domingo, 18 de agosto de 2013

Prêmio para jornalistas consolida atuação das Cojiras na promoção da igualdade

 Por meio das Comissões de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojiras), o 3º Prêmio Nacional Jornalista Abdias Nascimento chegou a todas as regiões do país em 2013. Esta edição ganhou apoio da mais nova parceira, a recém-criada Cojira-MT.

Para lançar o concurso, com inscrições encerradas em 11 de agosto, as entidades se revezaram em várias atividades, como debates e visitas a redações de jornais, emissoras de rádio e de TV. Entre maio e julho, foram realizadas atividades em 11 capitais, com apoio da sociedade civil.

A coordenadora do 3º Prêmio Abdias Nascimento, Sandra Martins, explica que o objetivo era incentivar a imprensa a produzir reportagens que refletissem a diversidade brasileira de maneira equilibrada e que mostrassem como as desigualdades raciais impactam negativamente no desenvolvimento do país.

“A imprensa tem dificuldade em mostrar o racismo como fator estruturante das desigualdade socioeconômicas do país e de representar negros e negras de maneira positiva, como protagonistas e fontes qualificadas”, avaliou Sandra. Jornalista, ela também é coordenadora da Cojira-Rio.

Além de ampliar a pauta dos veículos de comunicação, os lançamentos regionais consolidaram a atuação em rede das Cojiras, acrescenta a coordenadora da Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial (Conajira), Valdice Gomes. "O envolvimento nas atividades fortaleceu as Cojiras e ampliou tanto a capilaridade do Prêmio, quanto a temática racial nas redações, solidificando nossa atuação como referência no jornalismo”, reforçou.

Participação das Cojiras
Com ampliação do envolvimento das Cojiras este ano, além do crescimento das inscrições fora do eixo Rio de Janeiro e São Paulo, um dos destaque é a criação da mais nova entidade, desta vez, vinculada ao Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso. “A organização para o lançamento do Prêmio serviu para a gente fazer algo que tinha em mente, mas que faltava o empurrão necessário”, disse Neusa Baptista, coordenadora da Cojira-MT.

A partir da atividade do Prêmio na cidade, com apoio da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e da Cojira-DF, a Cojira-MT incentivou a imprensa a incluir a temática racial na pauta jornalística fora de datas comemorativas como o 13 de maio, reforçou Neusa.

Durante os lançamentos regionais, as Cojiras apresentaram o concurso e o catálogo da 2ª edição, com os vencedores de 2012. Também exibiram o vídeo da última premiação, para incentivar a participação qualificada dos jornalistas nesta edição.

Com este apoio, o concurso passou por Salvador (BA), Maceió (AL), João Pessoa (PB), Porto Alegre (RS), Fortaleza (CE), Cuiabá (MT), São Paulo (SP), Brasília (DF), Manaus (AM), Campo Grande (MS), além do Rio de Janeiro (RJ). As entidades contaram com apoio dos sindicatos de jornalistas e de organizações de defesa dos direitos humanos, de mulheres e de núcleos de pesquisa.

O Prêmio é uma iniciativa da Cojira-Rio, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ) e homenageia o ex-senador, intelectual e jornalista Abdias Nascimento. Tem apoio da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e das Cojiras do DF, de SP, de AL, da PB, do Núcleo de Jornalistas Afro-Brasileiros (do Rio Grande do Sul) e da Diretoria de Relações de Gênero e Promoção da Igualdade Racial da Bahia.

Informações: (21) 3906-2450
Fale conosco: premioabdiasnascimento@gmail.com
Realização: Cojira-Rio /SJPMRJ
Patrocínio: Ford Foundation, Fundo Baobá e Oi
Parceria: Fenaj, Ipeafro, UNIC-Rio, Cultne e Sated
Apoio: W. K. Kellogg Foundation, Fundação Palmares e ANPR

sábado, 17 de agosto de 2013

Atividades em quatro regiões para comemorar 25 anos da Fundação Cultural Palmares

