sábado, 24 de agosto de 2013

Tortura de menores em abrigos municipais carioca. Que fim levaram as investigações?

Que fim levaram as investigações sobre a denúncia, publicada na coluna do Ancelmo Góis, de sete meninas torturadas com choques elétricos em abrigos da Prefeitura do Rio de Janeiro? Esta é a denúncia que consta em relatório, assinado pela juíza Ivone Caetano, na 1ª Vara da Infância e da Juventude, ao Ministério Público do Rio (MP-RJ).

Vamos recordar relendo a matéria... Pois é só assim que saberemos que este caso um dia foi denunciado, mas, como sempre, caiu no esquecimento, pelo menos midiático.


quinta-feira, 16 de maio de 2013
Meninas denunciam tortura em abrigo
O Ministério Público estadual vai investigar denúncias de que meninas acolhidas no Centro de Recepção de Crianças e Adolescentes Taiguara, na Rua República do Paraguai, Centro do Rio, foram torturadas e submetidas a maus-tratos de agentes. Conforme publicado na coluna de Ancelmo Gois, as informações foram repassadas ao MP pelo Juizado da Infância e Juventude após receber relatório de uma inspeção feita no abrigo pela Defensoria Pública e Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV).

Segundo a coordenadora de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da Defensoria Pública, Márcia Fernandes, durante uma vistoria, no último dia 9, sete internas chegaram a dizer aos comissários do órgão que levaram até choques elétricos. Também teriam sido ameaçadas por educadores identificados como Xuxa, Macumba, Jefferson e Edvá. A juíza da Vara da Infância e da Juventude, Ivone Caetano, afirmou, em seu relatório ao MP, ser “inadmissível que em pleno século XXI ocorram tais fatos em instituições que deveriam proteger crianças e adolescentes”.

A defensora Márcia Fernandes encontrou grades e cadeados em portas e janelas do abrigo. A Secretaria municipal de Desenvolvimento Social informou, por nota, que demitiu os educadores Macumba e Jefferson. Outros dois servidores, identificados como Edvá e Xuxa, foram transferidos para outras unidades. (Extra/Redação)


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A vigília continua: Fim da impunidade na "resistência seguida de morte"

Com André Vargas, movimento de jovens solicitou a aprovação do PL que dispõe sobre instauração de inquérito nos casos em que o emprego de força policial resultar em morte ou lesão corporal grave.

Após a data histórica em que a presidenta Dilma Rousseff sancionou o Estatuto da Juventude, um grupo de jovens, liderados pelo Conselho Nacional da Juventude (CNJ), esteve reunido com o primeiro-vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas (PT-PR), para solicitar a aprovação do Projeto de Lei (PL), que possibilitará oferecer maior transparência nos casos de crimes praticados por policiais, contra civis.

O PL 4471-B/12, do deputado Paulo Teixeira (PT-SP) e outros, possibilita procedimentos de instauração de inquérito nos casos em que do emprego de força policial, resultar em morte ou lesão corporal grave. A justificativa do projeto assinala sobre a necessidade de correta apuração de casos de “resistência seguida de morte”.

De acordo com o CNJ, a grande parcela dos crimes acontece com jovens e negros, daí a necessidade da aprovação imediata da proposta. O PL pretende tornar mais efetiva a investigação dos crimes, assegurando um levantamento pericial eficaz, por meio da preservação dos meios de prova em relação à perícia. Garante ainda a instauração de inquérito policial específico.

Os jovens apresentaram uma série de estudos da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), da Presidência da República, realizado entre membros policiais com destaque às investigações policiais, do processo penal, mais especificamente das mortes e lesões decorrentes de uso de força policial, comum entre a população jovem e negra. Os estudos apontaram ainda que 65% dos profissionais de segurança abordam esses jovens.

