segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Bloco SEMÁFORO NELES!

Moradores e trabalhadores de Manguinhos botam o bloco na rua para continuar a reivindicar um semáforo na Rua Leopoldo Bulhões em frente à Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz). 
É o bloco Semáforo Neles!!!, que nesta quinta-feira, 7/02, se concentra às 14h em frente a escola e segue em direção aos Correios (nº 530), a proposta do bloco foi discutida e aprovada por unanimidade em reunião dos conselheiros de saúde local.
Ao longo de 2012 foram cerca de 100 atropelamentos, uma média de dois por semana. Em vários momentos, as comunidades do entorno buscaram sensibilizar as autoridades municipais, por meio de manifestações com fechamento da via expressa (acolhidas com gás de pimenta), ou por meio de ofícios. A resposta oficial é de que o problema será resolvido com o final das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC): até lá...
Em apoio a esta reivindicação, os integrantes do Conselho Gestor Intersetorial (CGI) do Território Integrado de Atenção Básica à Saúde (Teias – Escola Manguinhos, iniciativa fruto da parceria entre o município do Rio de Janeiro e a ENSP/Fiocruz), decidiram criar uma estratégia que tivesse relação com o reinado de Momo. O CGI é um espaço de gestão participativa, de articulação intersetorial, que reúne gestores, trabalhadores e cidadãos usuários, com o objetivo de melhorar a saúde e as condições de vida de Manguinhos, como a colocação de um semáforo ou redutor de velocidades em frente à ENSP.
Via Expressa - A Rua Leopoldo Bulhões é uma via de mão dupla, que liga Bonsucesso ao bairro de Benfica e dá acessibilidade a maior parte das 13 comunidades da região. Nesta via expressa estão localizadas unidades da rede pública de ensino, Espaço de Desenvolvimento Infantil e creches comunitárias e instituições como a ENSP, CVT-Faetec, Correios. Em toda a sua extensão foram disponibilizados dois semáforos – Mandela 2 (Samora Machel) e Varginha (em frente ao CIEP JK). O fluxo de pedestres aumentou, principalmente por dois fatores: a inauguração, em junho passado, da nova estação intermodal de Manguinhos e construção sob o viaduto de um grande passeio público; e com a ocupação policial em 14 de outubro, com posterior instalação da UPP.

Serviço:
O quê? Bloco Semáforo Neles!
Reivindicação? Semáforo na Rua Leopoldo Bulhões em frente à ENSP/Fiocruz
Quando? 7 de fevereiro, às 14h
Onde? Concentração na Rua Leopoldo Bulhões, em frente ao nº 1.480 (ENSP) seguindo até o nº 530 (Correios)
Informações: Teias – Escola Manguinhos – 2598-2764

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Reunião Ordinária do Fórum ONGs Tuberculose RJ


Pessoal,
No dia 7 de fevereiro, numa quinta-feira, haverá Reunião Ordinária do Fórum ONGs Tuberculose/RJ, que acontecerá das 9h30 às 13h, no auditório da Fundação Ataulpho de Paiva, Av. Almirante Barroso, 54 - 15º andar - Centro - Rio. Este é o primeiro encontro de 2013 que terá como pauta Informes, Propostas de atividades alusivas ao Dia Mundial de Luta Contra a Tuberculose (24 de março), Apresentação e avaliação dos Relatórios da visita de monitoramento e avaliação ao Estado do Rio de Janeiro (2012) feita pelo PNCT/MS, Participação do Fórum no Bloco Carnavalesco "Vestiu Uma Camisinha Listrada e Saiu Por Aí", e Assuntos Gerais.
As discussões são de extrema relevância e quem puder vá e compartilhe com seus parceiros e este blog dos encaminhamentos propostos. E, bom trabalho, galerinha da Secretaria Executiva do Fórum ONGs Tuberculoses - RJ - CEDAPS, CEDUS, GPV-NIT, Grupo Água Viva, Rede de Comunidades Saudáveis. 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Biblioteca Parque de Manguinhos e espaços públicos são fechados temporariamente

A tragédia em Santa Maria está repercutindo em todas as regiões do Brasil fazendo com que as autoridades revejam padrões de segurança em lugares públicos. É o que acontece no Rio de Janeiro, em que muitos foram temporariamente fechados como a Biblioteca Parque de Manguinhos, entre outros espaços culturais públicos.

Nota divulgada no site http://www.cultura.rj.gov.br/espaco/biblioteca-parque-de-manguinhos mostra a ação conjunta da Secretária de Estado de Cultura e o Secretário da Defesa Civil que acordaram fechar, a partir do dia 1º de fevereiro, os espaços culturais da SEC que atendem ao público e que estejam em situação irregular junto ao Corpo de Bombeiros. 

Enquanto isso, as duas pastas estão trabalhando em estreita cooperação no sentido de agilizar todos os procedimentos para a regularização necessária de todos esses espaços, de forma que as atividades sejam retomadas o mais rápido possível.