Programadas entre 14 de agosto e 23 de outubro, as atividades vão acontecer em quatro regiões para aproximar a FCP dos cidadãos brasileiros
A Fundação Cultural Palmares preparou uma programação especial para celebrar os 25 anos dedicados à arte e a cultura negra. Este ano, os eventos em comemoração ao jubileu de prata da Fundação acontecerão em 10 estados brasileiros: Brasília/DF, Salvador/BA, São Paulo/SP, Rio de Janeiro/RJ, São Luis/MA, Recife/PE, Porto Alegre/RS, Vitória/ES, Cuiabá/MT, Maceió/AL. As ações foram iniciados dia 14 de agosto e seguem até 23 de outubro. É o Palmares 25 Anos levando a FCP para ainda mais perto dos brasileiros e brasileiras.
Com um viés político, o calendário com 25 atividades está recheado de debates e seminários sobre arte e cultura afro-brasileira, além disso, também estão programadas mostra de cinema negro, plantio de árvores sagradas e apresentações artístico-culturais diversas. Confira a programação completa.
Palmares para mais 25
Entre os principais temas em discussão estão cultura negra e políticas públicas; memória e identidade da cultura afro-brasileira; o corpo negro no audiovisual; artes cênicas e artes plásticas; o universo literário negro; a questão quilombola na perspectiva do Direito; mídia e relações raciais; religiosidade e cultura afro-brasileira, entre outros assuntos.
De acordo com Hilton Cobra, presidente da Fundação Palmares, o intuito do Palmares 25 Anos é reunir reflexões, já em discussão por agentes culturais e a sociedade civil negra, que dêem base para a criação do projeto para uma Palmares pós 25 anos.  “Queremos contribuir para criar uma FCP do futuro, que dialogue com todos os setores da sociedade brasileira que pense cultura e, principalmente, cultura negra”, disse.
O presidente Cobra espera que a partir dessa programação seja possível pensar como a Fundação pode chegar nos demais territórios brasileiros. Para isso, ele destaca o fortalecimento das Representações Regionais já estabelecidas. “Existem povos e comunidades tradicionais de matrizes africanas em todo o país. Arte e cultura negra é o Brasil (sic.).”
25 anos de história com a cultura negra
Em resposta às demandas do Movimento Negro, no dia 22 de agosto de 1988, o então presidente da república José Sarney fundou a primeira instituição pública  federal voltada para promoção e preservação da arte e da cultura afro-brasileira: a Fundação Cultural Palmares. Neste ano de 2013, a FCP comemora 25 anos de trabalho por uma política cultural igualitária e inclusiva, que busca contribuir para a valorização das manifestações culturais e artísticas negras brasileiras como patrimônios nacionais.
Informações sobre os eventos: 25anospalmares@palmares.gov.br.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Diálogo sobre o Plano Juventude Viva na Bahia

A Articulação do Plano Juventude Viva na Bahia, e o Conselho de Desenvolvimento da Comunidade do Estado da Bahia – CDCN, convida representantes de organizações da sociedade civil (movimentos negros e juvenis) para uma roda de conversa onde o Plano Juventude Viva estará em pauta. O Diálogo sobre o Plano Juventude Viva na Bahia, acontece no domingo, 18 de agosto, às 13h, no auditório do CDCN, Rua, Ribeiro Santos, 42, Pelourinho, Salvador.

Os homicídios são hoje a principal causa de morte de jovens de 15 a 29 anos no Brasil e atingem especialmente jovens negros do sexo masculino, moradores das periferias e áreas metropolitanas dos centros urbanos. Dados do Ministério da Saúde mostram que mais da metade (53,3%) dos 49.932 mortos por homicídios em 2010 no Brasil eram jovens, dos quais 76,6% negros (pretos e pardos) e 91,3% do sexo masculino. Na Bahia, dos 3.786 casos de homicídios registrados em 2010, nos 19 municípios com maiores índices absolutos de morte por agressão, quase 67% foram de jovens (15 a 29 anos), e desses mais de 90% foram de jovens negros (pretos e pardos).

No intuito de dar uma resposta a essa problemática, o Governo Federal construiu de forma participativa com a sociedade civil organizada, o Plano Juventude Viva, um Plano Nacional de Prevenção à violência contra a Juventude Negra.
Ana Cristina, Pedro Paulo, Marcelo Souza,
Marcos Vinicius e Diogo Silva
O Plano Juventude Viva é um desafio do Governo Federal sob a coordenação da Secretaria-Geral da Presidência da República, por meio da Secretaria Nacional de Juventude, e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, e é fruto de uma intensa articulação interministerial para enfrentar a violência contra a juventude brasileira, especialmente os jovens negros, principais vítimas de homicídio no Brasil.

