sábado, 30 de junho de 2012

Capoeira em Manguinhos

Aos sábados das 13h às 16h, um grupo de crianças e jovens particiam de mais um treino de capoeira no Colégio Estadual Compositor Luiz Carlos da Vila, liderado pelo professor Monrah (Douglas Verediano), graduado e integrante do Sistema Brasileiro de Capoeira. Segundo o orientador da garotada, o primeiro “batizado” do grupo vai acontecer no dia 1° de setembro. 


"Batizado", em linhas gerais, é uma festa tradicional de troca de cordas ou de elevação de status na severa hierarquia capoeira, tanto na Angola como na Regional. Nesta celebração, os novos capoeiristas participam pela primeira vez do jogo na roda de capoeira diante de mestres consagrados. Esse primeiro fogo é realizado com um professor, contra- mestre ou mestre que ficará sendo o seu padrinho. O aluno batizado (afilhado) deve levar consigo eternamente a lembrança da festa e ter uma eterna admiração pelo seu padrinho.


A capoeira é um jogo, uma dança originalmente praticada pelos escravizados oriundos de África. Esta prática se tornou parte da cultura popular e se desenvolveu na história do Brasil até como forma de resistência dos negros, inclusive durante a Ditadura Militar (1964-1985), a capoeira de rua sofreu repressão e perseguição, considerada atividade subversiva pelo governo militar. 

Vale destacar que esta modalidade esportiva também participou da Olimpíada Cultural, realizada em 9 de junho, promovida pelo Conselho Comunitário de Manguinhos, que contou com a parceria de diversos atores sociais locais e de instituições privadas e públicas. A Fiocruz se fez presente por meio de algumas da participação de trabalhadores e pesquisadores, de algumas unidades, que deram visibilidade aos projetos de desenvolvimento e pesquisa, como ocorreu com alguns integrantes do PDTSP - Programa de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação em Saúde Pública.

Questão racial na educação é tema de curso de férias da Unisuam

A UNISUAM abriu vagas para o curso de férias sobre questão racial na educação - "Pedagogia de Combate ao Racismo". O objetivo é refletir criticamente sobre as emergências de práticas pedagógicas antirracistas na educação brasileira, com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais para educação das Relações Étnicorraciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.
São cinco aulas, sempre as terças e quintas-feiras, das 18h às 21h – dias 17, 19, 24, 26 e 31 de julho. O investimento é de R$ 40,00 com certificado da instituição. Os interessados devem se inscrever através do site http://apl.unisuam.edu.br/sagaweb/aluno/selecaoatividade.php?buscaAtividade=9100

Programação das aulas
Aula 1 – 17/7: Sensibilização sobre a temática do Racismo na sociedade brasileira;
Aula 2 – 19/7: História e conseqüências do Racismo no Brasil;
Aula 3 – 24/7: O Racismo, preconceito e discriminação na educação;
Aula 4 – 26/7: Educação Antirracista_ Lei federal 10.639/03;
Aula 5 – 31/7: Pedagogia das Relações étnicorraciais.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Fiocruz repudia assassinatos de pescadores da Baía de Guanabara e se solidariza com os movimentos sociais

A Presidência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) torna público o seu veemente repúdio pelos brutais assassinatos dos pescadores e ativistas João Luiz Telles Penetra (Pituca), de 40 anos, e Almir Nogueira de Amorim, de 45 anos, que morreram na madrugada do sábado passado (23/6), na Baía de Guanabara. Ambos tiveram pés e mãos amarrados e morreram afogados.

João Luiz e Almir integravam a Associação Homens e Mulheres do Mar (Ahomar) e militavam no movimento ambientalista da baía. Em 18 de junho, durante a Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo, os dois participaram de uma atividade da tenda Saúde, Ambiente e Sustentabilidade, organizada pela Fiocruz.

João Luiz e Almir lutavam contra o fim da pesca artesanal e pela preservação das derradeiras áreas de manguezais – cada vez mais devastadas – da Baía de Guanabara. João Luiz era um dos últimos articuladores da resistência da pesca artesanal na Ilha de Paquetá.

A Fiocruz se junta aos demais ambientalistas e entidades da sociedade civil no movimento de solidariedade às famílias das vítimas deste ato odioso e também espera, por parte das autoridades competentes, uma investigação que leve ao total esclarecimento do caso, à punição dos responsáveis pelas mortes e à proteção dos outros militantes.

Paulo Gadelha, presidente da Fiocruz
Valcler Fernandes, vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz

Prorrogadas as inscrições para a Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente

Alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do 1º ao 4º anos do Ensino Médio - incluso os Ensino Profissionalizante e de Jovens e Adultos - ainda têm oportunidade de se inscreverem para a Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA): o prazo das inscrições foi prorrogado até o dia 2 de julho. As modalidades são Produção Audiovisual, Produção de Texto e Projeto de Ciências

A OBSMA é um projeto educativo que busca estimular o desenvolvimento de atividades interdisciplinares nas escolas públicas e privadas brasileiras, incentivando professores e alunos a produzirem trabalhos relacionados à saúde, meio ambiente e qualidade de vida.

Para participar, os professores devem acessar o site www.olimpiada.fiocruz.br e inscrever os trabalhos realizados com seus alunos na temática da Olimpíada. Estão entre os objetivos da OBSMA: (1) incentivar a realização de atividades interdisciplinares relacionadas à saúde, ao meio ambiente e à qualidade de vida, nas escolas brasileiras de educação básica e (2) conhecer, valorizar e divulgar estas atividades.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Alunos do Peja expuseram trabalhos realizados no semestre


Estudantes do Programa de Educação de Jovens e Adultos (Peja) de Manguinhos participaram do “Laboratórios do Livre Saber” e da “Feira de Ciência, Cultura e Arte”. A iniciativa ocorreu de 25 a 29 de junho, com a apresentação de trabalhos realizados no programa. As atividades foram realizadas no Espaço Casa Viva (Rua Capitão Bragança, 142 – Manguinhos) e na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz).  