Os espaços da SEC fechados, temporariamete, a partir do dia 1º de fevereiro são: Biblioteca Parque de ManguinhosBiblioteca Pública de Niterói, MIS, Teatro Arthur Azevedo, Teatro Glaucio Gill, Teatro Armando Gonzaga, Escola de Música Villa-Lobos, Museu do Ingá, Museu Carmen Miranda, Casa de Euclides da Cunha, Casa de Oliveira Vianna, Escola de Artes Visuais, Casa França-Brasil.

Nova Iguaçu quer acabar com a tradicional Feira de Agro-ecológica


O ecologista Sérgio Ricardo nos traz esta notícia, no mínimo surreal, justamente há pouco menos de um ano da Rio+20, quando no Rio de Janeiro, ecologistas do mundo inteiro discutiram como aqueles que seguram a caneta estão articulados para detonar o planeta em benefício de poucos... mas será que não cabe uma simples pergunta, será que eles já encomendaram um novo planeta para eles?... mas deixemos isto pra lá e vamos direto ao informe sobre esta lição de democracia dada pelo gestor Novaiguaçuano.

"A Prefeitura de Nova Iguaçu de forma absurda e anti-democrática ameaça acabar com a Feira de Agro-ecologia que funciona há 6 anos gerando empregos e que incentiva a produção de alimentos saudáveis e sem agrotóxicos.
 
Em seu governo anterior (2000-2004), o Prefeito Nelson Bornier (PMDB-RJ) extinguiu por Decreto as áreas rurais e agrícolas do município, o que gerou uma forte mobilização da sociedade civil que culminou com a aprovação de uma Lei Municipal pela Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu que restabeleceu as áreas rurais e agrícolas do município no Plano Diretor da cidade.

Assine o abaixo-assinado pela manutenção da Feira da Roça de Nova Iguaçu, na Praça Rui Barbosa: https://docs.google.com/document/d/1dl-IEh_Ouv99xeVChhEIVAqtPHnFdyl_Owr0xGWW7HI/edit

Carta dos agricultores e movimentos sociais à Prefeitura de Nova Iguaçu:https://docs.google.com/document/d/171YpqP8EkUI9ofRh9ERt7uRxK6uCQsOqds6Nw9KyKOM/edit"

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

"Dia da Não Violência" no Centro de Saúde Escola



Comemorado em 30 de janeiro, o Dia da Não Violência foi instituído em razão da morte do líder indiano pacifista Mahatma Gandhi, que foi brutalmente assassinado, em 30 de janeiro de 1948, por um indivíduo qu e nunca aceitou seus ideais. Desde então, o mundo celebra a data como o Dia Mundial da Não Violência. 

Para comemorar a data, o Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSEGSF/ENSP) promoverá, na quinta-feira (31/1), das 9 às 12 horas, na sala de espera, diversas ações educativas para sensibilizar e conscientizar a população sobre o sentido da solidariedade, da paz e dos direitos humanos. A atividade é aberta ao público e visa, principalmente, à participação dos moradores do Complexo de Manguinhos e pacientes do Centro de Saúde Escola.

A programação prevê conversas e discussões sobre violência contra crianças, adolescentes e mulheres, com destaque para a necessidade da paz nas relações pessoais, familiares e profissionais, no âmbito da intercomunicação pessoal. As atividades envolverão músicas, vídeos e conversas sobre a paz no mundo, com a participação de profissionais do CSEGSF e da Estratégia de Saúde da Família.

Fonte: Informe Ensp

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Travestis e transexuais terão nome social no Cartão Nacional de Saúde


A partir de agora, travestis e transexuais terão o nome social impresso no Cartão Nacional de Saúde, em lugar do nome de batismo. De acordo com o Ministério da Saúde, essa ação contribui para a redução do estigma, preconceito, violência e discriminação social, promovendo o acesso à saúde de todos de forma humanizada. O anúncio foi feito no dia 28/1, durante coletiva em alusão ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, comemorado em 29 de janeiro.

Outras iniciativas do Ministério da Saúde, em conjunto com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, são o combate à violência transfóbica e o reconhecimento da saúde como espaço de cidadania. Para isso, foi criado um cartaz, que será distribuído nos serviços de saúde, para estimular um atendimento acolhedor às travestis e transexuais. A representante social das travestis e transexuais do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Fernanda Benvenutty, ilustra a campanha. “A saúde tem sido precursora para a campanha dos direitos da minoria”, ressalta. Quem se sentir ofendida pelo atendimento prestado deve contatar o Disque Direitos Humanos e discar 100.

Fonte: Blog da Saúde

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Remoção do Museu do Índio: Governo do Rio recua

(Tânia Rêgo / ABr)
Governo do estado do Rio recua e decide manter o prédio do Museu do Índio, no Maracanã, zona norte do Rio. 

“O estado ouviu as considerações da sociedade a respeito do prédio histórico, datado de 1862, analisou estudos de dispersão do estádio e concluiu que é possível manter o prédio no local." 

Entretanto, tal decisão só ocorreu dois dias depois que a Justiça concedeu liminar à Defensoria Pública do Estado impedindo a demolição museu, localizado ao lado do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã.

