em Manguinhos

Em Comemoração ao Dia Internacional da Mulher, a Casa da Mulher de Manguinhos, em parceria com as instituições locais, irá realizar o evento “Maratona Mulheres” no dia 9 de março, das 9h às 16h, na Praça da Cidadania do DSUP (Av. Dom Helder Câmara, 1184,Manguinhos). A proposta é abordar o tema “Cuidado de si”, visto que a sobrecarga das jornadas da mulher contemporânea não possibilita muitas vezes, o olhar para as necessidades e cuidados que o feminino requer. Além de reter, em alguns casos, o exercício pleno da cidadania.

O evento, aberto a todas e todos, será iniciado por uma corrida simbólica, seguida de uma ação social voltada para mulheres. Serão ofertados serviços das áreas de Saúde, Assistência Social e Cultura. Assim como de informações que favoreçam a conscientização sobre os direitos e enfretamento a violência contra as mulheres.

A Casa da Mulher de Manguinhos, portanto, convida a todas e a todos se engajem e reflitam sobre as diversas formas de valorização da Mulher.

Dia Internacional da Mulher – Discussão intimamente ligada aos movimentos feministas que buscavam mais dignidade para as mulheres e sociedades mais justas e igualitárias.
Em Nova Iorque, mais de 129 tecelãs paralisam seus trabalhos em prol da redução da jornada de trabalho e salários compatíveis com os pagos aos homens. Fugindo dos policiais, refugiam-se dentro da fábrica. Acabam trancadas pelos patrões, que ateiam fogo nas instalações, matando-as carbonizadas. É 8 de março de 1857.
Durante a II Conferência Internacional de Mulheres, realizada na Dinamarca, em 1910, foi proposto que o dia 8 de março fosse declarado Dia Internacional da Mulher em homenagem às operárias de Nova Iorque.
Em 1917, também em 8 de março, tem início a Revolução Russa, da qual participam ativamente aproximadamente 90 mil mulheres, principalmente operárias, protestando nas ruas da capital pelo fim da fome, da guerra e do czarismo.
Em todo o mundo, para além das flores e chocolates, outras histórias de luta marcam o dia 8 de março como o dia de protesto pela participação das mulheres na transformação de sua condição de vida e de mudanças por uma sociedade mais justa.

Serviço:
Evento: Maratona Mulheres
Data: 9 de Março de 2013
Horário: 9h às 16h
Local: Praça da Cidadania do DSUP (Av. Dom Hélder Câmara nº 1184 praça) em Manguinhos.
Informações: Casa da Mulher de Manguinhos - Av. Dom Hélder Câmara nº1184 – Telefones: 2334-8913 e 2334-8914.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Concurso para projetos contra a violência à mulher


Grupos e organizações de mulheres que desenvolvam iniciativas que ajudem a diminuir a violência contra as mulheres em comunidades da Região Metropolitana do Rio de Janeiro poderão ser apoiadas pelo Fundo Fale Sem Medo, uma iniciativa do Instituto Avon em parceria com o ELAS Fundo de Investimento Social e a ONU Mulheres. No total, o edital disponibilizará R$ 300 mil para doações diretas.

Para participar da seleção, é necessário baixar o formulário de solicitação que está no site do ELAS (http://www.elasfundo.org/concursos2012-XVI.asp), preencher com os dados do projeto e do grupo ou organização e enviar pelo correio para o Fundo até o dia 31 de janeiro de 2013, valendo a data de postagem. Podem participar grupos e organizações de mulheres formais e informais sem vínculo partidário ou religioso.

Além de doações de até R$ 30 mil, no máximo, os grupos e organizações receberão capacitações em políticas públicas (Lei Maria da Penha), comunicação e marketing e vão ter oficinas com especialistas em sequelas da violência e do racismo. Na programação, também estão previstos momentos para intercâmbio e troca de experiências.

Esta iniciativa se baseia na prerrogativa de que um trabalho de promoção e ação contra a violência, capaz de envolver mulheres e homens adultos e jovens, de ambos os sexos, através dos projetos dirigidos e coordenados por grupos e organizações de mulheres, permite que se redefinem novas posturas, influenciando positivamente na equidade de gênero, no respeito humano e na formação de uma cultura de paz.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Prêmio “Mulheres Negras contam sua História”: inscrições até 25/01/2013


Uma ótima oportunidade para exercitar o ato da contação histórias, de nossas histórias, das histórias do povo comum, dos simples mortais do dia-a-dia da mulher negra brasileira que conta sua história, a história de seu povo, de sua família, de suas origens. 
As inscrições prosseguem até 25 de janeiro de 2013. É um prêmio incomum, se considerarmos que às famílias negras foi negado, historicamente, o direito de contar sua própria história, na sua ótica. O que, cá entre nós, é o que continua acontecendo com as comunidades negras e não-negras faveladas e não-faveladas, mas dispersas em áreas empobrecidas.