Por um CAPs AD da Cap 3.1 em Manguinhos

Pessoal,
Não é de hoje que os moradores do bairro de Manguinhos vem reivindicando um CAPs AD da Cap 3.1 - que é um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas que oferece atendimento diário a pacientes que fazem uso prejudicial de álcool e outras drogas, permitindo o planejamento terapêutico dentro de uma perspectiva individualizada de evolução contínua.

Em reunião do Conselho Gestor do Teias Escola Manguinhos, os conselheiros deliberaram a construção de um abaixo assinado a ser entregue a prefeitura para que seja construido o Caps Ad da Cap 3.1 no Bairro de Manguinhos.

Essa ação surge por conta das várias vezes que o Estado se compremeteu com o território e não cumpriu, tanto a instalação da terceira clínica que atenderia a área de Vila Turismo quanto o Caps Ad, estas reivindicações foram reafirmadas na Conferência Local de Saúde no ano de 2011.

Há fortes rumores (neste ano eleitoral) de que a Prefeitura está querendo construir o Caps Ad em outro local da cidade.

Sendo assim, novamente Manguinhos ficaria para trás, para o final da fila, ou melhor, seria tirada da fila. Então, pessoal, é de extrema importância reafirmarmos o que a população de Manguinhos quer e não os interesses realizados por acordos políticos.
Assim contamos com o apoio de todos para assinarem e repassarem o abaixo assinado.

segue abaixo o link:
http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoAssinar.aspx?pi=mangue

Manifesto de Repúdio pelo Assassinato dos Pescadores da AHOMAR


Corpos de João Luiz (foto) e de Almir 
sinalizavam execução sumária: 
mãos e pés amarrados para trás. 
Indepedentes de pessoas estarem ou não integrando organizações e movimentos sociais, é fato de que a sociedade brasileira não suporta mais assassinatos de lideranças de movimentos sociais que brigam e devotam suas vidas para que o ser humano seja mais justo para com o ser humano e o meio ambiente em que vive e viverá seus descendentes.

No último dia 22 de junho, uma tragédia anunciada se tornou realidade: mais dois  Pescadores da AHOMAR (ver manifesto abaixo) foram assassinados. A Justiça Global e outras organizações estão passando o Manifesto exigindo a apuração destes e de outros casos de violência contra os pescadores da AHOMAR.

 Presidente da Associação
Homens do Mar, Alexandre Anderson,
é pescador da Lagoa Praia de Mauá,
também conhecida Guia de Pacubaiba,
também está marcado para morrer.
"Pedimos desculpas pela urgência, mas as *adesões deverão ser enviadas para o email contato@global.org.br* até amanhã, *sexta feira, 29 de junho, as 9h*. Ao mesmo tempo convocamos a tod@s para o *lançamento do manifesto*, que acontecerá *amanhã, sexta feira, 29 de junho*, na *OAB RJ* (Av. Marechal Câmara, 150, auditório do 4° andar) as *11 da manhã*. Representantes da AHOMAR estarão presentes."



Manifesto de Repúdio pelo Assassinato dos Pescadores da AHOMAR

Os movimentos sociais e organizações da sociedade civil que subscrevem o presente Manifesto expressam sua indignação pelo brutal assassinato dos pescadores artesanais Almir Nogueira de Amorim e João Luiz Telles Penetra (Pituca), membros da Associação Homens e Mulheres do Mar (AHOMAR), da Baía de Guanabara. Exigimos que o Estado do Rio de Janeiro e o Estado Brasileiro tomem as providências imediatas para investigar os fatos, proteger e garantir a vida dos pescadores artesanais ameaçados. 

Almir e Pituca eram lideranças da AHOMAR, organização de pescadores artesanais que luta contra os impactos socioambientais gerados por grandes empreendimentos econômicos que inviabilizam a pesca artesanal na Baía de Guanabara. Ambos desapareceram na sexta-feira, dia 22 de junho de 2012, quando saíram para pescar. O corpo do Almir foi encontrado no domingo, dia 24 de junho, amarrado junto ao barco que estava submerso próximo à praia de São Lourenço, em Magé, Rio de Janeiro. O corpo de João Luiz Telles (Pituca) foi encontrado na segunda-feira, dia 25 de junho, com pés e mãos amarrados e em posição fetal, próximo à praia de São Gonçalo, Rio de Janeiro.

A História de Luta da AHOMAR

A AHOMAR representa pescadores artesanais de sete municípios da Baía de Guanabara e possui 1870 associados. Desde 2007 vem denunciando sistematicamente as violações e crimes ocorridos na construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ) um dos maiores investimentos da história da Petrobrás e parte do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).

Em 2009, os pescadores da AHOMAR ocuparam as obras de construção dos gasodutos submarinos e terrestres de transferência de GNL (Gás Natural Liquefeito) e GLP (gás liquefeito de petróleo) realizado pelo consórcio das empreiteiras GDK e Oceânica, contratadas pela Petrobras. Essa obra inviabiliza diretamente a pesca artesanal na Praia de Mauá-Magé, Baia de Guanabara, onde fica a sede da AHOMAR.

Eles ancoraram seus barcos próximos aos dutos da obra e ali permaneceram durante 38 dias. Desde então, os pescadores sofrem constantes ameaças de morte. Em maio do mesmo ano, Paulo Santos Souza, ex-tesoureiro da AHOMAR, foi brutalmente espancando em frente a sua família e assassinado com cinco tiros na cabeça. Em 2010, outro fundador da AHOMAR, Márcio Amaro, também foi assassinado em casa, em frente a sua mãe e esposa. Ambos os crimes até hoje não foram esclarecidos.