Ao apoiar a proposta, Vargas esclarece que a medida dialoga com os anseios dos jovens, “essa é uma causa decisiva para o Brasil tornar-se de fato uma nação democrática”, disse ainda que a mobilização dos jovens expõe a profundidade com que o tema deverá ser abordado no Congresso Nacional. “Trabalhei pela implementação do Estatuto da Criança e do Adolescente, desde então o debate ainda acontece. A origem política é fruto da manifestação e do debate sobre que tipo de país queremos de verdade”, ponderou.
 “Dessa forma o PL em análise vem corrigir essas distorções e garantir o direito de defesa aos nossos jovens”, concluiu Vargas.

O Projeto de lei aguarda deliberação do Plenário da Câmara. 
(De Brasília, João Ricardo Lopes)

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Onde estão os Amarildos?

Por Sandra Martins
 
Em pleno Terceiro Milênio, Era da Informação, o mundo sendo conectado por uma tecnologia na qual os suportes midiáticos convergem... algo acontece no país (quiçá no  mundo) que é tão velho quanto a terrível - e viva - KKK norte-americana ou o Apartheid sul africano, ou mesmo os ataques do "Mão Branca" no Sudeste: o genocídio de negros e negras, ou como estampado nos noticiários "Onde estão os Amarildos?", todos negros ou quase negros.

O Genocídio de Jovens Negros e Negras foi o tema da Audiência Pública na Alerj ontem, 12/08; e, no Estado de São Paulo abriu-se uma mobilização sobre esta temática. É importante frisar que as manifestações sobre este tema acontecem em várias partes do país, em vários dos municípios que não aqueles 132 do ranking de violência letal contra jovens negros, conforme o Mapa da Violência amplamente divulgado pela mídia nacional.

SP - CONTRA O GENOCÍDIO - Juventude Preta, Pobre e Periférica 
 
O objetivo desta ação é que se torne encontro de pessoas e entidades que discutam a violência e ações racistas realizadas de forma institucional pelos os estados da federação.
Tema “Estado, Racismo e Violência”.
Os movimento sociais serão convidados para explicar como funciona o genocídio no dia-a-dia das pessoas com ancestralidade do continente africano e nativos (índios) durante toda a história do país. Além de também serem convidados artistas que em suas obras labutam contra o racismo.
O Plano de ação que esta formando o diagnóstico da Produção de Cultura Negra da Metrópole Santista segue a orientação do Guia do Enfrentamento do Racismo Institucional e especifico sobre a Região.


Um país precisa de sua juventude viva. No Brasil, onde pretos e pardos superam mais da metade da população, não é concebível que a cada 100 assassinatos de jovens, 90% sejam de negros entre 15 e 29 anos, moradores de áreas periféricas. Drogas, desemprego, desesperanças, falta de perspectivas, doenças, abandonos, são as balas que matam nossos meninos e meninas e vitimam suas famílias e amigos, e porque não, o próprio país. Muitos destes que morrem pela violência racista que relegou o lugar do negro como o lugar da menos valia, relembrando a antropóloga Lélia Gonzalez, são eleitores, assim como seus parentes e amigos. Será que estes votos são contabilizados? deveriam...

O enfrentamento à violência contra a Juventude Negra visa buscar solucionar ou, minimamente, reduzir a mortandade de parcela do futuro do país. O racismo mata. Um Estado racista mata mais ainda. Mata o futuro, mata o presente. Mata esperanças. Mata perspectivas. Mata a todos, pois todos são vítimas, não só os pretos + pardos. 

Um pouco de informação ajuda a formar um outro pensar sobre o que estamos falando.
Saia do imobilismo, enfrente o seu racismo como dizia uma antiga campanha "Onde você guarda o seu racismo?", todos temos um.

Algumas zapeadas e leituras interessantes...

http://www.juventude.gov.br 


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Remoç + Expans(ões) = R$. A matemática do Pacote do Comitê Olímpico.