Enfim, o Prêmio "Mulheres Negras contam sua História" <prêmio "Mulheres Negras contam sua História"abre espaço para aquelas que têm muitas histórias para contar, muitas delas passadas aos seus filhos na hora de pentear os cachos ou mesmo na cata dos indesejáveis visitantes do período escolar (piolhos). 

É um exercício bacana, contar a história e depois escrevê-la para que outros possam conhecer as riquezas escondidas neste imenso Brasil de brasis. 
As cinco melhores redações receberão R$ 5 mil. E, cinco candidatas selecionadas na categoria “Ensaio” receberão R$ 10 mil
 
O Prêmio é uma iniciativa da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). “Nossa pretensão é que as mulheres negras escrevam e possam trazer subsídios para a elaboração de políticas públicas”, afirmou a ministra Eleonora Menicucci, da SPM, no ato de anúncio da chamada pública, ocorrido durante os atos alusivos ao Dia Nacional da Consciência Negra.
 
O público-alvo do concurso é formado por mulheres autodeclaradas negras. Elas  poderão participar com redações e ensaios, contar a história e a vida das afro brasileiras na construção do país. O prêmio possui duas categorias: "Redação", com texto de no mínimo 1.500 até o máximo de 3.000 caracteres, e "Ensaio", com textos de 6.000 a 10.000 caracteres. Serão premiadas as cinco melhores redações com R$ 5 mil,  e as cinco candidatas selecionadas na categoria “Ensaio” receberão R$ 10 mil.
 
O prêmio é uma iniciativa da SPM no resgate do anonimato das mulheres negras como sujeitos na construção da história do Brasil. O objetivo é estimular a inclusão social das mulheres negras por meio do fortalecimento da reflexão acerca das desigualdades vividas pelas mulheres negras no seu cotidiano, no mundo do trabalho, nas relações familiares e de violência e na superação do racismo.
 
Formas de participação - As inscrições estão abertas desde 21 de novembro de 2012 e se encerrarão em 25 de janeiro de 2013. Somente mulheres autodeclaradas negras podem participar do concurso.
 
As inscrições somente serão aceitas mediante o envio dos textos, em formato de texto, nas categorias "Redação" e "Ensaio". Deverão ser efetuadas pelo endereço:<www.premiomulheresnegras@spmulheres.gov.br<http://www.premiomulheresnegras@spmulheres.gov.br> ou postadas pelo correio para o endereço: Prêmio Mulheres Negras contam sua História - Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República - Praça dos Três Poderes Via N1 Leste, s/n Pavilhão das Metas. CEP 70150-908 Brasília - DF.

Clique aqui para acessar a íntegra da chamada pública.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

As mulheres e os direitos humanos no Brasil

No dia 10 de dezembro de cada ano se comemora o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Esse dia foi escolhido porque neste dia, em 1948, a Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH).  

Declaração Universal é o reconhecimento de que as liberdades e direitos fundamentais são inerentes a todos os seres humanos e se aplicam igualmente a todos/as, ou seja: nascemos livres e iguais em dignidade e em direitos.  Dentre os princípios fundamentais dos Direitos Humanos, destacamos o direito à igualdade e a não discriminação.

O Grupo Católicas pelo Direito de Decidir fizeram  um edital alusivo a esta data que você poderá ler na íntegra clicando abaixo. Mas, só para ter um indício do que o grupo nos leva a refletir sobre a negação dos Direitos Sexuais e os Direitos Reprodutivos, cuja falta impede o exercício de outros direitos fundamentais. 

domingo, 25 de novembro de 2012

Exposição V I O L E (N) T A S. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . na Biblioteca Parque de Manguinhos


Vídeo: "Um vestido para Deméter". Artista: Isabel Viana. 3'55"mn.
Videoperformance feito a partir de uma vivência poética do projeto "V I O L E (N) TA S"
Mais uma vez as mulheres de/com Manguinhos estão fazendo um trabalho super bacana. Trata-se da exposição V I O L E (N) T A S, que acontecerá nos dias 28 a 30 de novembro na Biblioteca Parque de Manguinhos, no Cetrab/anexo. Esta ação foi idealizada pela artista visual Isabel Viana e desenvolvida com sua equipe em parceria com a Casa da Mulher de Manguinhos.

É bacana saber que esta artista isabel Viana, do Bando Filhotes de Leão, foi contemplada com edital pro Artes Visuais-2012 da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro.

Mas, o que é o projeto, que tem recebido elogios das mulheres moradoras de Manguinhos que participam desta iniciativa?