Em função da violência contra os pescadores e das constantes ameaças de morte, desde 2009 Alexandre Anderson de Souza, presidente da AHOMAR, vive com sua família sob a guarda do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, vivendo 24 horas por dia com escolta policial. O que não impediu que Alexandre Anderson sofresse novos atentados contra a sua vida.

Intensificação das ameaças e novas mortes

No final de 2011 e início de 2012 os pescadores da AHOMAR voltaram a se mobilizar contra os impactos decorrentes das obras do COMPERJ. Com a justificativa de acelerar o cronograma de execução das obras, a Petrobras e o INEA tentaram retomar uma proposta já descartada durante o processo de licenciamento ambiental. A manobra visa transformar o Rio Guaxindiba, afluente da Baia de Guanabara, localizado na Área de Proteção Ambiental de Guapimirim, numa hidrovia para transporte de equipamentos do COMPERJ.

Conscientes da magnitude dos impactos que seriam provocados sobre a Baia de Guanabara e a pesca artesanal, os integrantes da AHOMAR denunciaram a intenção da Petrobras e lideraram uma mobilização em solidariedade ao Chefe da APA Guapimirim, Breno Herrera, ameaçado de exoneração da ICMBIO por se opor ao impacto desse empreendimento. Desde então, as ameaças aos pescadores da AHOMAR se intensificaram.

Para agravar a situação, no mês de fevereiro deste ano o Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) da Praia de Mauá, onde fica a sede da AHOMAR e a residência do Alexandre Anderson, foi desativado, expondo os pescadores a novas ameaças e tornando a população local ainda mais vulnerável. Nesse período pelo menos outras três lideranças da AHOMAR foram ameaçadas de morte.

Foi neste contexto, de desarticulação da segurança pública na região e intensificação das ameaças contra os pescadores que Almir Nogueira de Amorim e João Luiz Telles Penetra (Pituca) foram assassinados. Trata-se, portanto, de uma crônica de mortes anunciadas. Ambos foram encontrados com claras evidencias de execução.

Diante destes graves acontecimentos manifestamos toda a nossa solidariedade à AHOMAR e aos familiares dos pescadores assassinados. Ao mesmo tempo, exigimos:

1.    Que os mandantes e assassinos diretos de Almir Nogueira de Amorim e João Luiz Telles Penetra sejam identificados e responsabilizados;

2.    Que sejam concluídas as investigações pelas mortes de Paulo Santos Souza e Márcio Amaro, até hoje não esclarecidas, e que seus assassinos também sejam identificados e responsabilizados;

3.    Que sejam investigadas todas as ameaças aos pescadores artesanais da AHOMAR.

4.    A assinatura pelo Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, do Decreto de institucionalização do Programa Estadual de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos;

5.    O acompanhamento da apuração dos assassinatos das lideranças aqui listadas pela Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República;

6.    O fortalecimento da proteção do Alexandre Anderson e que a escolta policial seja estendida à sua esposa, Daize Menezes de Souza;

7.    A imediata reabertura da DPO da Praia de Mauá e o Fortalecimento da Segurança Pública da região;

8.    Que a Petrobrás e as empresas a ela vinculadas no escopo das obras do COMPERJ na Baía de Guanabara negociem com a AHOMAR a justa pauta de reivindicações do movimento.

Os signatários abaixo listados seguirão denunciando os extermínios dos lutadores sociais que estão enfrentando de modo legitimo a destruição das condições de pesca artesanal na Baia da Guanabara e nas demais áreas pesqueiras do Rio de Janeiro. Igualmente, acompanharemos o processo de investigação e as providencias do governo estadual em defesa da integridade dos demais pescadores em luta. As mortes de Almir, João Luiz, Paulo e Marcio nos leva a afirmar: somos todos pescadores, somos todos militantes da AHOMAR!

Assinam:
 
Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Serra/ ES
Terra de Direitos
Movimento Nacional de Direitos Humanos
Movimento Nacional de Direitos Humanos/ RJ
Movimento Nacional de Direitos Humanos/ ES
Justiça Global
Instituto dos Defensores dos Direitos Humanos (DDH)
Amigos da Terra Brasil
Mariana Criola – Centro de Assessoria Jurídica Popular

Festa Junina na Biblioteca Parque de Manguinhos


Pessoal, sábado, 30 de junho, a partir das 18h, a praça em frente a Biblioteca Parque de Manguinhos vai ter uma grande e bonita festa junina. Mas, olhe, é bem no estilo tradicional de roça baião de Dois com barraquinhas, jogos, comidas típicas, danças caipiras e forró Pé de Serra ao vivo com Cassiano e Trio Beija Flor, Carlinhos Calixto e Trio Nordestinidade.

É bacana ficar sabendo que o "Arraía Baião de Dois" é uma homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga. Na programação, muita brincadeira e apresentação de quadrilhas juninas e muito mais...

Serviço
Evento: Arraiá Baião de Dois
Horário: a partir das 18h
Local: Praça em frente a Biblioteca Parque de Manguinhos
Avenida Dom Helder Câmara, 1.184 - Benfica

Redução da Mortalidade Materna

O dia 28 de maio registra, para além do Dias das Mães - de apelo comercial -, o Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna.

De acordo com as Nações Unidas, em todo o mundo, cerca de 536 mil mulheres e meninas morrem por ano de complicações relacionadas à gestação e ao parto, isto é, são mais de 1.400 mortes por dia.

No Brasil, a morte materna é uma das dez principais causas de óbito entre mulheres de 10 a 49 anos. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2010 a razão de morte materna foi de 68 óbitos por 100 mil nascidos vivos. Cabe observar que as mulheres negras morrem 7 vezes mais (por negligência e omissão dos serviços de saúde).

Para que o Brasil atinja a meta do Objetivo de Desenvolvimento do Milênio 5, de saúde materna,  será preciso reduzir a razão de morte materna para 35 óbitos por 100 mil nascidos vivos até 2015, mas infelizmente as projeções para o ano indicam um número acima do esperado.

