domingo, 12 de agosto de 2012

Oficina do Rap da Saúde no CRJ Manguinhos


Na terça-feira, 14/08, o CRJ Manguinhos será palco para uma atividade muito bacana com a galera do RAP da Saúde, que vai falar sobre o seu projeto e ações envolvendo jovens nos diferentes temas de saúde.

As oficinas do RAP da Saúde são bem descontraídas e abordam temáticas de prevenção!

O projeto Rede de Adolescentes Promotores da Saúde, RAP da Saúde, é da Coordenação de Políticas e Ações Intersetorias, da Superintendência de Promoção da Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro em parceria com o CEDAPS, Centro de Promoção da Saúde. Foi lançado em 2007. Neste período atuou em três comunidades no Rio de Janeiro, Rocinha, Complexo da Maré e Complexo do Alemão, contando com 60 jovens promotores de saúde.

Espera-se, a partir dessa iniciativa, que os temas da saúde sejam pautados como demandas importantes das comunidades contribuindo para a melhoria da qualidade de vida.

Serviço:
Dia: 14 de Agosto - Rap da Saúde Rocinha
Local: Centro de Referência da Juventude (Av. Dom Helder Câmara, 1.184, atrás da UPA Manguinhos)
Horário: 14h

Agricultura Urbana


No dia 18 de agosto, das 9h30 às 17h, acontece na Biblioteca Parque de Manguinhos o Seminário para Implantação de Agricultura Urbana em Manguinhos e no Jacarezinho

O objetivo deste encontro é trazer para as comunidades da região de Manguinhos, Jacarezinho e adjacências, os vários benefícios já comprovados da Agricultura Urbana.

Entre os benefícios, estão: promoção da segurança alimentar, geração de renda, economia doméstica, nutrição e a saúde das famílias e o rendimento escolar dos jovens, permite a reciclagem sistemática do lixo orgânico urbano e a boa gestão dos terrenos baldios, como previne a ociosidade e a violência.

O evento, realizado pela Abides – Associação Brasileira de Integração e Desenvolvimento Sustentável, é aberto ao público.


Rio de Janeiro: principais problemas


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Universidade Popular de Arte e Ciência, por Vitor Pordeus

Numa entrevista postada no youtube para o Programa Sala de Convidados Vitor Pordeus fala do conceito de uma universidade aberta, ou seja, Universidade Popular de Arte e Ciência, que se fundamenta no diálogo com saberes não formais. É um assunto pra lá de interessante, ainda mais num momento em que o Conselho de Medicina briga com o Ministério de Saúde para eliminar o parto em casa...


Veja abaixo a proposta e assista a entrevista clicando no link abaixo

Imagine uma universidade sem muros, paredes ou até mesmo um território demarcado. Um curso sem qualquer programação, onde o aluno é quem dá o ritmo de seu projeto. A Universidade Popular de Arte e Ciência é exatamente assim. 


O caminho é experimentar a junção entre a arte e a ciência em todas as suas possibilidades e buscar alternativas para uma vida mais saudável. 

Você acha que é um conceito muito diferente? Pra gente entender essa idéia e saber onde ela já se aplica, hoje nós recebemos em nosso estúdio Vitor Pordeus, que é coordenador do núcleo Cultura, Ciência e Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.

http://www.youtube.com/watch?v=3-wQva9jrpQ&feature=share




CGI também foi tema de entrevista na Rádio Nacional


Rosane Marques, da ACS/ENSP/Fiocruz, em agosto de 2011, em pleno processo de mobilização para constituição do Conselho Gestor Intersetorial do Teias- Esola Manguinhos, deu uma entrevista bacana no quadro Rio Afro da Rádio Nacional AM sobre o conselho. Ela foi entrevistada por Luiz Gollo, radialista e apresentador do quadro, que ia ao ar às segundas-feiras, às 9h45, atualmente há uma reformulação da grade da emissora com remanejamento da programação, em breve anunciaremos o horário da veiculação do programa.

Segundo Rosane, uma experiência marcante, pois fora a primeira vez que estivera em um estúdio de gravação radiofônico. Mas, para quem estava de fora, parecia que a companheira era uma veterana amiga dos microfones.


Para dividir este momento com quem não esteve lá, mas que está cá, Rosane fez um pequeno vídeo que postou no youtube sobre esta experiência. Então pessoal, clique no link abaixo e veja como foi a entrevista e conheça, mesmo que superficialmente, um estúdio de rádio comercial.
http://www.youtube.com/user/PartCidManguinhos

Justiça despeja comunidade quilombola atendendo a Marinha


Mais um vergonhoso capítulo da História do Brasil que dá o seguinte recado: Constituição Federal é para alguns!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Despejo da Verdejar pela Light compromete saúde da Serra da Misericórdia

Matéria de Eduardo Sá, do Fazendo Média, nos traz mais um capítulo claro das relações de poder com que o estado-sede da Rio+20 e da Cúpula dos Povos trata a sociedade civil organizada e a população que buscam proteger áreas na mira dos interesses financeiros.

