quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

"Dia da Não Violência" no Centro de Saúde Escola



Comemorado em 30 de janeiro, o Dia da Não Violência foi instituído em razão da morte do líder indiano pacifista Mahatma Gandhi, que foi brutalmente assassinado, em 30 de janeiro de 1948, por um indivíduo qu e nunca aceitou seus ideais. Desde então, o mundo celebra a data como o Dia Mundial da Não Violência. 

Para comemorar a data, o Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSEGSF/ENSP) promoverá, na quinta-feira (31/1), das 9 às 12 horas, na sala de espera, diversas ações educativas para sensibilizar e conscientizar a população sobre o sentido da solidariedade, da paz e dos direitos humanos. A atividade é aberta ao público e visa, principalmente, à participação dos moradores do Complexo de Manguinhos e pacientes do Centro de Saúde Escola.

A programação prevê conversas e discussões sobre violência contra crianças, adolescentes e mulheres, com destaque para a necessidade da paz nas relações pessoais, familiares e profissionais, no âmbito da intercomunicação pessoal. As atividades envolverão músicas, vídeos e conversas sobre a paz no mundo, com a participação de profissionais do CSEGSF e da Estratégia de Saúde da Família.

Fonte: Informe Ensp

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Travestis e transexuais terão nome social no Cartão Nacional de Saúde


A partir de agora, travestis e transexuais terão o nome social impresso no Cartão Nacional de Saúde, em lugar do nome de batismo. De acordo com o Ministério da Saúde, essa ação contribui para a redução do estigma, preconceito, violência e discriminação social, promovendo o acesso à saúde de todos de forma humanizada. O anúncio foi feito no dia 28/1, durante coletiva em alusão ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, comemorado em 29 de janeiro.

Outras iniciativas do Ministério da Saúde, em conjunto com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, são o combate à violência transfóbica e o reconhecimento da saúde como espaço de cidadania. Para isso, foi criado um cartaz, que será distribuído nos serviços de saúde, para estimular um atendimento acolhedor às travestis e transexuais. A representante social das travestis e transexuais do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Fernanda Benvenutty, ilustra a campanha. “A saúde tem sido precursora para a campanha dos direitos da minoria”, ressalta. Quem se sentir ofendida pelo atendimento prestado deve contatar o Disque Direitos Humanos e discar 100.

Fonte: Blog da Saúde

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Remoção do Museu do Índio: Governo do Rio recua

(Tânia Rêgo / ABr)
Governo do estado do Rio recua e decide manter o prédio do Museu do Índio, no Maracanã, zona norte do Rio. 

“O estado ouviu as considerações da sociedade a respeito do prédio histórico, datado de 1862, analisou estudos de dispersão do estádio e concluiu que é possível manter o prédio no local." 

Entretanto, tal decisão só ocorreu dois dias depois que a Justiça concedeu liminar à Defensoria Pública do Estado impedindo a demolição museu, localizado ao lado do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã.

Os dois gestores, governador Sérgio Cabral e prefeito do Rio, Eduardo Paes, irão declarar o tombamento do imóvel e definir qual será a destinação do mesmo. A restauração do prédio, de acordo com o governo estadual, ficará a cargo da empresa que vencer a licitação para as obras do Complexo do Maracanã, cujo edital sairá em fevereiro.

Mas, este recuo não vai sair  barato: a nota diz ainda que  “o governo está tomando às devidas providências para que o local seja desocupado dos seus invasores”. É bom lembrar que desde 2006, o prédio é ocupado por índios que deram o nome ao local de Aldeia Maracanã. 

O grupo está reunido para discutir a decisão do governo do estado, informou um dos líderes do grupo, Afonso Apurinã.