Fonte: Boletim Eletrônico NEPAE-NESEN/http://www.uff.br/jsncare/index.php/bnn/index

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Inaugurada estação ferroviária de Manguinhos


Cabral Filho no passeio-teste. 
Foto: Paulo Araújo / Agência O Dia

No domingo, 24 de junho, Manguinhos apareceu no noticiário nacional não mais como “terra sem lei” ou “cracolândia”; mas houve quem ainda insistisse no pejorativo codinome de “faixa de Gaza”. O bairro foi pautado nos cadernos de Cidade, Geral e mesmo de Política, por conta da inauguração de sua estação ferroviária, que contou com a presença de candidatíssimos ao lado do governador do Estado.

Mas, para que as autoridades e imprensa internacional/nacional pudessem participar e registrar a inauguração, algumas providências foram tomadas.

- Operações da PM com o Caveirão nas comunidades próximas à bela e imponente Estação Ferroviária de Manguinhos;


Cartaz dá o tom do Proibidão
- Cinco dias antes, o tráfico proibira a venda de crack nas favelas do Jacarezinho, Mandela e de Manguinhos, cerca de dois meses depois do lançamento no Rio do programa "Crack, é possível vencer", do governo federal.
  Segundo a imprensa, a ordem veio de dentro de presídios, que mandou fiar um cartaz, "em breve", ao lado da "cracolândia" ou "Faixa de Gaza", em Mandela, na Rua Leopoldo Bulhões. 
  De acordo com o noticiário dos jornais, parece que se quer evitar a ocupação das favelas pela Força Nacional de Segurança.

Estação Ferroviária de Manguinhos - Com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento, a obra é fruto da parceria entre os governos federal e estadual. A nova estação, operada pela SuperVia, tem três andares, escadas rolantes, bicicletários e elevador com acessibilidade para idosos e pessoas com deficiência.

A estação foi construída, assim como a via férrea, nas alturas. A ideia seria permitir a integração das comunidades do entorno, antes separadas pela ferrovia. 

Inspiração espanhola perto dos rios poluídos e áreas de enchente - Sob o viaduto, segundo o projeto, “um passeio público, com quiosques e piso de madeira ecológica, inspirado nas ramblas, da cidade de Barcelona, na Espanha”. O governo estadual, disse que “a área deverá ganhar futuramente um complexo esportivo, com cerca de 20 mil metros quadrados”.

Na inauguração, o governador Sérgio Cabral afirmou que o Estado empatou R$1 bilhão em intervenções realizadas em parceria com o governo federal, que fazem parte do PAC. “Esta obra magnífica foi concluída por meio da união de esforços. Foram colocados 50% de recursos federais e 50% de recursos do governo do estado. Cuidem desta estação, preservem-na. Temos aqui a rambla de Manguinhos. Quando vi esse projeto em Barcelona quis trazê-lo para cá. Haverá quiosques, atividade comercial. Estamos trazendo novas oportunidades de convivência.” 

Fonte: R7, Portal AZ.

Centro de Saúde Escola recebe certificado de qualidade internacional


Antonio Ivo (diretor da ENSP),
Paulo Gadelha (presidente da Fiocruz)
e Emília Correa (chefe do CSEGSF)
Foto: Guilherme Kanno
Os conselheiros de saúde do Conselho Gestor do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CG do CSEGSF) participaram de uma comemoração especial - a cerimônia de recebimento do certificado de acreditação internacional, ocorrida no último dia 14 de junho.

É o primeiro centro de atenção primária em saúde das Américas a receber esta certificação, o que significa o reconhecimento da qualidade dos serviços prestados à população. “Receber essa certificação significa saber que o Centro de Saúde Escola presta para Manguinhos uma Atenção Primária pública reconhecida em nível internacional, ou seja, estamos retornando para a população um recurso que é dela", comemora a sua chefe, Emilia Correia.

O processo foi realizado pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), que aplica o método internacional da organização norte-americana Joint Commission International (JCI). A unidade de saúde, que também é um departamento da ENSP, recebeu a placa de “Acreditado” pela sua chefe, Emília Correia, o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, o diretor geral da ENSP, Antonio Ivo, trabalhadores e conselheiros de saúde do Conselho Gestor do CSEGSF.


Conselheira de Saúde,
Simone dos Anjos,
recebe certificado de
Emília Correa
Foto: Rosane Marques
Mas o que é "Acreditação”? 

É o reconhecimento formal por uma organização independente especializada em normas técnicas daquele setor de que uma instituição atende aos requisitos previamente definidos e demonstra ser competente para realizar suas atividades com segurança. As acreditações na área da saúde certificam as instituições que demonstram possuir ações/processos que priorizem a segurança e qualidade no atendimento ao paciente baseados nas melhores práticas internacionais vigentes.


Reconhecimento internacional
de qualidade no atendimento
Foto: Guilherme Kanno

Ou seja, esta Certificação Internacional demonstra o grau de comprometimento dos trabalhadores do CSEGSF também de seus conselheiros, parceiros no cotidiano desta unidade de saúde da ENSP/Fiocruz.

I Encontro de Informação para Pesquisa Científica

Pessoal da área de comunicação, ou que se interesse por saber que caminhos trilhar para divulgar pesquisas científicas.

Acontece de 25 a 29 de junho, o I Encontro de Informação para Pesquisa Científica na Biblioteca da Escola de Enfermagem (BENF), da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói.

O objetivo do Seminário, voltado para estudantes e profissionais da área de saúde, é municiar os pesquisadores sobre como melhor divulgar seus trabalhos científicos, seguindo as normas existentes.

Dentre os temas abordados, destacam-se “Projetos e pesquisas: como escrever um artigo original”, “Bases de dados: Science Direct, Ebsco, Ebscohost, Proquest, Pubmed/Medline, Web of Science”; Journal Citation Reports (JCR), dentre outros.