Entre as várias questões que se colocam com a ordem judicial de despejo, desta organização cujos componentes em sua maioria são moradores da região, diz respeito ao direito da sociedade lutar pelos acordo internacionais que o Brasil assina. Lá fora, o Estado Brasileiro diz que os países devem zelar pelo meio ambiente utilizando o conceito de sustentabilidade. Uau... bonito discurso... mas na prática... Mas, enfim, vamos à matéria que você poderá ver na íntegra clicando no final do texto..

Na tarde de segunda-feira, 6/8, no Engenho da Rainha, zona norte carioca, representantes da Light S.A junto a policiais militares autorizaram a demolição da sede da ONG Verdejar, que realiza há mais de 15 anos um trabalho sócio ambiental no Parque da Serra da Misericórdia. A liminar de reintegração de posse foi dada pela desembargadora Norma Suely Fonseca, para viabilizar a construção de uma subestação da concessionária para atender a região.
As pessoas que se encontravam no local disseram que ninguém foi previamente avisado, inclusive só ficaram sabendo porque tinha um integrante da instituição na hora regando as plantas (veja o relato da Verdejar). Em poucas horas toda a casa foi posta abaixo e seus pertences, incluindo muitas mudas para o reflorestamento local, um de seus projetos, levadas num caminhão para a sede administrativa, em Olaria. Um banheiro ecológico, recém construído, e um sistema de captação de água da chuva também foram destruídos. Houve confusão no momento, mas ninguém saiu ferido ou preso.
Edson Gomes, presidente da Verdejar: a organização acionou a defensoria pública para entrar com a sua documentação no processo e tentar uma oitiva com a desembargadora. Buscarão uma reunião com o secretário municipal de Meio Ambiente, Altamirando Fernandes, sobre a Serra da Misericórdia e Light. Eles têm: alvará para atuar no território, relógio da Light em nome da ONG Verdejar, o endereço está no processo, documento da Secretaria de Meio Ambiente reconhecendo o nosso trabalho nessa área, organizações preparam um abaixo-assinado.“Vamos ocupar temporariamente toda essa fachada com arte e ações de plantio, até que se resolva o problema desse inquérito."
Avaliação da Verdejar: Este é mais um caso que exemplifica o estado de exceção existente em diversos pontos isolados do Rio de Janeiro, em função das grandes obras e de uma expansão desordenada da cidade. “Estavam com policiais militares assegurando a segurança do interesse do capital privado, e não da população. Estamos nos sentindo violentados, nenhum dos nossos direitos foram respeitados. A gente teve hoje o nosso espaço esvaziado e a nossa sede demolida, uma sede que estamos há anos lutando para construir”, criticou.
Juvenildo Barbosa, da área de patrimônio da Light, coordenador da operação no local: A Light informou em nota que a subestação vai beneficiar cerca de 200 mil pessoas do Complexo do Alemão e entorno. A partir do dia 6/08, com o terreno sob responsabilidade da concessionária, serão realizados os estudos necessários para começar as obras de utilidade pública. Os moradores provavelmente não serão indenizados, pois o terreno pertence a uma empresa [massa falida] e era apenas utilizado pela Verdejar. O procedimento padrão é a realização de um levantamento do patrimônio para os valores serem depositados numa conta acessada via justiça pelo proprietário, que no caso não existe. “O que é fato para nós da Light é que temos uma deficiência no sistema de fornecimento de energia, e vamos precisar construir diversas outras subestações”.
Moradores indignados: Surpresa, indignação, apatia. A filha de Luiz Poeta, pioneiro do projeto morto no ano passado, Luara Marins, mal conseguia expressar sua insatisfação com o que estava vendo. Ela mora desde 2009 no topo da Serra, onde foi construída uma cisterna recentemente para irrigar as hortas, seguindo a trilha que começa na sede destruída. Chorando, ela conta que acompanhou toda a história da Verdejar desde pequena e que, se preciso, o projeto vai continuar nem que seja com reuniões no mato. “Eles não avisaram 15 dias antes e nem na hora, se não tivesse gente dentro não ficaríamos nem sabendo!”, disse indignada.
Sergio Silva, presidente da Associação de Moradores da comunidade, próximo ao Verdejar: Ele lembrou a luta da ONG contra grileiros e traficantes para manter aquela região desocupada e preservada. Foi um ato de covardia do prefeito Eduardo Paes, que está em ano de campanha atendendo os interesses dos seus aliados. “Não temos barraco aqui por causa da luta do Verdejar, junto com a associação de moradores. Quem vendeu esse terreno para a Light foi o prefeito Eduardo Paes, sem conversar com a comunidade. Uma área que se mantinha preservada com projetos de replantio, a custo de muito suor. A Verdejar foi surpreendida com uma ordem judicial de desapropriação, sem nenhum um prévio aviso. Pedimos 12 horas para que pelo menos tivéssemos um lugar para colocar todas as coisas, e eles não deram. "O poder público só chega nas comunidades com a força policial, e não há a mão do prefeito em nada nestes locais." A única área de lazer para as crianças na região o prefeito sequer consultou a comunidade, mesmo sendo área de preservação ambiental. 