Fonte: Agência Brasil

Foi mal…

Não há preconceito racial no Brasil. Tudo não passa de mal-entendido... Esta é a resposta padrão de quem é pego em uma das incontáveis cenas cotidianas de discriminação, evidência de legado brasileiríssimo: o racismo velado.
Em São Paulo, a maternidade Santa Joana publica em seu site informações aos futuros pais. Em um dos textos, há dicas para mães que querem alisar os cabelos crespos da filhas: “Muitas crianças nascem com os cabelos crespos ou rebeldes demais. Com a adesão cada vez maior às técnicas de alisamento, algumas mães recorrem a essas alternativas para deixarem as crianças mais bonitas.” Isso, você leu “mais bonitas”. E o que são cabelos “rebeldes demais”? Com a repercussão da história, o hospital retirou o post do ar.
Em Campinas (SP), policiais da PM que atuam em bairro nobre cumprem a determinação de abordar “indivíduos em atitude suspeita, em especial os de cor parda e negra”. A orientação consta de ordem de serviço assinada pelo comandante do batalhão, e se tornou pública graças à repórter Thais Nunes, do “Diário de S.Paulo”. O Comando da PM nega teor racista na determinação, dizendo que apenas descreve suspeitos de furto na região. Pode ser, mas a reportagem pediu documento semelhante, em que o alvo das abordagens fossem suspeitos brancos. Não obteve resposta.
No Rio de Janeiro, uma família vai a uma concessionária da BMW em busca de um carro novo. O casal, pais de cinco filhos, estão acompanhados do caçula, adotivo e negro. Enquanto conversavam com o gerente de vendas, o garoto se aproxima do pai, quando é enxotado pelo funcionário da loja. “Eles pedem dinheiro e incomodam os clientes”, justifica-se, ignorante da situação. Naturalmente, os futuros compradores deixaram a loja atônitos, e buscam retratação pública.
Claro que nos três casos tudo não se passou de “mal-entendido”, como explica representante da concessionária em e-mail enviado aos pais. Ora, a maternidade também diz que “não foi sua intenção ofender qualquer pessoa", e o comando da PM paulista reconhece um "deslize de comunicação" (deixaram escapar o que, aliás, já se sabe). A lógica do discurso do mal-entendido é a do “deixa disso”, de que só mesmo sendo muito melindroso para se ofender. “Coisa de complexado, né?”.
Ocorre que não só existe racismo no Brasil como nos esforçamos em ignorá-lo, tamanha é a força persuasiva da ideia de que o último país escravocrata do continente possa ser livre de preconceito racial sem encarar sua herança. Engano persistente desde a origem do mito fundador nacional, que vinga como solução imaginária para tensões de uma nação formada de maneira autoritária, de cima para baixo.
Contra esse papinho do mal-entendido, os pais do menino carioca criaram uma página no Facebook:“Preconceito racial não é mal-entendido. É crime”. Simples assim.
Fonte: Por Michel Blanco | Putz – sáb, 26 de jan de 2013

domingo, 27 de janeiro de 2013

#OcupaALEMÃO

Uma roda de conversa pra iniciar os trabalhos no Ocupa Alemão realizado no sábado, 26/01/2013, no largo do Bulufa, na favela da Grota no Complexo do Alemão, na qual será debatido temas como o lixo 'seu, meu e nosso' e a resolução 013, que dá direito a PM de autorizar ou não eventos culturais nas favelas. 

Muita gente bacana que acredita que para um novo mundo possível é necessário o protagonismo juvenil, a ação em redes e o entendimento de que juntas somos mais fortes. Cada pequeno grupo está integrado a outro e assim por diante, não estamos sozinhos e não devemos deixar que a opressão nos fragmente, nos separe - juntos somos fortes. 

Teve gente que dividiu com os presentes reflexões e histórias super importante, como lideranças comunitárias, jornalistas, organizações não governamentais, entre eles: Maycom Brum, Thamyra Thâmara de Araújo, Pamela Souzza, Luciano Garcia, Fransérgio Goulart Goulart, Joel Gil León, Alexandra Silva, Rene Silva, Fabrica Verde, Camila Endless, Marcelo Magalhães Sampaio, Renato Endless e Denise Perez em Favela Da Grota - Complexo Do Alemão, a jornalista AlexandraMC Calazans falou sobre os memoráveis bailes e eventos que ocorreram no largo do Bulufa. Fransérgio, do Fórum de Juventude, tratou da importância da apropriação do espaço público.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Spike Lee entrevista José Junior para seu documentário sobre o Brasil

O cineasta afro-americano Spike Lee, cuja obra cinematográfica fala sobre racismo e preconceito, esteve em Vigário Geral

O diretor do "Faça a coisa certa", entre outros títulos, está gravando um documentário sobre a ascensão política e econômica do Brasil não exterior.

Ele entrevistou José Junior do Grupo Cultural AfroReggae (GCAR) no Centro Cultural Waly Salomão. 

Além de conversar com outros membros do GCAR, conceder entrevista para o Globo ele e sua equipe assistiram a algumas apresentações artísticas e Spike deu uma canja com a oficina de batidas eletrônicas do Red Bull Favela Estúdio.




Oportunidade de trabalho: estágio de Comunicação na Fiocruz

O Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde – ICICT/Fiocruz seleciona candidatos para duas vagas de estágio curricular na Vídeo Saúde Distribuidora e no Centro de Tecnologia de Informação e Comunicação. 

Vídeo Saúde Distribuidora
Carga horária: 6 horas.
Valor da Bolsa: R$ 520,00.
Carga horária: 4 horas.
Valor da Bolsa: R$ 364,00.
Auxílio transporte: R$ 132,00

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Território de Manguinhos debate a saúde na escola

Apresentar a situação do Programa Saúde na Escola (PSE) em Manguinhos. Esse foi um dos objetivos da I Oficina de Planejamento Integrado do Programa, realizada nos dias 22 e 23/1, na ENSP. 

O primeiro dia foi dedicado ao tema Saúde na Escola: a perspectiva de um ambiente saudável potencializador de agentes sociais, com a presença de vários participantes. No segundo dia, foi a vez do tema O trabalho pedagógico centrado na construção do saber - participativo, prazeroso e significativo, com a professora Mariza Medeiros (foto).