Nesta quinta-feira, 11/08, na ALERJ população volta a brigar contra as remoções forçadas. Desta vez, o povo que mora próximo do Aeroporto Internacional da Ilha do Governador (o Tom Jobim). Segundo o ambientalista Sergio Ricardo, "projeto absurdo e extremamente impactante da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), financiado pelo BNDES num valor estimado de R$ 16 bilhões, que pretende promover a remoção forçada de 15 mil moradores de várias comunidades da Ilha do Governador, sendo 400 pescadores artesanais, além de prevê expressivo Crime Ambiental contra o ecossistema da Baía de Guanabara (aterro e desmatamento)."

CONVITE
Audiência Pública da Comissão de Assuntos Municipais e de Desenvolvimento Regional para discutir o tema: “O PROCESSO DE CONCESSÃO E EXPANSÃO DO AEROPORTO TOM JOBIM E SEUS IMPACTOS NAS COMUNIDADES VIZINHAS”. 

O evento será realizado dia 22/08/2013 (quinta-feira), às 10:00 horas, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Auditório Senador Nelson Carneiro, no Palácio 23 de Julho, com endereço à Rua 1º. de Março, S/No. – Praça XV, Rio de Janeiro.

Esta semana, foi apresentada proposta de criação na ALERJ da FRENTE PARLAMENTAR CONTRA AS REMOÇÕES E DESPEJOS ARBITRÁRIOS E EM DEFESA DO DIREITO À MORADIA, de autoria dos Deputados Estaduais Janira Rocha, Clarissa Garotinho, Paulo Ramos e Marcelo Freixo, para apurar responsabilidades pelo fato de que em função do chamado “pacote olímpico”,  que prevê a realização de grandes obras de mobilidade urbana, de infra-estrutura, e de modernização urbanística em áreas centrais da cidade de elevado valor imobiliário e da privatização do solo urbano, tendo a Prefeitura do Rio de Janeiro já promovido 37 mil remoções, apenas no período de 2008 e 2012, segundo pesquisa da UFF (Universidade Federal Fluminense), sob o argumento de viabilização do projeto global de “cidade olímpica”.

De acordo com a Secretaria Municipal de Habitação um total de 19.200 famílias foram removidas na gestão do Prefeito Eduardo Paes: no entanto, o total, multiplicado pela quantidades de moradores de uma casa, pode representar um número ainda maior de pessoas realocadas por causa dos megaeventos olímpicos.

A maioria destas pessoas são de baixa renda residentes no Município do Rio de Janeiro, que tem sofrido remoção forçada e despejo arbitrário, ilegal e desumano de suas moradias. Atualmente, no Brasil, cerca de 200.000 mil pessoas vivem em risco de remoção por causa dos grandes eventos.

Na Ilha do Governador, em função do processo de privatização do Aeroporto Internacional do Galeão pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), que prevê a construção de novas pistas de vôos, estima-se que 15 mil moradores das comunidades de Tubiacanga, Parque Royal, Vila Juaniza (Barbante), do Galeão e da Portuguesa poderão perder suas moradias, inclusive 400 pescadores artesanais. O projeto da ANAC também prevê um enorme crime ambiental: aterramento de mais de 2 milhões de metros quadrados do espelho d´água da Baía de Guanabara, protegida pela Constituição Estadual fluminense, e desmatamento de extensa área de mata atlântica e de manguezal.

Participarão da audiência na ALERJ centenas de moradores de diversas comunidades e ocupações ameaçadas de remoção; além de representantes do BNDES, TCU, MP Federal e Estadual, Defensoria Pública, ANAC e Ministério da Aviação Civil. 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Sindicato repudia violência contra jornalistas e exige respeito à liberdade de imprensa