A Light, até o fechamento da matéria, não informou quais as empreiteiras que integram o consórcio que realizará as obras da subestação.
(*) Veja a reportagem completa, realizada há quatro meses na sede da instituição, sobre o trabalho desenvolvido pela Verdejar. Ou clique abaixo e leia a matéria completa.
Fonte: http://www.fazendomedia.com/verdejar-e-despejada-do-parque-da-serra-da-misericordia-pela-light/

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Senado aprova cotas em universidades

A política de cotas para ingresso nas universidades e escolas técnicas federais foi aprovada pelo Plenário do Senado na noite de terça-feira (7/08). O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 180/2008, que assegura metade das vagas por curso e turno dessas instituições a estudantes que tenham feito o ensino médio em escolas da rede pública, foi aprovado em votação simbólica e agora segue para sanção presidencial.

Pelo projeto, pelo menos 50% das vagas devem ser reservadas para quem tenha feito o ensino médio integralmente em escola pública. Além disso, para tornar obrigatórios e uniformizar modelos de políticas de cotas já aplicados na maioria das universidades federais, o projeto também estabelece critérios complementares de renda familiar e étnico-raciais. As informações são da Agência Senado.

Dentro da cota mínima de 50%, haverá a distribuição entre negros, pardos e indígenas, proporcional à composição da população em cada estado, tendo como base as estatísticas mais recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A política de cotas tem validade de dez anos a contar de sua publicação.


A medida foi defendida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que informou que, de cada dez alunos do país, apenas um estuda em escola privada. Ou seja, o projeto beneficiaria a ampla maioria dos estudantes brasileiros. A senadora Ana Rita (PT-ES) também saiu em defesa da proposta, garantindo que o projeto faz “justiça social com a maioria da população brasileira”.

O senador Pedro Taques (PDT-MT) citou os Estados Unidos como exemplo bem-sucedido da política de cotas nas universidades. Ele disse que o país, que era extremamente racista em um passado próximo, após adotar a política de cotas raciais nas universidades, tem agora um presidente negro. Para o senador, no Brasil é preciso adotar ações afirmativas para assegurar oportunidade a todos.

Agora imagine no Brasil, cuja sociedade não se diz racista e preconceituosa, mas que conhece pessoas racistas e preconceituosas e cuja produção midiática (ou seja, toda a produção da tv brasileira) têm dificuldade de perceber que o Brasil não é feito de um único segmento étnico-racial, levar um homem ou mulher negro com consciência das questões raciais ao mais alto posto executivo do país. Quem sabe um dia... quem sabe... Mas, cá entre nós, não basta somente pensar na perspectiva da cor da pele se a fala politizada de empoderamento dos grupos historicamente excluídos não for comprometida com a prática e com a consciência desse possível candidato ou candidata.

Edital de qualificação para Agentes Culturais da Juventude Negra

Encerram-se no dia 20 de agosto o prazo para responder ao edital de qualificação para Agentes Culturais de jovens negros e negras do Ensino Fundamental e médio da Fundação Cultural Palmares. Serão selecionadas 10 (dez) propostas de órgãos ou entidades da administração pública direta e indireta federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal, instituições culturais, públicas e entidades privadas sem fins lucrativos, que tenham, entre outros requisitos, foco de atuação em cultura e educação.

Com objetivo de cumprir as diretrizes formuladas pelo Fórum Nacional dos Direitos da Cidadania do Governo Federal, a Fundação Cultural Palmares realizará, por meio do Edital – Chamada Pública nº 001/2012, a seleção de projetos para implantação de dez Núcleos de Formação de Agente Cultural da Juventude Negra – NUFAC.
Os NUFAC’s que  serão criados visam a qualificação de jovens negros e negras do ensino fundamental e médio, completo e incompleto, das classes sociais C, D e E de todas as regiões brasileiras.
O prazo para inscrição vai até 20 de agosto.
Para visualizar ou imprimir a versão em PDF do Edital, clique aqui

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Concurso: Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero




Encontram-se abertas até o dia 17 de setembro as inscrições para o 8º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero. Trata-se de um concurso de redações, artigos científicos e projetos pedagógicos que tem como objetivo estimular a reflexão crítica e a pesquisa sobre todas as formas de discriminação, seja ela relacionada a classe social, orientação sexual, gênero ou etnia.

Para participar, os candidatos devem escrever uma redação ou um artigo científico opinativo sobre a situação das mulheres no Brasil e enviar pela internet por meio do site do prêmio.

O concurso é uma iniciativa da Secretaria de Políticas para as Mulheres em parceria com o Ministério da Educação, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a ONU Mulheres.

Ele é dividido em cinco categorias: “Mestre e Estudante de Doutorado”, “Graduado, Especialista e Estudante de Mestrado”, “Estudante de Graduação”, “Estudante do Ensino Médio” e “Escola Promotora da Igualdade de Gênero”.

Além da premiação em dinheiro e de computadores, o CNPq concederá aos vencedores bolsas de iniciação científica, Mestrado e Doutorado, no valor global de R$ 250 mil.

Mais informações: www.igualdadedegenero.cnpq.br
Fonte: Agência Fapesp