Os dois gestores, governador Sérgio Cabral e prefeito do Rio, Eduardo Paes, irão declarar o tombamento do imóvel e definir qual será a destinação do mesmo. A restauração do prédio, de acordo com o governo estadual, ficará a cargo da empresa que vencer a licitação para as obras do Complexo do Maracanã, cujo edital sairá em fevereiro.

Mas, este recuo não vai sair  barato: a nota diz ainda que  “o governo está tomando às devidas providências para que o local seja desocupado dos seus invasores”. É bom lembrar que desde 2006, o prédio é ocupado por índios que deram o nome ao local de Aldeia Maracanã. 

O grupo está reunido para discutir a decisão do governo do estado, informou um dos líderes do grupo, Afonso Apurinã.

Fonte: Agência Brasil

Foi mal…

Não há preconceito racial no Brasil. Tudo não passa de mal-entendido... Esta é a resposta padrão de quem é pego em uma das incontáveis cenas cotidianas de discriminação, evidência de legado brasileiríssimo: o racismo velado.
Em São Paulo, a maternidade Santa Joana publica em seu site informações aos futuros pais. Em um dos textos, há dicas para mães que querem alisar os cabelos crespos da filhas: “Muitas crianças nascem com os cabelos crespos ou rebeldes demais. Com a adesão cada vez maior às técnicas de alisamento, algumas mães recorrem a essas alternativas para deixarem as crianças mais bonitas.” Isso, você leu “mais bonitas”. E o que são cabelos “rebeldes demais”? Com a repercussão da história, o hospital retirou o post do ar.
Em Campinas (SP), policiais da PM que atuam em bairro nobre cumprem a determinação de abordar “indivíduos em atitude suspeita, em especial os de cor parda e negra”. A orientação consta de ordem de serviço assinada pelo comandante do batalhão, e se tornou pública graças à repórter Thais Nunes, do “Diário de S.Paulo”. O Comando da PM nega teor racista na determinação, dizendo que apenas descreve suspeitos de furto na região. Pode ser, mas a reportagem pediu documento semelhante, em que o alvo das abordagens fossem suspeitos brancos. Não obteve resposta.
No Rio de Janeiro, uma família vai a uma concessionária da BMW em busca de um carro novo. O casal, pais de cinco filhos, estão acompanhados do caçula, adotivo e negro. Enquanto conversavam com o gerente de vendas, o garoto se aproxima do pai, quando é enxotado pelo funcionário da loja. “Eles pedem dinheiro e incomodam os clientes”, justifica-se, ignorante da situação. Naturalmente, os futuros compradores deixaram a loja atônitos, e buscam retratação pública.
Claro que nos três casos tudo não se passou de “mal-entendido”, como explica representante da concessionária em e-mail enviado aos pais. Ora, a maternidade também diz que “não foi sua intenção ofender qualquer pessoa", e o comando da PM paulista reconhece um "deslize de comunicação" (deixaram escapar o que, aliás, já se sabe). A lógica do discurso do mal-entendido é a do “deixa disso”, de que só mesmo sendo muito melindroso para se ofender. “Coisa de complexado, né?”.
Ocorre que não só existe racismo no Brasil como nos esforçamos em ignorá-lo, tamanha é a força persuasiva da ideia de que o último país escravocrata do continente possa ser livre de preconceito racial sem encarar sua herança. Engano persistente desde a origem do mito fundador nacional, que vinga como solução imaginária para tensões de uma nação formada de maneira autoritária, de cima para baixo.
Contra esse papinho do mal-entendido, os pais do menino carioca criaram uma página no Facebook:“Preconceito racial não é mal-entendido. É crime”. Simples assim.
Fonte: Por Michel Blanco | Putz – sáb, 26 de jan de 2013

domingo, 27 de janeiro de 2013

#OcupaALEMÃO

Uma roda de conversa pra iniciar os trabalhos no Ocupa Alemão realizado no sábado, 26/01/2013, no largo do Bulufa, na favela da Grota no Complexo do Alemão, na qual será debatido temas como o lixo 'seu, meu e nosso' e a resolução 013, que dá direito a PM de autorizar ou não eventos culturais nas favelas. 

Muita gente bacana que acredita que para um novo mundo possível é necessário o protagonismo juvenil, a ação em redes e o entendimento de que juntas somos mais fortes. Cada pequeno grupo está integrado a outro e assim por diante, não estamos sozinhos e não devemos deixar que a opressão nos fragmente, nos separe - juntos somos fortes. 

Teve gente que dividiu com os presentes reflexões e histórias super importante, como lideranças comunitárias, jornalistas, organizações não governamentais, entre eles: Maycom Brum, Thamyra Thâmara de Araújo, Pamela Souzza, Luciano Garcia, Fransérgio Goulart Goulart, Joel Gil León, Alexandra Silva, Rene Silva, Fabrica Verde, Camila Endless, Marcelo Magalhães Sampaio, Renato Endless e Denise Perez em Favela Da Grota - Complexo Do Alemão, a jornalista AlexandraMC Calazans falou sobre os memoráveis bailes e eventos que ocorreram no largo do Bulufa. Fransérgio, do Fórum de Juventude, tratou da importância da apropriação do espaço público.