A construção e proposição de projetos e pactos integradores que contribuam para uma atuação mais articulada entre as áreas da educação, saúde e assistência social foi o tema do primeiro dia, com a participação do gerente da Clínica da Família Victor Valla, Alex Mello. Em sua apresentação, o gerente contextualizou a iniciativa Teias-Escola Manguinhos e esclareceu o andamento do PSE no território. Manguinhos conta, atualmente, com 14 unidades escolares – creches, escolas, espaços de desenvolvimento infantil, entre outras – e cerca de 3 mil escolares.

O gerente apresentou, inicialmente, o Teias-Escola Manguinhos, que, desde sua criação, tem a missão de implementar um novo modo de organização da gestão e atenção à saúde na comunidade de Manguinhos. Segundo Alex, o PSE está inserido nesse contexto que objetiva a conformação de um território integrado de saúde como espaço de inovação das práticas do cuidado, do ensino e da pesquisa em saúde e melhoria da condição atual de saúde da população.

“Ainda estamos caminhando no Programa Saúde na Escola. Hoje, possuímos 14 unidades escolares em Manguinhos, com cerca de 3 mil alunos. Entre 2010 e 2012, promovemos ações educativas e de saúde bucal e resolução de problemas individuais. A perspectiva para 2013 é atuar em macrorregiões integradas com o CGI, a Assessoria de Cooperação Social (ACS/ENSP) e parceiros – trabalhando com outros eixos, entre eles: saúde bucal, ocular, alimentação e nutrição, imunização e educação em saúde – e contar com a atuação dos professores, que é fundamental”, concluiu o gerente.

A segunda mesa temática do evento, realizada no dia 23/01 pela manhã, debateu o tema O trabalho pedagógico centrado na construção do saber - participativo, prazeroso e significativo, com a professora Mariza Medeiros. No início de sua palestra, Mariza ressaltou que a mudança na educação começou em dezembro de 1996, quando foi publicada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), conhecida como Lei Darcy Ribeiro. “Essa lei traz uma proposta de gestão democrática da escola, que é um espaço cidadão do qual participam profissionais da educação, alunos, pais e sociedade”, e, em seu 12º artigo determina ser incumbência dos estabelecimentos de ensino a elaboração de seu projeto político-pedagógico (PPP) criando processos de integração da sociedade com a escola, foco da proposta da . 


Leia a matéria completa.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Terapia Assistida por Animais em hospitais públicos

Matéria da Agência Câmara (16/01/2013) afirma que a Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei nº 4.455/12, do deputado Giovani Cherini (PDT-RS), que regulamenta o uso de Terapia Assistida por Animais (TAA) nos hospitais públicos e em outros cadastrados no Sistema Único de Saúde (SUS).
Foto: http://leticiapets.blogspot.com.br/2012/12/caes-terapeutas.html
Essa terapia é a consiste na utilização de animais como instrumentos facilitadores de abordagem e de estabelecimento de terapias de pacientes.
Pela proposta, os hospitais do SUS deverão ter profissionais aptos a trabalhar com terapia assistida por animais. Para viabilizar o tratamento, o governo poderá celebrar convênios com hospitais veterinários e com organizações não governamentais que trabalham com animais.
Reconhecida em diversos países como uma técnica útil para socialização de pessoas, psicoterapia e diminuição de ansiedade, esta terapia possibilita a redução do período de internação dos pacientes. Para o deputado Cherini, "afagar um animal permite abrir um espaço potencial para expressar a criatividade e lidar com as emoções, o que denota a sua importância, principalmente nos processos de crise por hospitalização prolongada".
Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

NOTA DO FÓRUM DE MANGUINHOS DE APOIO A ALDEIA MARACANÃ

O Fórum do Movimento Social de Manguinhos expressa sua solidariedade aos companheiros e companheiras da Aldeia Maracanã, comunidade indígena que é contrária à desocupação e à demolição do prédio antigo do histórico Museu do Índio no Rio de Janeiro.

O Fórum, na luta desde 2007 por garantia de direitos nas comunidades de Manguinhos, considera que as lutas nas favelas e a luta dos índios são igualmente necessárias para construirmos uma cidade do Rio de Janeiro com justiça social, habitação saudável e cidadania ativa para todos os trabalhadores(as).

Consideramos inaceitável qualquer ameaça ou despejo com uso de violência por parte de aparato policia, seguindo ordem do Governo do Estado. É fundamental para a cidade do Rio de Janeiro que seja mantido esse patrimônio histórico da cultura nacional, território dos povos tradicionais e de defesa da população indígena.

A luta por direitos da favela de Manguinhos é solidária a lutas dos índios da Aldeia Maracanã e diz NÃO a qualquer projeto elitista de cidade que dê mais valor a estacionamentos e espaços privados do que museus, escolas e espaços públicos socialmente importantes para a população!

Fórum do Movimento Social de Manguinhos