O projeto desenvolveu vivências poéticas entre artistas e mulheres atendidas pela Casa da Mulher de Manguinhos, com o objetivo de compartilhar e criar obras inspiradas nas vidas, memórias e cotidianos das envolvidas.

Durante o mês de novembro quatro artistas fizeram da Casa da Mulher seu laboratório de investigação poética. Como resultado a exposição conta com vídeos, fotografias, instalações e performances, inclusive, algumas obras têm mulheres que participaram das ações como protagonistas de algumas experiências visuais.

Esta ação poética-comunitária-estética-política, segundo Isabel, também terá como desdobramento um catálogo e uma galeria online a ser disponibilizada na internet a partir do dia 1º de dezembro de 2012.


Serviço:
Evento: V I O L E (N) T A S
Dias: 28, 29 e 30 de novembro, 10h
Abertura da exposição: dia 28 de novembro, às 15h
Artistas: Isabel Viana, Ítala Ísis, Juliana Capibaribe e Karen Navega
Local: Casa da Mulher de Manguinhos (Av. Dom Hélder Câmara, 1184 - na praça por trás da Escola Luís Carlos da Vila- Tel.: 21 2334-8913 ou 8360-6292)

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Manguinhos na 17º Parada Gay


A 17a Parada Gay foi um sucesso! Cerca de um milhão de pessoas percorreram a orla de Copacabana no domingo, 18 de novembro, animadas pelos 13 trios elétricos que convocavam a população a repensar práticas discriminatórias, homofóbicas e violência crescentes. As palavras de ordem focavam direitos iguais ao de todos os cidadãos, defendendo que a população LGBTs - lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros - ainda integrantes de um grupo minorizado, tivessem assegurados direitos já garantidos em legislação federal que reprimem, entre outros crimes, a prática de injúria, difamação, lesão corporal e homicídio. 
A equipe de profissionais de saúde a
 postos para quaisquer eventualidades.

Também ao longo da orla marítima, várias tendas davam orientações jurídicas, prestavam  atendimento médico emergencial e para turistas. Uma das tendas chamava a atenção pela constante fila: a Sensation. Segundo a organização, a ideia era apresentar ao público uma das atrações da Expo Rainbow - primeira feira GLS brasileira que aconteceu entre os dias 15 e 19 no Espaço Ação e Cidadania. 
De Manguinhos, participaram 13 jovens que integram o projeto Manguinhos Diversidade, Cidadania e Saúde, coordenado por Marcelle Esteves e Cleber Vicente, da ONG Arco ìris. Quatro jovens lésbicas foram convidadas para trabalhar na Parada Gay distribuindo materiais informativos e depois acompanharem o cortejo no Trio Elétrico. Animadíssima com toda a experiência vivida, Sueli contou que também foram convidadas para irem a feira GLS. 
O jovem leopardo, Rubens
Junior, morador do
Mandela 2, preparou-se
especialmente para a ocasião

O aprendizado foi muito grande, disseram as moradoras da comunidade de Mandela 1, em Manguinhos, Sueli, Josenilda, Adriana Souza e Adriana (que concorreu ao Conselho Gestor Intersetorial do Teias - Escola Manguinhos, no segmento Grupos Minorizados). "Estou adorando tudo o que está acontecendo, e aprendendo muito, pois são muitas informações que não tínhamos conhecimento", salientou Adriana Souza. Na realidade, todos, em alguma medida, estamos aprendendo com quem já está na estrada há tempos e dialogando com quem sequer pensa em caminhar nesta seara, mas que precisa aprender a lidar com a diversidade.  

Cleber Vicente estava a postos para tirar quaisquer dúvidas, indicar onde o pessoal de Manguinhos se posicionaria nos trios elétricos, além de outras mil atividades. "Do Complexo de Manguinhos levamos oito meninos. Rubens e Diego, por exemplo, já haviam participado da parada, e os outros ainda não, e esta experiência foi fundamental, segundo eles, pois possibilitou que saíssem da restrição geográfica e também psicológica."


Cleber Vicente, ONG Arco Íris e
 projeto Entre Garotos em Manguinhos
O objetivo da Parada Gay, disse Cleber ao lembrar que cada versão tem um tema específico, é também fazer com que a cidade, e o Estado Brasileiro, além de ver, é refletir sobre políticas públicas. "É bacana  colocar que participar de uma parada é também desconstruir preconceitos. Muita coisa mudou desde a primeira versão da parada no Brasil, em 1995, no Rio de Janeiro. Não é à toa que temos uma coordenação da CEDES - Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual do Município do Rio de Janeiro - para pensar políticas públicas para esta população e a SuperDIR - Superintendência dos Direitos Individuais e Difusos no Estado do Rio de Janeiro - voltada para a população LGBT"."