A ação truculenta da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro durante as manifestações na capital fluminense foi alvo de denúncia do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro. Segundo a nota oficial, na última segunda-feira, 19/08, um policial jogou spray de pimenta no rosto de advogados, jornalistas que estavam trabalhando, manifestantes e pessoas que passavam pela Rua do Catete. Em seguida, PMs dispararam balas de borracha e jogaram bombas de gás lacrimogêneo contra as pessoas, sem nenhuma razão que justificasse a violência. Uma mulher teve que ser levada a um hospital.
Mais de uma vez, o Sindicato tem protestado contra a ação violenta de policiais que reprimem as manifestações populares no Rio. O uso do spray de pimenta tem sido uma constante, inclusive contra pessoas que estão apenas passando, sem participar das manifestações, e em momentos em que não há nenhuma ameaça aos policiais. As imagens da ação da PM na segunda-feira deixam claro que o policial do Batalhão de Choque, que não tinha o nome no uniforme, agiu de forma truculenta e disparou o spray diretamente nos rostos das pessoas e nas lentes de câmeras e máquinas fotográficas.
É inadmissível que uma polícia paga para defender a população faça exatamente o contrário. O Sindicato dos Jornalistas se solidariza aos profissionais atacados durante o exercício do seu trabalho e, mais uma vez, repudia tanto a violência da PM como a omissão do governo do estado, que deveria reprimir com rigor esse tipo de atitude.
Diante do quadro que se agrava no Rio de Janeiro, em que a liberdade de informar é ameaçada, seja por grupos que agem como milícias fascistas e atacam equipes de reportagem seja por policiais truculentos e despreparados, a direção do Sindicato exige do secretário de Segurança do estado, delegado José Mariano Beltrame, do governador Sérgio Cabral, e do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, medidas imediatas para garantir a segurança dos jornalistas e o pleno exercício do direito de informar, valor absoluto em qualquer sociedade democrática, e a punição dos que atentam contra esse direito, sejam os grupos organizados e mascarados, sejam as forças de repressão do Estado.
Além disso, o Sindicato vai denunciar aos correspondentes estrangeiros e à Anistia Internacional os ataques à liberdade de imprensa, ao direito de informar e, principalmente, ao direito da população de ser corretamente informada. Essas ações têm se tornado rotina durante as manifestações de rua no Rio de Janeiro. Não podemos tolerar que, quase 30 anos depois de superarmos o período hediondo da ditadura militar, a liberdade de imprensa volte a ser alvo de ataques. E não podemos tolerar também que no Estado Democrático de Direito as forças do Estado não sejam capazes de garantir o trabalho de jornalistas e, pior ainda, atentem contra a liberdade de imprensa.

Salvador debate Participação Popular e Controle Social no Café Falante da Juventude

A Juventude na participação popular e no controle social e o jovem negro/a no cenário do empreendedorismo e negócios – desafios, perspectivas e oportunidades, são os temas a serem abordados na 2ª Edição do Projeto Café Falante da Juventude, que acontecerá no dia 31de agosto (sábado), das 8h às 17h, no Forte da Capoeira, Santo Antonio Além do Carmo, no Centro Histórico Salvador/Bahia.

De acordo com Cleide Crispíniana, Coordenadora Estadual de Juventude Negra – Fórum CONEN/BA, este encontro integra a agenda de atividades do Agosto Negro da Coordneação Nacional de Entidades Negras. “Nosso objetivo é promover debates com os jovens, das periferias de Salvador e da região metropolitana, sobre as principais temáticas que envolvem a juventude no contexto geral com o recorte para questões de Raça/Etnia e Gênero”, disse a especialista em Gestão Estratégica de Projetos Sociais/Gestão Social pela Unijorge.

Há uma expectativa da organização do evento de um público estimado em torno de 400 jovens, pois a primeira versão em 2012 contabilizou a presença de 300 participantes. “Este evento é uma grande oportunidade para fortalecer uma rede de jovens, promover e incentivar a formação de novas lideranças juvenis”, disse Cleide, que conta com a parceria do articulador regional da Articulação Nacional Juventude Viva, Geovan Adorno, na divulgação do evento.

