A 17a Parada Gay foi um sucesso! Cerca de um milhão de pessoas percorreram a orla de Copacabana no domingo, 18 de novembro, animadas pelos 13 trios elétricos que convocavam a população a repensar práticas discriminatórias, homofóbicas e violência crescentes. As palavras de ordem focavam direitos iguais ao de todos os cidadãos, defendendo que a população LGBTs - lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros - ainda integrantes de um grupo minorizado, tivessem assegurados direitos já garantidos em legislação federal que reprimem, entre outros crimes, a prática de injúria, difamação, lesão corporal e homicídio.
| A equipe de profissionais de saúde a postos para quaisquer eventualidades. |
Também ao longo da orla marítima, várias tendas davam orientações jurídicas, prestavam atendimento médico emergencial e para turistas. Uma das tendas chamava a atenção pela constante fila: a Sensation. Segundo a organização, a ideia era apresentar ao público uma das atrações da Expo Rainbow - primeira feira GLS brasileira que aconteceu entre os dias 15 e 19 no Espaço Ação e Cidadania.
| O jovem leopardo, Rubens Junior, morador do Mandela 2, preparou-se especialmente para a ocasião |
O aprendizado foi muito grande, disseram as moradoras da comunidade de Mandela 1, em Manguinhos, Sueli, Josenilda, Adriana Souza e Adriana (que concorreu ao Conselho Gestor Intersetorial do Teias - Escola Manguinhos, no segmento Grupos Minorizados). "Estou adorando tudo o que está acontecendo, e aprendendo muito, pois são muitas informações que não tínhamos conhecimento", salientou Adriana Souza. Na realidade, todos, em alguma medida, estamos aprendendo com quem já está na estrada há tempos e dialogando com quem sequer pensa em caminhar nesta seara, mas que precisa aprender a lidar com a diversidade.
Cleber Vicente estava a postos para tirar quaisquer dúvidas, indicar onde o pessoal de Manguinhos se posicionaria nos trios elétricos, além de outras mil atividades. "Do Complexo de Manguinhos levamos oito meninos. Rubens e Diego, por exemplo, já haviam participado da parada, e os outros ainda não, e esta experiência foi fundamental, segundo eles, pois possibilitou que saíssem da restrição geográfica e também psicológica."
| Cleber Vicente, ONG Arco Íris e projeto Entre Garotos em Manguinhos |









