terça-feira, 28 de agosto de 2012

A violência contra jovens negros no Brasil

Matéria publicada pelo Carta Capital mostra o crescente aumento de homicídios de jovens negros no país. "A cada nova divulgação dos dados sobre homicídios no Brasil a mesma informação é dada: morrem por homicídio, proporcionalmente, mais jovens negros do que jovens brancos no país. Além disso, vem se confirmando que a tendência é um crescimento desta desigualdade nas mortes por homicídios."

Este é um tema caro à sociedade brasileira, que deveria ser densamente debatido e estar na agenda de todos os partidos políticos e de seus candidatos a cargos eletivos. Não adianta um tapinha nas costas e um pedido de desculpas para uma família que vem perdendo as possibilidades da manutenção de suas gerações quando seus jovens são mortos ou têm suas chances de se tornarem também cidadãos ativos da nação brasileira reduzidas ou ceifadas.


O problema a ser enfrentado é bem complexo: o tema tem encontrado dificuldades em atingir corações e mentes de quem produz políticas públicas. Ou seja, há quem não aceite o recorte racial num país de "democracia racial" o que vai influenciar na dotação orçamentária, por  não haver reconhecimento de diferenças - quando o projeto aborda a juventude negra, não há recursos. E quando há reconhecimento com recursos, não existe foco nos jovens mais vulneráveis.
Entretanto, basta uma superficial observação na mídia convencional, para verificar que é extremamente comum que os mortos aparentem tenham a mesma coloração de pele. E, o mesmo acontece quando as matérias são relacionadas com vítimas de mau atendimento no sistema público ou privado. Coincidência???


Abaixo, alguns trechos da matéria, que você lerá a íntegra se clicar no final do texto.

O diagnóstico produzido pelo Governo Federal apresentado ao Conselho Nacional de Juventude – CONJUVE mostra vetores importantes desta realidade, para além dos socioeconômicos: a condição geracional e a condição racial dos vitimizados.Em 2010, morreram no Brasil 49.932 pessoas vítimas de homicídio, ou seja, 26,2 a cada 100 mil habitantes. 70,6% das vítimas eram negras. Em 2010, 26.854 jovens entre 15 e 29 foram vítimas de homicídio, ou seja, 53,5% do total; 74,6% dos jovens assassinados eram negros e 91,3% das vítimas de homicídio eram do sexo masculino. Já as vítimas jovens (ente 15 e 29 anos) correspondem a 53% do total e a diferença entre jovens brancos e negros salta de 4.807 para 12.190 homicídios, entre 2000 e 2009. Os dados foram recolhidos do DataSUS/Ministério da Saúde e do Mapa da Violência 2011.

Podemos dizer que este tema entrou na cena pública, quando, em 2007, o Fórum Nacional da Juventude Negra – FONAJUNE lançou a campanha nacional “Contra o Genocídio da Juventude Negra”. Em 2008, foi realizada a 1ª. Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude, e das 22 prioridades eleitas nesta CNPPJ, a proposta mais votada foi a indicada pela juventude negra que tematizava justamente os homicídios de jovens negros.

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-violencia-contra-jovens-negros-no-brasil/
Clique aqui e leia a matéria completa.


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Alunos do LAISS visitam Museu das Telecomunicações da Oi Futuro

No dia 18 de agosto, o Laboratório Internet, Saúde e Sociedade (LAISS), junto ao Centro e Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSEGSF) da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), promoveu uma visita ao Museu das Telecomunicações da Oi Futuro para os 20 alunos e alunas moradores de Manguinhos, parceiros integrantes do Grupo de Trabalho do Projeto de Avaliação de Sites de Saúde.

A articulação para a realização deste passeio pedagógico foi desenvolvido pela professora Mari Luci Paschoal, a mais nova integrante do LAISS. Ela conseguiu, junto aos organizadores da Oi, um ônibus que buscou os alunos e seus acompanhantes na Fiocruz, incluindo seu retorno.