As vagas são limitadas, com inscrições gratuitas que poderão ser feitas de 8 a 20 de junho. Informações: inscricoes_benf@vm.uff.br

domingo, 24 de junho de 2012

Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental

Trechos da Declaração Final - Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental - Em defesa dos bens comuns, contra a mercantilização da vida

Texto completo no Link: http://cupuladospovos.org.br/2012/06/declaracao-final-da-cupula-dos-povos-na-rio20-2/

A Cúpula dos Povos é o momento simbólico de um novo ciclo na trajetória de lutas globais que produz novas convergências entre movimentos de mulheres, indígenas, negros, juventudes, agricultores/as familiares e camponeses, trabalhadores/as, povos e comunidades tradicionais, quilombolas, lutadores pelo direito a cidade, e religiões de todo o mundo. As assembleias, mobilizações e a grande Marcha dos Povos foram os momentos de expressão máxima destas convergências.

Há vinte anos o Fórum Global, também realizado no Aterro do Flamengo, denunciou os riscos que a humanidade e a natureza corriam com a privatização e o neoliberalismo. Hoje afirmamos que, além de confirmar nossa análise, ocorreram retrocessos significativos em relação aos direitos humanos já reconhecidos. A Rio+20 repete o falido roteiro de falsas soluções defendidas pelos mesmos atores que provocaram a crise global. À medida que essa crise se aprofunda, mais as corporações avançam contra os direitos dos povos, a democracia e a natureza, sequestrando os bens comuns da humanidade para salvar o sistema econômico-financeiro.

As múltiplas vozes e forças que convergem em torno da Cúpula dos Povos denunciam a verdadeira causa estrutural da crise global: o sistema capitalista patriarcal, racista e homofóbico.

A dita “economia verde” é uma das expressões da atual fase financeira do capitalismo que também se utiliza de velhos e novos mecanismos, tais como o aprofundamento do endividamento publico-privado, o super-estímulo ao consumo, a apropriação e concentração das novas tecnologias, os mercados de carbono e biodiversidade, a grilagem e estrangeirização de terras e as parcerias público-privadas, entre outros.

A transformação social exige convergências de ações, articulações e agendas a partir das resistências e alternativas contra hegemônicas ao sistema capitalista que estão em curso em todos os cantos do planeta. Eixos de luta:

Contra a militarização dos Estados e territórios;
Contra a criminalização das organizações e movimentos sociais;
Contra a violência contra as mulheres;
Contra a violência as lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e transgeneros;
Contra as grandes corporações;
Contra a imposição do pagamento de dívidas econômicas injustas e por auditorias populares das mesmas;
Pela garantia do direito dos povos à terra e território urbano e rural;
Pela consulta e consentimento livre, prévio e informado, baseado nos princípios da boa fé e do efeito vinculante, conforme a Convenção 169 da OIT;
Pela soberania alimentar e alimentos sadios, contra agrotóxicos e transgênicos;
Pela garantia e conquista de direitos;
Pela solidariedade aos povos e países, principalmente os ameaçados por golpes militares ou institucionais, como está ocorrendo agora no Paraguai;
Pela soberania dos povos no controle dos bens comuns, contra as tentativas de mercantilização;
Pela mudança da matriz e modelo energético vigente;
Pela democratização dos meios de comunicação;
Pelo reconhecimento da dívida histórica social e ecológica;
Pela construção do DIA MUNDIAL DE GREVE GERAL.

Voltemos aos nossos territórios, regiões e países animados para construirmos as convergências necessárias para seguirmos em luta, resistindo e avançando contra os sistema capitalista e suas velhas e renovadas formas de reprodução.

Em pé continuamos em luta!

Rio de Janeiro, 15 a 22 de junho de 2012.

Cúpula dos Povos por Justiça Social e ambiental em defesa dos bens comuns, contra a mercantilização da vida.

Cobertura da Rio+20 pelo Politécnico EPSJV

O pesquisador e professor do Politécnico Alexandre Pessoa (Lavsa/EPSJV/Fiocruz) enviou agradecimentos a todos pela construção coletiva das atividades na Cupula dos Povos. A cobertura do site do Politécnico mostra o intenso trabalho realizado pela sua equipe. Confira as matérias no site http://www.epsjv.fiocruz.br/

Assim como é super interessante dar uma conferida no portal da Fiocruz, no trabalho da galerinha da comunicação, que produziu materia sobre a luta da favela por saude ambiental http://www.fiocruz.br/ccs/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=4704&sid=9

Mas, como o professor Alexandre Pessoa coloca, "a Rio+20 acabou, mas a luta continua. 'Um outro mundo é possível, um mundo onde caibam muitos mundos, onde para todos haja sempre: pão para iluminar a mesa, saúde para espantar a morte, conhecimento para aliviar a ignorância, terra para colher futuro, teto para abrigar a esperança e trabalho para fazer dignas nossas mãos.' (Movimento Indígena Zapatista). Saudações ecossanitárias", afirma Alexandre Pessoa.

sábado, 23 de junho de 2012

Icict/Fiocruz faz palestra sobre mídia e divulgação de dados estatísticos

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS), do Icict – Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde, da Fiocruz, realizará no dia 26 de junho, terça-feira, uma aula aberta a todos os interessados, que terá como tema "Mídia - uma ponte indispensável entre as instituições e a sociedade. O caso do IBGE”.

A aula, será ministrada pela coordenadora de Comunicação Social do IBGE, Silvia Maia Fonseca, que falará sobre o programa de relacionamento do Instituto com a mídia, que por ser inovador, levou o IBGE a ser referência e destaque em todos os veículos de comunicação, tornou-se paradigma para a Organização das Nações Unidas (ONU) como orientação de divulgação de dados às demais instituições estatísticas em todo o mundo.

