quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Assim disse a Academia: Mano Brown é um intelectual!

Uma notícia não só interessante, como importante, mostra que há quem oxigene a "Academia", novos pensadores estão sendo "descobertos". Os velhos padrões estão sendo questionados. Enfim, há luz no fim do túnel, e olha que nem começamos a arranhar as Ações Afirmativas, medidas que buscam dar tratamento desigual aos desiguais. Mas, vamos ao que interessa e leiamos a matéria abaixo que diz respeito a uma tese de doutoramento com olhar para os "pensadores" do mundo real.

"O líder dos Racionais MC’s é um intelectual!" A afirmação é do sociólogo Rogério de Souza Silva (foto). Ele defendeu a tese de doutorado “A Periferia Pede Passagem: Trajetória social e Intelectual de Mano Brown” na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Para quem não é do mundo acadêmico, mas amantes das letras de fortes contestações musicadas dos Racionais, Mano Brown é um intelectual: é fato. Mas para a academia, o pesquisador partiu de uma hipótese que, à primeira vista, soa bastante aceitável: o hip-hop, e particularmente o rap, têm o poder de salvar vidas de jovens nas comunidades pobres brasileiras. Mas o que realmente impacta na tese é o reconhecimento do autor de que os artistas populares representam os novos organizadores da cultura, fazendo emergir a figura do “intelectual periférico”.


Por que e como Mano Brown se transforma em um intelectual é a questão que se propôs a investigar o pesquisador da Unicamp. Rogério explica que foi a partir da figura do líder dos Racionais MC’s, como expoente do rap brasileiro, que muitos jovens passaram a reconhecer suas origens, histórias e identidades. Outras lideranças históricas, como Malcom X, Martin Luther King, Zumbi dos Palmares (foto) e Nelson Mandela, também inspiraram muitos seguidores do hip-hop. “Esses jovens, na sua maioria negros e pobres, alcançam uma consciência para reivindicar o reconhecimento dos seus direitos”, escreveu.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Boletim analisa políticas públicas e territórios

Lançado na última sexta-feira, 20, a publicação abrange os avanços sociais de 2011 e da primeira metade de 2012

Foi lançada no dia 20 de setembro, a edição número 21 do Boletim Políticas Sociais: acompanhamento e análise, na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em Brasília. Além de abordar o andamento das áreas nas quais são aplicadas políticas públicas, esta edição se dedica especialmente à abordagem da importância do conceito de território na formulação, na institucionalização e na produção de feitos dessas políticas, e de modo geral, na configuração atual da questão social brasileira.

Os nove capítulos que compõem este número – Previdência Social, Assistência Social, Saúde, Educação, Cultura, Trabalho e Renda, Desenvolvimento Rural, Igualdade Racial e Igualdade de Gênero – trazem uma análise dos fatos relevantes ocorridos entre 2011 e o primeiro semestre de 2012 em seus respectivos campos de pesquisa, e uma seção voltada ao acompanhamento e à análise das políticas públicas federais, tendo por referência o ano de 2011 e compreendendo a atualização dos marcos normativo-institucionais, a distribuição dos recursos públicos investidos e a população beneficiada.

O diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Rafael Osório, afirmou que o boletim tem importante papel na captação das ações do governo em suas diversas políticas sociais, e permite que avaliações sejam feitas por agentes acadêmicos, políticos, civis e também pelas instituições responsáveis pelo planejamento, fiscalização e implementação das políticas públicas.

Mulheres Negras debatem Democracia e Desenvolvimento Sem Racismo

Preparem-se mulheres e homens, pois durante dois dias mulheres de várias partes do país se encontram no Rio de Janeiro para aprofundar discussões sobre "Democracia e Desenvolvimento sem racismo: Por um Brasil Afirmativo". Este é o título do seminário nacional que a AMNB - Articulação de Organizações de Mulheres Brasileiras promove nos dias 27 e 28 de setembro, no Hotel Monte Alegre, na Lapa.

De acordo com Simone Cruz, secretária executiva da AMNB, e coordenadora da organização ACMUN - Associação Cultural de Mulheres Negras, esta proposta é tema da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial. "Estaremos aprofundando as discussões a partir de alguns temas, provocados por Sueli Carneiro, Rosane Borges e Lúcia Xavier." Provocação aceita, agora é se juntar com estas mulheres fantásticas e compartilhar informações e estruturar pensamentos que vão balizar ações.