O Museu está localizado no bairro do Flamengo e a exposição conta a história das telecomunicações, do telephone (com ph) e pés de ferro até celulares de última geração com diversas mídias convergidas.

A visita ocorreu em dois momentos. No primeiro, os presentes conheceram a exposição “Agora Sim – O Que Pode Um Corpo”. Videoinstalação, instalação fotográfica e três vídeos integram a mostra. Eles interagiram com a obra, característica desse tipo de arte, passeando pela sala ampla rodeada de vídeos e coberta por marcações feitas em fita crepe em forma de cruz no chão. As mesmas marcações eram exibidas o tempo todo nos vídeos projetados nas paredes. Como explicado pela nossa guia Rafaela, o centro da cruzes representam os espaços ocupados por uma bailarina.

Depois a guia Rafaela conduziu o pessoal até o último andar onde fica o Museu das Telecomunicações. A dinâmica de visitação é inovadora. Cada pessoa carrega consigo um fone de ouvido e um aparelho que emite um sinal óptico e controla o volume do fone. Cada obra exposta possui uma região que pode ser ativada por esse aparelho e imediatamente a informação sobre ela é sincronizada e começa a tocar no fone. Além disso, muitas obras são interativas, podendo ser tocadas e manipuladas através de telas do tipo touchscreen.

Em depoimentos postados no Facebook do LAISS, os alunos tecem comentários sobre a visitação. Elenice de Souza ressaltou a importância do conhecimento dos avanços tecnológicos e das perspectivas para o futuro, “as melhores possíveis”. Já Simone Quintella mostrou como a visita foi significativa para ela e sua comunidade. Em uma parte da exposição que tratava dos primeiros orelhões comunitários, encontraram uma foto da Comunidade do Amorim, em frente sua casa, porém descrita como se fosse na Maré. Eles avisaram à guia Rafaela que prometeu comunicar o erro aos organizadores da obra.

Fonte: LAIS/CSEGSF/ENSP/FIOCRUZ

Manguinhos em Debate!!!


MANGUINHOS EM DEBATE!
VENHA FALAR SOBRE MANGUINHOS!
TRAGA A SUA OPINIÃO PARA A RUA!

 
COMO É MORAR EM MANGUINHOS?

O Grupo de Discussão sobre Moradia, coletivo de discussão composto por moradores de Manguinhos e pesquisadores do tema, convida a todos a conversar sobre o tema “Morar em Manguinhos", no dia 1º de setembro, das 11h às 14hs, na Sala Meu Bairro, na Biblioteca Parque de Manguinhos. A proposta é elaborar uma agenda propositiva para o território de Manguinhos. 

"Não podemos esquecer que as eleições de 2012 estão chegando e esta é uma oportunidade para  reacendermos a chama da discussão, principalmente pelo fato de termos vários candidatos com raízes nas comunidades",  afirmou Fabiana Melo, integrante do Grupo de Discussão sobre Moradia.

Ao final da atividade esperamos pensar um próximo encontro e caminhos para melhorar a vida em Manguinhos.

        Os participantes do evento poderão expressar suas opiniões das seguintes formas: 

- URNA: Uma urna será instalada em frente à Biblioteca Parque de  Manguinhos para que os participantes possam escrever sobre os problemas e /ou melhorias em Manguinhos. 
- VIDEO-CABINE: Uma cabine com uma câmera onde o participante poderá falar para mundo.  
- PLENÁRIA ABERTA: Na sala “Meu Bairro”, dentro da Biblioteca de Manguinhos, movimentos sociais, moradores e quem mais quiser irá acompanhar a apresentação de algumas informações importantes e participar de um debate aberto sobre o tema.

Participe e contribua para o enriquecimento do debate!

Serviço:
Dia: 1º/09/2012
Local: Biblioteca Parque de Manguinhos, sala "Meu Bairro" (Av. Dom Hélder Câmara, 1184, atrás do Colégio Estadual Compositor Luiz Carlos da Villa)
Horário: 11h às 14h