O evento destina-se não só aos estudantes do curso de pós-graduação do Icict, como a profissionais e estudantes de todas as áreas, pois abordará a importância da mídia na divulgação de dados estatísticos. Não há necessidade de inscrição prévia, mas há limite de vagas.

A aula aberta ocorrerá de 13h30 às 17h30 e será realizada no Prédio da Expansão/Fiocruz, sala 710, que fica na Avenida Brasil, 4.036, Manguinhos, Rio de Janeiro.

Serviço:
Evento: Palestra “Mídia – uma ponte indispensável entre as instituições e a sociedade. O caso do IBGE”
Data: 26/06/2012 – terça-feira
Horário: 13h30 as 17h30
Local: Prédio da Expansão/Fiocruz – Sala 710 – Avenida Brasil, 4.036, Manguinhos
Informações: Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde Icict/Fiocruz – Telefones: 3882-9033/ 3882-9063

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Rio+20 = Transmissão ao vivo do ATO VIVA A VILA AUTÓDROMO

Para quem não pode ir às manifestações do Ato Viva a Vila Autódromo - Rio sem Remoções, hoje (20/6), e tiver a oportunidade de acessar a internet, veja a transmissão ao vivo pelo site http://uninomade.net/tenda/transmissao-do-ato-viva-a-vila-autodromo-rio-sem-remocoes/#.T-HKZmml3ug.email

Neste momento, centenas de autoridades públicas do mundo inteiro estão reunidas para o Conferência Rio+20, aqui ao lado, no Riocentro, como já estiveram há 20 anos atrás, na Conferência RIO 92. No encontro de agora a prioridade dos governos é dialogar com as grandes empresas e grupos econômicos, enquanto a população atingida, que vive no dia-a-dia os impactos, ameaças e violações de direitos resultado desse modelo de desenvolvimento, é deixada de lado. Querem pintar de verde um velho e falso ideal de progresso que conhecemos muito bem!

A Vila Autódromo e comunidades de todo o Rio de Janeiro, e do Brasil, afetadas por megaprojetos que não levam em conta as pessoas, terão a oportunidade de somar a sua voz e sua força, na Cúpula dos Povos, que acontecerá no mesmo período no Rio de Janeiro.

E hoje, 20 de junho, é o dia de Manifestação Global: um grande encontro com pessoas e movimentos sociais, nos somando a milhares de pessoas do mundo inteiro: comunidades urbanas e rurais ameaçadas por grandes obras, índios, quilombolas, pescadores e ribeirinhos. Nesse dia a Vila Autódromo receberá a Cúpula dos Povos, a partir das 8:00.

Esta é uma importante oportunidade para mostrarmos ao mundo que não aceitamos a remoção de nossa comunidade!

Meio ambiente e o direito a moradia tem tudo a ver, como monstra o Plano Popular da Vila Autódromo. "Só queremos Copa e Olimpíadas com benefícios para todos e respeito aos nossos direitos!"

Fonte: Uninômade Brasil/Ponto de Mídia Livre

terça-feira, 19 de junho de 2012

Manguinhos na Rio + 20

Dia 21 de junho, quinta-feira, sai uma caravana de Manguinhos para participar da Rio + 20, rumo ao Aterro do Flamengo. Trata-se de uma ação do Fórum Social de Manguinhos, alunos e professores do Programa de Educação de Jovens e Adultos de Manguinhos, Pré-Vestibular Construção e moradores.

As discussões sobre a Rio+20 tem acontecido em vários espaços de participação social. E, uma parceria entre o Fórum de Manguinhos e o Pré-Vestibular Construção propiciou a organização de uma oficina -  Desenvolvimento:  Para quê e para quêm? na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio.

A dinâmica foi excepcional, pois os alunos foram instigados a discutir o papel da favela na construção de políticas públicas que as afetam diretamente ou não. Os alunos refletiram sobre a importância da participação social como agentes interventores e propositores de mudanças de posturas, não só do Estado brasileiro, mas também de cada um dos componentes da própria sociedade.

Movimentos Sociais na Rio+20 = Mobilização Global

Hoje, quarta-feira, 20/6, às 8h30, haverá ato de Mobilização Global na Vila Autódromo a partir das 8:30h (ônibus sairão do Circo Voador às 6h da manhã).
À tarde, às 13h, concentração na ALERJ para a Grande Marcha.

O comando REGIONAL de greve da Educação e o Fórum de Saúde do Rio de Janeiro (e os Fóruns dos Municípios) estão reunidos na ALERJ para se incorporarem à Marcha Gobal contra a mercantilização da vida.

A convocação é geral: a marcha é em bloco. O ponto de encontro será na calçada do Paço Imperial esquina com arua 1º de março: às 13h.

Faixas. Cartazes com palavras de ordem - O SUS é nosso / Não à EBSERH / Saúde não é mercadoria / A nossa luta é todo dia!!! / Fora OS na saúde e educação!! / Respeito às conferências de saúde!!! / A saúde pede socorro, chega de planos privados, a saúde tem que ser pública.

Homenagem a pesquisadores, na Cúpula, vira ato “Fora TKCSA”

A tenda Carmem da Silva, na Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo, ficou lotada, na segunda-feira (18/06), na homenagem do mandato Eliomar Coelho aos pesquisadores processados por denunciaram danos ao meio ambiente, à população de Santa Cruz e aos pescadores de Sepetiba. Receberam Medalha Pedro Ernesto, o pneumologista Hermano Albuquerque de Castro e o engenheiro sanitarista Alexandre Pessoa Dias (ambos da Fiocruz) e a bióloga Mônica Lima, da UERJ. O tom era de manifestação e a palavara de ordem foi “ForaTKCSA”.

Eliomar também entregou Moção de Reconhecimento e Louvor a Jaci do Nascimento, pescador em Sepetiba, e a Rodolfo Martins Lobato, morador de Santa Cruz, líderes do movimento contra a concessão da licença definitiva à TKCSA. Antes, eles participaram de um concorrido debate sobre os impactos ambientais de megaemprendimentos como TKCSA, Comperj e Porto-Açu.