Programação
Dia 27/09 - sexta-feira
8h - Boas vindas e exposição sobre o Seminário com a Secretária Executiva, Simone Cruz
9h/12h  - Avaliação de conjuntura do ponto de vista das mulheres negras
               Sueli Carneiro, doutora em comunicação, Geledés – SP
               Debatedora: Jurema Werneck, médica e doutora em comunicação, Criola-RJ
12h/14h - Almoço

14h30/16h30 - Reflexões sobre Interface entre Estado, Democracia e Desenvolvimento
                        Rosane Borges, doutora em comunicação (Kuanza-DF)
                        Debatedora: Valdecir Nascimento (ODARA-BA)

Dia 28/09 - sábado
8h30/12h - Que democracia e desenvolvimento interessa para as mulheres negras
                   Lúcia Xavier, assistente social (Criola - RJ)
                   Debatedora: Vera Baroni (Uiala Mukaji - PE)

12h/14h - Almoço

14h30/16h30 - Quais os 5 pontos inegociáveis para as mulheres negras
                         Facilitadoras: Maria Lúcia da Silva (AMMA Psique e Negritude - SP) e Hildézia Medeiros (CACES - RJ)

17h/18h - Marcha das Mulheres Negras 2015
                    Nilma Bentes (CEDENPA-PA) e Maria Conceição Lopes Fontoura (Maria Mulher-RS)


Seminário Nacional da AMNB
Data: 27 e 28 de setembro de 2013
Horário: Das 8h às 17h
Local: Hotel Monte Alegre – Rua Riachuelo, 33 – Lapa
Informações: 21 – 2277-7300 / www.hotelmontealegre.com.br

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Sites sobre dengue não alcançam critérios de qualidade

“A internet está diminuindo o ‘desequilíbrio estável’ da relação médico-paciente estabelecida desde Hipócrates – estudioso grego considerado pai da medicina –, em que o médico sabe tudo e o paciente não sabe nada”, disse o coordenador do Laboratório Internet, Saúde e Sociedade (Laiss), do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSEGSF/ENSP), André Pereira, durante a apresentação dos resultados da avaliação sobre a qualidade das informações disponíveis em 18 sites a respeito da dengue.

Apenas cinco páginas eletrônicas que participaram da avaliação obtiveram mais de 50% de resultados positivos quanto aos critérios estabelecidos, e nenhum dos sites alcançou 70% dos critérios relacionados à abrangência, técnica, interatividade, legibilidade e acurácia.

Selo Fiocruz - Proposta que visa atestar a qualidade de informação em sites de saúde.


- Diretor da ENSP, Hermano Castro: a iniciativa deve ter foco nas instituições do setor público, tendo como objetivo principal o empoderamento do SUS. É preciso ter muito cuidado com critérios, que não podem ser somente básicos e frios. Ele citou um exemplo de uma mina de amianto brasileira que mata milhares de trabalhadores todos os anos e possui um certificado internacional e um selo verde.

- Vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, Valcler Rangel: a Fiocruz deve conceder um selo de qualidade de forma compartilhada com outras instituições de ensino e pesquisa, porque esse selo precisa também estar permanentemente sendo validado.

Segundo André Pereira, a transparência é uma necessidade premente, e a iniciativa de colocarmos toda a metodologia e os resultados disponíveis aos interessados segue essa linha. Leia os resultados do estudo no site do Laiss/CSEGSF/ENSP

Diálogos das Juventudes de Periferia – Educação, Politica e Comunicação

É o nome da atividade que pretende envolver jovens de bairros populares de Salvador, como o que acontecerá no bairro de Sussuarana, amanhã, sábado, 21/09, na Escola Municipal de Sussuarana Nova, na capital baiana.

A proposta é uma realização da organização “Mídia Periférica” em parceria com a UNICEF e o Correio Nagô, entre outros organismos. No estilo de uma roda de conversa, jovens mobilizadores da comunidade, gestores e personalidades políticas, como a senadora Lídice da Mata, que dialogará com os jovens sobre a perspectiva das políticas públicas de juventude, uma reivindicação antiga e que põe no centro das discussões o papel transformador dos jovens na sociedade.

As experiências pessoais de atores sociais que tiveram uma construção política em espaços como o proposto nesta atividade é outra forma de apresentar aos jovens a importância de se envolverem com participação e controle social.