Para se ter uma ideia geral do evento, vale a pena dar uma olhada no registro audiovisual da primeira edição do Café Falante 2012 http://www.youtube.com/watch?v=34FGFA__1VQ

Mais informações:
Fórum Conen/BA. Coordenação Geral Movimentarte
Contatos: (71) 8807-1140 / 9107-5815 / 9994-9619 / 8776-4388 / 9982-9116

Emails: jussarasantana2000@yahoo.com.br / grnleal@gmail.com  

domingo, 18 de agosto de 2013

Prêmio para jornalistas consolida atuação das Cojiras na promoção da igualdade

 Por meio das Comissões de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojiras), o 3º Prêmio Nacional Jornalista Abdias Nascimento chegou a todas as regiões do país em 2013. Esta edição ganhou apoio da mais nova parceira, a recém-criada Cojira-MT.

Para lançar o concurso, com inscrições encerradas em 11 de agosto, as entidades se revezaram em várias atividades, como debates e visitas a redações de jornais, emissoras de rádio e de TV. Entre maio e julho, foram realizadas atividades em 11 capitais, com apoio da sociedade civil.

A coordenadora do 3º Prêmio Abdias Nascimento, Sandra Martins, explica que o objetivo era incentivar a imprensa a produzir reportagens que refletissem a diversidade brasileira de maneira equilibrada e que mostrassem como as desigualdades raciais impactam negativamente no desenvolvimento do país.

“A imprensa tem dificuldade em mostrar o racismo como fator estruturante das desigualdade socioeconômicas do país e de representar negros e negras de maneira positiva, como protagonistas e fontes qualificadas”, avaliou Sandra. Jornalista, ela também é coordenadora da Cojira-Rio.

Além de ampliar a pauta dos veículos de comunicação, os lançamentos regionais consolidaram a atuação em rede das Cojiras, acrescenta a coordenadora da Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial (Conajira), Valdice Gomes. "O envolvimento nas atividades fortaleceu as Cojiras e ampliou tanto a capilaridade do Prêmio, quanto a temática racial nas redações, solidificando nossa atuação como referência no jornalismo”, reforçou.

Participação das Cojiras
Com ampliação do envolvimento das Cojiras este ano, além do crescimento das inscrições fora do eixo Rio de Janeiro e São Paulo, um dos destaque é a criação da mais nova entidade, desta vez, vinculada ao Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso. “A organização para o lançamento do Prêmio serviu para a gente fazer algo que tinha em mente, mas que faltava o empurrão necessário”, disse Neusa Baptista, coordenadora da Cojira-MT.

A partir da atividade do Prêmio na cidade, com apoio da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e da Cojira-DF, a Cojira-MT incentivou a imprensa a incluir a temática racial na pauta jornalística fora de datas comemorativas como o 13 de maio, reforçou Neusa.

Durante os lançamentos regionais, as Cojiras apresentaram o concurso e o catálogo da 2ª edição, com os vencedores de 2012. Também exibiram o vídeo da última premiação, para incentivar a participação qualificada dos jornalistas nesta edição.

Com este apoio, o concurso passou por Salvador (BA), Maceió (AL), João Pessoa (PB), Porto Alegre (RS), Fortaleza (CE), Cuiabá (MT), São Paulo (SP), Brasília (DF), Manaus (AM), Campo Grande (MS), além do Rio de Janeiro (RJ). As entidades contaram com apoio dos sindicatos de jornalistas e de organizações de defesa dos direitos humanos, de mulheres e de núcleos de pesquisa.

O Prêmio é uma iniciativa da Cojira-Rio, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ) e homenageia o ex-senador, intelectual e jornalista Abdias Nascimento. Tem apoio da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e das Cojiras do DF, de SP, de AL, da PB, do Núcleo de Jornalistas Afro-Brasileiros (do Rio Grande do Sul) e da Diretoria de Relações de Gênero e Promoção da Igualdade Racial da Bahia.