“Esses processos são uma tentativa de esconder a farsa que se tornou o órgão ambiental estadual. Improvisaram um Termo de Ajuste de Conduta. Como ajustar um empreendimento que fez tudo errado desde o início? Como reverter o quadro de poluição que aumentará as emissões de particulado em mais de dez vezes na cidade?”, questionou Eliomar.

A fragmentação do licenciamento foi duramente criticada pelos pesquisadores, incluindo Marcelo Firpo, que também participou do debate. Para Firpo, é uma estratégia que visa acelerar o processo de licenciamento e mascara o impacto ambiental.

“O processo e a medalha mostram que estamos do lado certo”, disse a bióloga Mônica Lima que lembrou dos “pescadores assassinados pelo barco da TKCSA” e dedicou o prêmio aos pescadores, aos moradores e a militantes como Sandra Quintela, da rede Jubileu Sul-Américas, que também denuncia os estragos causados pela TKCSA e estava presente.

“Queremos ver a TKCSA virar um museu do desenvolvimento”, disparou Sandra Quintela.
O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) também participou da homenagem. Freixo assinalou que aTKCSA terá que devolver, aos cofres públicos, R$ 552 milhões em impostos. Ele entrou com ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) junto ao Supremo Tribunal Federal contra a isenção fiscal irregular concedida pelo governo estadual à companhia.

“Eu saía parapescar às 16h e voltava meia-noite com quatro caixas de peixe. Hoje o peixe é pingado”, revelou Jaci do Nascimento que, como outros pescadores, procurou outras forma de sustento.

O líder da Associação Homens do Mar da Baía de Guanabara, Alexandre Anderson, reforçou que 23 mil pescadores artesanais foram prejudicados pelos megaempreendimentos. Ele é um dos líderes do movimento contra a instalação do gasoduto que escoará a produção da Petrobrás para o Comperj (Complexo Petroquímico Rio de Janeiro), na região de Itaboraí.

Fonte: http://www.eliomar.com.br/

Movimentos Sociais na Rio+20= Saúde nas Favelas e Elmo Amador

Nesta quinta-feira, 21 de junho, a partir das 9h, na Tenda Saúde, Ambiente e Sustentabilidade, na Cúpula dos Povos no Aterro do Flamengo, moradores, do Alemão, da Maré, da Vila Residencial do Fundão e de Manguinhos, participam da roda de conversa “A Luta da Favela pela Saúde Ambiental: Pela Participação Popular nos Comite de Sub-bacia da Baia de Guanabara. 

À convite da Assessoria de Cooperação Social da ENSP, o grupo composto de moradores, trabalhadores e estudantes do PEJA, integrantes da Organização de Mulheres de Atitude, do Fórum Social de Manguinhos e conselheiros de saúde, trará a visão, as falas e lutas das favelas que ainda sofrem com problemas de saúde decorrentes da violência, da falta de educação, emprego, saneamento, habitação saudável e demais políticas públicas em territórios vulneráveis de exceção.
Entre 12h e 13h, a Tenda Saúde, Ambiente e Sustentabilidade, fruto articulação da Fiocruz, Abrasco e Cebes tem realizado na Cúpula dos Povos no Aterro do Flamengo, será palco do lançamento do livro do geógrafo e ambientalista Elmo Amador (1943-2010) – “Baía de Guanabara: Ocupação histórica e avaliação ambiental”, uma homenagem e tributo à luta pela Baia de Guanabara.

Manguinhos presente na Roda de Conversa com a ONU Mulheres

Mulheres de Manguinhos participam de Roda de Conversa com a Subsecretária-Geral da ONU e Diretora Executiva da ONU Mulheres na Cidade do Rio de Janeiro, Michelle Bachelet, no dia 21 de junho, quinta-feira, às 19h30, na Superintendência de Direitos da Mulher – CEDIM.
O evento é um convite extensivo a todas as mulheres que desenvolvem reflexões e ações em prol de Políticas Públicas para as Mulheres. E, ele marca dois momentos históricos, primeiro por estar integrado às atividades da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio + 20, e pela presença desta pasta na ONU. Assinam o convite a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, através da Superintendência de Direitos da Mulher, e o escritório Subregional de ONU Mulheres para Brasil e Países do Cone Sul.

 
A voz da luta das mulheres de Manguinhos será representada pela Organização Mulheres de Atitude (OMA), através de Patrícia Evangelista, entre outras integrantes deste coletivo, e a gestora da Casa da Mulher de Manguinhos (CMM), Jaqueline Peixoto, juntamente com sua equipe.
A mesa de abertura do evento será composta por A Roda de Conversa: Cidadania Feminina e Desenvolvimento Sustentável será realizado no às 19:30h, no Espaço Cultural CEDIM Heloneida Studart, tradicional espaço dos movimentos feministas e movimentos de mulheres do Estado do Rio de Janeiro no fortalecimento das lutas por uma sociedade mais justa e igualitária. 

Participam da mesa de abertura o Secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Antonio Claret; Ministra de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci; e Subsecretária-Geral da ONU e Diretora Executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet; e, Angela Fontes, Superintendente de Direitos da Mulher (SUDIM - SEASDH RJ) e Presidenta do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDIM RJ) – que coordenará a Roda de Conversa.

 
Na ocasião, será servido um coquetel com música ao vivo do Grupo Negras Raízes, formado por cinco mulheres e um homem, que apresenta repertório de grandes musas do samba brasileiro como a Dona Ivone Lara.

Informações: e-mail cedimrj@yahoo.com.br ou pelos telefones (21) 2334-9508 e 2334-9507.


segunda-feira, 18 de junho de 2012

Movimentos Sociais na Rio+20 = Povos Indígenas

No Museu do Índio, na Rua das Palmeiras, 55 - Botafogo, acontecem fóruns que debatem Gestão Teritorial e Ambiental de Terras Indígenas.

