Na
abertura oficial do curso a secretária nacional de juventude, Severine Macedo,
expressou o desejo de que essa experiência se transforme em políticas públicas
e possa agregar a outras ações já existentes para a formação e capacitação da
juventude rural. “Temos hoje, 8 milhões de jovens no espaço rural e queremos
que o jovem saia de lá somente se for o seu desejo, e não pela falta de
condições e qualidade de vida. Queremos colocar a agenda da juventude rural com
mais força na agenda nacional de políticas públicas para a juventude
brasileira”, compartilhou a secretária.
Para a
jovem Maria Helena, 25 anos, da comunidade quilombola Kalunga, o curso reafirma
aos jovens a necessidade de políticas públicas para o segmento. “Para termos
melhoria de vida não precisamos sair das nossas comunidades, basta que as
políticas públicas cheguem até nós. Existem problemas gritantes, como a falta
de infraestrutura, educação e renda, o que acaba nos tirando de lá, da nossa
raiz, da nossa cultura, da nossa identidade. A partir do momento que saímos dos
nossos espaços, acabamos cortando as nossas raízes. Queremos e precisamos do
fortalecimento dos programas de saúde e educação. Precisamos também de
assistência técnica, apoio às rádios comunitárias locais, saneamento básico e
apoio ao esporte”, disse a jovem quilombola.
A
professora Mônica Molina, coordenadora do Curso, acredita que para se construir
a Política Nacional de Juventude Rural tem que se trabalhar pensando na
formação agroecológica desse segmento. “Para que esses jovens permaneçam no campo
não basta apenas a formação, mas o acesso a mecanismos e informações capazes de
gerar renda de forma sustentável. É importante que os jovens tenham acesso a
novas tecnologias. É importante criar espaços para que os jovens do
campo tenham não apenas acesso à cultura, mas onde possam ser produtores
de cultura”, afirma a coordenadora do curso.








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