Informações: (21) 3906-2450
Fale conosco: premioabdiasnascimento@gmail.com
Realização: Cojira-Rio /SJPMRJ
Patrocínio: Ford Foundation, Fundo Baobá e Oi
Parceria: Fenaj, Ipeafro, UNIC-Rio, Cultne e Sated
Apoio: W. K. Kellogg Foundation, Fundação Palmares e ANPR

sábado, 17 de agosto de 2013

Atividades em quatro regiões para comemorar 25 anos da Fundação Cultural Palmares

Programadas entre 14 de agosto e 23 de outubro, as atividades vão acontecer em quatro regiões para aproximar a FCP dos cidadãos brasileiros
A Fundação Cultural Palmares preparou uma programação especial para celebrar os 25 anos dedicados à arte e a cultura negra. Este ano, os eventos em comemoração ao jubileu de prata da Fundação acontecerão em 10 estados brasileiros: Brasília/DF, Salvador/BA, São Paulo/SP, Rio de Janeiro/RJ, São Luis/MA, Recife/PE, Porto Alegre/RS, Vitória/ES, Cuiabá/MT, Maceió/AL. As ações foram iniciados dia 14 de agosto e seguem até 23 de outubro. É o Palmares 25 Anos levando a FCP para ainda mais perto dos brasileiros e brasileiras.
Com um viés político, o calendário com 25 atividades está recheado de debates e seminários sobre arte e cultura afro-brasileira, além disso, também estão programadas mostra de cinema negro, plantio de árvores sagradas e apresentações artístico-culturais diversas. Confira a programação completa.
Palmares para mais 25
Entre os principais temas em discussão estão cultura negra e políticas públicas; memória e identidade da cultura afro-brasileira; o corpo negro no audiovisual; artes cênicas e artes plásticas; o universo literário negro; a questão quilombola na perspectiva do Direito; mídia e relações raciais; religiosidade e cultura afro-brasileira, entre outros assuntos.
De acordo com Hilton Cobra, presidente da Fundação Palmares, o intuito do Palmares 25 Anos é reunir reflexões, já em discussão por agentes culturais e a sociedade civil negra, que dêem base para a criação do projeto para uma Palmares pós 25 anos.  “Queremos contribuir para criar uma FCP do futuro, que dialogue com todos os setores da sociedade brasileira que pense cultura e, principalmente, cultura negra”, disse.
O presidente Cobra espera que a partir dessa programação seja possível pensar como a Fundação pode chegar nos demais territórios brasileiros. Para isso, ele destaca o fortalecimento das Representações Regionais já estabelecidas. “Existem povos e comunidades tradicionais de matrizes africanas em todo o país. Arte e cultura negra é o Brasil (sic.).”
25 anos de história com a cultura negra
Em resposta às demandas do Movimento Negro, no dia 22 de agosto de 1988, o então presidente da república José Sarney fundou a primeira instituição pública  federal voltada para promoção e preservação da arte e da cultura afro-brasileira: a Fundação Cultural Palmares. Neste ano de 2013, a FCP comemora 25 anos de trabalho por uma política cultural igualitária e inclusiva, que busca contribuir para a valorização das manifestações culturais e artísticas negras brasileiras como patrimônios nacionais.
Informações sobre os eventos: 25anospalmares@palmares.gov.br.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Diálogo sobre o Plano Juventude Viva na Bahia

A Articulação do Plano Juventude Viva na Bahia, e o Conselho de Desenvolvimento da Comunidade do Estado da Bahia – CDCN, convida representantes de organizações da sociedade civil (movimentos negros e juvenis) para uma roda de conversa onde o Plano Juventude Viva estará em pauta. O Diálogo sobre o Plano Juventude Viva na Bahia, acontece no domingo, 18 de agosto, às 13h, no auditório do CDCN, Rua, Ribeiro Santos, 42, Pelourinho, Salvador.