 Construído por meio de um processo amplamente participativo, o Plano reúne ações de prevenção que visam a reduzir a vulnerabilidade dos jovens a situações de violência física e simbólica, a partir da criação de oportunidades de inclusão social e autonomia; da oferta de equipamentos, serviços públicos e espaços de convivência em territórios que concentram altos índices de homicídio; e do aprimoramento da atuação do Estado por meio do enfrentamento ao racismo institucional e da sensibilização de agentes públicos para o problema. 
Geovan Adorno, Jasf Rapper
e Luciane Reis

O Plano Juventude Viva constitui uma oportunidade histórica para enfrentar a violência, problematizando a sua banalização e a necessidade de promoção dos direitos da juventude. Além das ações voltadas para o fortalecimento da trajetória dos jovens e transformação dos territórios, o Plano busca promover os valores da igualdade e da não discriminação, o enfrentamento ao racismo e ao preconceito geracional, que contribuem com os altos índices de mortalidade da juventude negra brasileira. Trata-se de um esforço inédito do conjunto das instituições do Estado para reconhecer e enfrentar a violência, somando esforços com a sociedade civil para a sua superação.


SERVIÇO:
O que: Diálogo sobre o Plano Juventude Viva na Bahia.
Quando: 18 de agosto de 2013 (domingo), às 13h.
Onde: Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra – CDCN, Rua, Ribeiro Santos, 42, Pelourinho, Salvador-Ba.
Horário: 13h

Responsáveis:
Geovan Bantu, Mailson Perreira e Sayonara Malta (Articuladores do Plano Juventude Viva na Bahia)

Dj Branco (Conselheiro e Secretário Executivo do CDCN, Coordenador da CMA Hip-Hop)

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Desaparecimentos e UPPs, combinação perversa

Dia 01/08, mais um protesto contra o desaparecimento do pedreiro
Amarildo de Souza, 42, uniu moradores da favela da Rocinha, na zona Sul,
"black blocs" e integrantes de movimentos sociais. 
Foto: Antonio Scorza/UOL
Matéria de Hanrrikson de Andrade, do UOL, no Rio, mostra uma combinação perversa para a população de áreas faveladas ocupadas com as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs): o aumento do número de desaparecidos.

Dados do ISP (Instituto de Segurança Pública) mostram que houve aumento no número de desaparecimentos nas 18 primeiras comunidades que receberam UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), no período entre 2007 e 2012. O levantamento feito pelo UOL tem base nas ocorrências registradas um ano antes e um ano depois das respectivas ocupações, e vai da UPP Santa Marta, inaugurada em novembro de 2008, em Botafogo, na zona sul, à UPP Mangueira, na zona norte da cidade, lançada em novembro de 2011.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Eduardo Miranda (Dudu), pode ser o próximo Amarildo. O Brasil precisa salvá-lo.

Este homem pode ser o próximo Amarildo!
Nome: Eduardo Miranda (Dudu).
Local: Mato Grosso do Sul.
Quando: Desde as manifestações do dia 20 de junho passado.
Como: Preso incomunicável.
Histórico: Foi candidato a vereador com a bandeira de não se permitir que guardas municipais portassem armas. Foi espancado há 3 meses por 12 guardas municipais, deu queixa na polícia. Mas nada aconteceu.
Estava na frente das manifestações em Campo Grande quando a guarda municipal o pegou e só o entregou à polícia horas depois.
Acusação: A guarda municipal diz que encontrou com esta liderança das manifestações, que nunca andou mascarado nem escondido, 23 papelotes de cocaína.
Está preso desde então incomunicável.

Abandono legal:  Seu advogado desapareceu, faltou a audiência sobre o pedido de habeas corpus. A OAB de Mato Grosso do Sul não quis saber do caso: lavou as mãos.

Segundo o portal MamaPress (http://mamapress.wordpress.com/2013/08/06/este-homem-que-se-chama-eduardo-miranda-dudu-pode-ser-um-proximo-amarildo-o-brasil-precisa-salva-lo/), Dudu não está preso. "Dudu Está sequestrado por uma máfia da omissão e violência."

O Tribunal de Justiça negou o Habeas Corpus para Dudu.

"Tememos por sua vida! A Anistia Internacional deve ser acionada, assim como a Secretaria de Direitos Humanos de Brasilia, as OABs, a Sociedade Brasileira. Chega de Amarildos!", disse Marcos Romão, sociólogo e editor do portal afro-indígena sediado em Berlim, ao afirmar que "Dudu é um preso político!"

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Mulheres em Movimento: direitos de gênero, direitos da sociedade


Mobilização pela PL 4471/12 - fim do Auto de Resistência

O Colégio de Líderes da Câmara Federal, em Brasília, recebeu vários representantes da sociedade civil e de instituições governamentais que apoiam a aprovação do PL 4471/Fim do Auto de Resistência. 