Geovan Bantu, articulador regional do Plano Juventude Viva, é um exemplo de êxito de ações deste gênero. Desde cedo, o bacharel em políticas e gestão da cultura, pela UFBA, teve seu interesses despertado por espaços como este que potencializavam o diálogo geracional numa perspectiva de construção e trocas de novos conhecimentos. “Desta forma, comecei a almejar que queria fazer a diferença, não queria virar estatística”, disse Geovan. Para corroborar sua fala, ele citou dados do Mapa da Violência, que mostram que dos 52.260 óbitos no território nacional, em 2010, de 15 a 29 anos, 71,66% são negros, para cada 100 mil habitantes. A taxa de homicídios entre jovens negros é de 68,85%.  Ao focar no Estado da Bahia, os números revelam que dos 5.322 totais de óbitos, com 61,856% entre 15 e 29 anos, 90,674% são negros, correspondendo a 37,968% por 100 mil habitantes.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Audiência Pública: Remoções por grandes projetos no Rio de Janeiro


À Flor da Pele: A Juventude Negra Feminina na Agenda Política de Juventude no Século XXI

Este é o título da pesquisa de mestrado de Juliano Gonçalves Pereira defenderá na sexta-feira, 20/09, no Programa de Pós-graduação em Relações Étnico-raciais do Centro Federal de Educação Tecnológica, no Maracanã - RJ.

Orientando da professora doutora Sônia Beatriz dos Santos, Juliano objetivou, nesta pesquisa, refletir sobre a forma como a política pública direcionada à Juventude Negra no Brasil, neste século XXI, tem incorporado as experiências, práticas e discursos políticos da Juventude Negra Feminina. 

As políticas públicas focais para a juventude negra, conforme apurou Juliano em sua pesquisa, são instrumentos importantes de garantia de acessos aos direitos específicos deste segmento na sociedade brasileira. Entretanto, "elas precisam ser melhoradas no que se refere a incorporação das demandas específicas da juventude negra feminina."

Ainda abertas inscrições para Ensino Médio Técnico do CEFET/RJ

Seguem até dia 29 de setembro as inscrições para o processo seletivo para o preenchimento de 1.166 vagas - distribuídas em sete campus - de Educação Profissional Técnica de Nível Médio do ano letivo de 2014 do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca – CEFET/RJ.

A escolaridade mínima exigida para os interessados em participar deste processo seletivo é Ensino Fundamental completo ou cursando o 9º ano (antiga 8ª série) desse nível de ensino. O processo seletivo é classificatório e se constitui na realização de provas abrangendo as áreas de conhecimento da base nacional comum dos currículos do Ensino Fundamental.

Para a inscrição, o candidato deve preencher se informar sobre o edital e preencher a ficha de inscrição nos sites www.exatuspr.com.br ou www.cefet-rj.br será realizada das até o dia 29 de setembro.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Participe do Concurso Tim Lopes de Jornalismo Investigativo

Em sua sétima edição, o concurso traz como tema especial a Copa do mundo, megaeventos e seus efeitos sobre os direitos humanos, especialmente de crianças e jovens. Entram na temática situações de vulnerabilidade como: trabalho infantil, exploração sexual, turismo sexual, tráfico de drogas, tráfico de pessoas, racismo, violência, remoções, legado social, políticas de proteção e promoção dos direitos, entre outros. 

O concurso premia projetos de reportagem, ou seja, matérias que ainda não foram veiculadas. O repórter (ou a equipe) recebe R$11.550 para desenvolver a reportagem. Esse valor pode ser complementado. Além disso, o responsável pelo projeto escolhido recebe R$3.300 como prêmio. São cinco categorias: mídia impressa, rádio, TV, mídia online e alternativa e categoria especial "violência sexual". Para TV, o montante de investimento na reportagem é de R$17.550. 

É uma iniciativa do Unicef, OIT, Childhood, Fenaj e Abraji, executada pela ANDI- Comunicação e Direitos em homenagem ao jornalista Tim Lopes, morto ao realizar uma reportagem sobre violência sexual. 

Mais detalhes, ficha de inscrição e regulamento, aqui: www.andi.org.br/timlopes
No site também é possível ver os ganhadores de outras edições. São jornalistas renomados. É um prêmio que privilegia a grande reportagem e a qualidade jornalística, além da abrangência. Não é um prêmio de incentivo a pequenas iniciativas.

As inscrições terminam em 27 de outubro. Inscreva-se!