Os homicídios são hoje a principal causa de morte de jovens de 15 a 29 anos no Brasil e atingem especialmente jovens negros do sexo masculino, moradores das periferias e áreas metropolitanas dos centros urbanos. Dados do Ministério da Saúde mostram que mais da metade (53,3%) dos 49.932 mortos por homicídios em 2010 no Brasil eram jovens, dos quais 76,6% negros (pretos e pardos) e 91,3% do sexo masculino. Na Bahia, dos 3.786 casos de homicídios registrados em 2010, nos 19 municípios com maiores índices absolutos de morte por agressão, quase 67% foram de jovens (15 a 29 anos), e desses mais de 90% foram de jovens negros (pretos e pardos).

No intuito de dar uma resposta a essa problemática, o Governo Federal construiu de forma participativa com a sociedade civil organizada, o Plano Juventude Viva, um Plano Nacional de Prevenção à violência contra a Juventude Negra.
Ana Cristina, Pedro Paulo, Marcelo Souza,
Marcos Vinicius e Diogo Silva
O Plano Juventude Viva é um desafio do Governo Federal sob a coordenação da Secretaria-Geral da Presidência da República, por meio da Secretaria Nacional de Juventude, e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, e é fruto de uma intensa articulação interministerial para enfrentar a violência contra a juventude brasileira, especialmente os jovens negros, principais vítimas de homicídio no Brasil.

 Construído por meio de um processo amplamente participativo, o Plano reúne ações de prevenção que visam a reduzir a vulnerabilidade dos jovens a situações de violência física e simbólica, a partir da criação de oportunidades de inclusão social e autonomia; da oferta de equipamentos, serviços públicos e espaços de convivência em territórios que concentram altos índices de homicídio; e do aprimoramento da atuação do Estado por meio do enfrentamento ao racismo institucional e da sensibilização de agentes públicos para o problema. 
Geovan Adorno, Jasf Rapper
e Luciane Reis

O Plano Juventude Viva constitui uma oportunidade histórica para enfrentar a violência, problematizando a sua banalização e a necessidade de promoção dos direitos da juventude. Além das ações voltadas para o fortalecimento da trajetória dos jovens e transformação dos territórios, o Plano busca promover os valores da igualdade e da não discriminação, o enfrentamento ao racismo e ao preconceito geracional, que contribuem com os altos índices de mortalidade da juventude negra brasileira. Trata-se de um esforço inédito do conjunto das instituições do Estado para reconhecer e enfrentar a violência, somando esforços com a sociedade civil para a sua superação.


SERVIÇO:
O que: Diálogo sobre o Plano Juventude Viva na Bahia.
Quando: 18 de agosto de 2013 (domingo), às 13h.
Onde: Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra – CDCN, Rua, Ribeiro Santos, 42, Pelourinho, Salvador-Ba.
Horário: 13h

Responsáveis:
Geovan Bantu, Mailson Perreira e Sayonara Malta (Articuladores do Plano Juventude Viva na Bahia)

Dj Branco (Conselheiro e Secretário Executivo do CDCN, Coordenador da CMA Hip-Hop)

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Desaparecimentos e UPPs, combinação perversa

Dia 01/08, mais um protesto contra o desaparecimento do pedreiro
Amarildo de Souza, 42, uniu moradores da favela da Rocinha, na zona Sul,
"black blocs" e integrantes de movimentos sociais. 
Foto: Antonio Scorza/UOL
Matéria de Hanrrikson de Andrade, do UOL, no Rio, mostra uma combinação perversa para a população de áreas faveladas ocupadas com as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs): o aumento do número de desaparecidos.

Dados do ISP (Instituto de Segurança Pública) mostram que houve aumento no número de desaparecimentos nas 18 primeiras comunidades que receberam UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), no período entre 2007 e 2012. O levantamento feito pelo UOL tem base nas ocorrências registradas um ano antes e um ano depois das respectivas ocupações, e vai da UPP Santa Marta, inaugurada em novembro de 2008, em Botafogo, na zona sul, à UPP Mangueira, na zona norte da cidade, lançada em novembro de 2011.