Entre eles, estão os articula-dores regionais do Projeto Articulação Nacional Juventude Viva, da Bahia, Sayonara Malta, Mailson Pereira e Geovan Adorno; do Espírito Santo, Luiz Rocha; da Paraíba/Rio Grande do Norte, Suzany Ludmila; de Alagoas, Denivan Lima; de São Paulo, Juliana Kitanji e Paulo Ramos; do Distrito Federal, Andressa Marques; da coordenadoria do Juventude Viva, Larissa Borges; além de Daniel Santos, Fransérgio Goulart e Débora, das Mães de Maio.


Estatuto da Juventude: Governo escuta o grito dos Vivos

Dia 5 de agosto de 2013, o Palácio do Planalto reverberou o grito dos vivos clamando para que a lute continue para que continuemos todas e todos cada vez mais VIV@S !!! A Presidenta da República sancionou o Estatuto da Juventude.

Link do pronunciamento: http://www.youtube.com/watch?v=5jaOkWHiCfg

A presidenta Dilma parafraseia as palavras de GOG, "a arquitetura humana é aquela que a gente carrega uma vida inteira", e diz que "os direitos sociais são aqueles que uma sociedade carrega uma vida inteira. Depois de dez anos, de lutas, negociações, disputas, o Estatuto da Juventude é sancionado."


 A violência contra a juventude negra foi enfatizada pela presidenta.

- Uma das coisas que eu considero mais grave no Brasil hoje é a violência contra a juventude negra e pobre.

- De todas as questões, esta é a mais grave questão que a juventude brasileira passe, porque ela mostra um lado da nossa sociedade que nós não podemos conviver com ele pacificamente.

- Temos que ter um pacto: dentro do Estatuto da
Juventude temos que construir as trincheiras para lutar contra esta questão, a de lutarmos contra a violência indiscriminada contra mulheres e homens negros."







terça-feira, 6 de agosto de 2013

SEBRAE e entidades negras lançam Projeto Brasil Afroempreendedor

S. Paulo - Numa parceria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), com o Instituto Adolpho Bauer (IAB), de Curitiba, Coletivo de Empresários e Empreendedores Negros de S. Paulo (CEABRA/SP) e Associação Nacional dos Coletivos de Afro-empreendedores (ANCEABRA), lançou nesta segunda-feira (05/08), no salão nobre da Câmara Municipal de S. Paulo, o Projeto Brasil Afroempreendedor. 
Com parte do Projeto, que prevê recursos de até R$ 5 milhões, serão realizadas nos próximos dois anos em 12 Estados, ações de capacitação e formação de micro e pequenos empresários afro-brasileiros, microempreendedores individuais e comunidades negras remanescentes de quilombos.
Segundo o coordenador executivo do Brasil Afroempreendedor, João Carlos Nogueira (foto), inicialmente está prevista a participação de 1.200 empreendedores, "com o objetivo de fortalecer a Rede Nacional de Micro e Pequenos Empresários e Empreendedores Individuais Afro-Brasileiros, focada na troca de experiências, intercâmbios e desenvolvimento de negócios solidários para o fortalecimento econômico deste segmento".
Os projetos selecionados terão acompanhamento, com ações de formação, capacitação em gestão, democratização de financiamentos e de acesso ao crédito e inovação tecnológica. "O projeto Brasil Afroempreendedor pretende fornecer as bases para a construção de uma Política Nacional de Fortalecimento do Empreendedorismo Afro-Brasileiro, estruturando propostas de Programas de Apoio aos Empreendedores Afro-Brasileiros. Da mesma forma, o projeto Brasil Afroempreendedor pretende contribuir de forma relevante para a inclusão das populações afro-brasileiras no processo deste "novo" ciclo de desenvolvimento por que passa o País", afirma Nogueira, que é consultor do SEBRAE nacional.

Reunião do Fórum Social de Manguinhos

Toda terça-feira, moradores e trabalhadores de Manguinhos se reúnem para debater demandas do bairro que não se fecham em si mesmas, já que estão entrelaçadas com questões muito próximas de outras comunidades tratadas como periféricas pelos gestores estaduais e municipais. 

É PAC, é POC, é PUNK... nada de conformismos, nada de ficar parado embaixo de uma árvore (inexistente em muitos lugares) pensando que as coisas vão melhorar sem que haja um mínimo de esforço pessoal e coletivo.

A foto pode não ter qualidade estética, está escura, não tem as condições ideais para concorrer a um prêmio de fotografia. Entretanto, diz muito, aliás, grita alto e forte quando mostra as pessoas mobilizadas na busca de transformações possíveis e profundas.