No dia 19/06, das 14h às 18h, serão apresentados e discutidos os avanços recentes na gestão territorial e ambiental, com foco na sustentabilidade dos povos indígenas.

No dia 21/06, das 9h às 12h,Politica de Proteção de Terras Indígenas;
                        das 14h às 17, Mesa de diálogos: TIs Maraiwatsede e Cachoeira Seca. 
 
 
 
 

Rio+20 = capitalismo e mercado x democracia

Um alerta pra lá de preocupante que atinge a todos, hoje e no futuro. Se já está ruim hoje, o futuro será, conforme o que os donos do dinheiro querem, pior para todos e todas. Então leiam e analilsem os jornais: Está havendo uma propaganda massiva a favor do capitalismo e do mercado, com princípios pedagógicos intencionais.

É necessário que fiquemos atentos e responsdamos a pessoas como ao jornalista Merval Pereira, que diz que quem fará a democracia é o mercado!!!!

Estamos na Rio + 20, todas as vítimas do capitalismo estão aqui representadas. Ontem a Cúpula dos povos estava um pouco diluída pois tudo é muito espalhado.

Os movimentos sociais, de todos os tipos, bandeiras e cores, estão cobrindo os eventos e postando as informações, e o blog Participação Cidadã também está nesta ação de divulgação de fatos e falas.

Abaixo o link para a reportagem de propaganda dos principais intelectuais do capitalismo e que precisa ser combatida.
http://oglobo.globo.com/blogs/blogdomerval/posts/2012/06/17/mercado-democracia-450922.asp
Jornal O Globo em 17-06-2012.

Movimentos Sociais na Rio+20 = Favelas / Remoção

Na terça-feira, 19/6, às 16h30 no Planetário (Gávea) acontece o lançamento do documentário "A Caminho da Copa". 

O filme aborda a diversidade de opiniões a respeito dos impactos dapreparação dos mega eventos no cotidiano das principaiscidades do país.

Entre os entrevistados estão: Raquel Rolnik, Carlos Vainer, Juca Kfouri, Toni Sando e moradores de São Paulo e Rio de Janeiro atingidos por obras urbanas ligadas ao eventos da Copa do Mundo e Olimpiadas.

O documentário foi desenvolvido pelo Ponto de Mídia Livre PólisDigital. Assista o trailer.

domingo, 17 de junho de 2012

Fiocruz na Rio + 20 = TKCSA e Favelas

Dia 18 – segunda-feira – Aterro do Flamengo

Tenda 1:

9h – 12h - Os Grandes Empreendimentos e Seus Impactos Socioambientais e à Saúde: Os Casos TKCSA, Comperj e Porto do Açu

12h – 13h - Cerimônia: Entrega da Medalha Pedro Ernesto – caso TKCSA

Proponentes: Cooperação Social da Fiocruz, Cooperação Social da ENSP, EPSJV, APACSA, AHOMAR, ASPRIM

Tenda 2:

9h - 12h30 - Saúde, Padrões de Produção e Consumo e Desenvolvimento Sustentável: Há Terra para todos?

Proponentes: CEBES e TRAMAS

Dia 19 – terça-feira – Aterro do Flamengo

Tenda 1:

9h -12h30 - Desenvolvimento Sustentável, Ambiente e Saúde: Debate sobre o documento da Fiocruz para a Rio+20

Proponente: Gt Fiocruz para a Rio+20

Tenda 2:

9h – 12h30 - Saneamento em Terras Indígenas, Saúde e Nutrição

Proponente: Conselho Nacional de Saúde /Comissão Intersetorial de Saúde Indígena - CISI

Dia 21 – quinta-feira – Aterro do Flamengo

Tenda 1: "Saúde, Ambiente e Sustentabilidade"

9h -12h - A Luta da Favela pela Saúde Ambiental: Pela Participação Popular nos Comitês de Sub-bacia da Baía de Guanabara

12h -13h - Lançamento do livro do ecologista Elmo Amador (1943-2010) ‘Baía de Guanabara: Ocupação histórica e avaliação ambiental’ – Homenagem e tributo à luta pela Baía de Guanabara

Proponentes: Grupo de Articulação do Comitê da Sub-bacia do Canal do Cunha, Cooperação Social da Fiocruz, EPSJV/Fiocruz, Cooperação Social da ENSP

Tenda 2:

9h – 12h30 - Mapas, Resistências e Movimentos por Justiça Ambiental, Economia Solidária e Agroecologia

Proponentes: Fiocruz, RBJA, ABRASCO, ANA, FBES, EJOLT, Nova Cartografia Social, A SUD

Atividades que acontecerão ao longo da Cúpula dos Povos:
- Práticas Alternativas de Cuidado e Promoção da Saúde – Tenda de Cuidado
- Oficina de Bordados: A Bordar o Ser na Perspectiva da Promoção

Movimento Sociais na Rio+20 = Acari é silenciada

Na tarde de sábado, 16/6, na “Cúpula das Favelas”, na tenda 18 do Aterro do Flamengo, moradores de Acari iriam fazer uma roda de conversa com direito a apresentações de dança de suas crianças e adolescentes. O projeto, que vinha sendo desenvolvido pelos animadores culturais da região de envolver a comunidade e os jovens em debates e espaços de participação social, foi cancelado por conta de operação policial na noite anterior.

Na noite de sexta-feira, por volta das 23h, um caveirão do 41º BPM de Irajá entrou no Complexo de Acari atirando. Balearam um morador na perna - com risco de ficar com sequelas. Na ocasião, na praça uma familia comemorava um aniversário e centenas de moradores nas ruas, nas barracas e nos bares, inclusive crianças brincando em Pula-Pula. Além do ensaio geral das 22 crianças e adolescentes do Centro Social Aprendendo A Viver de Acari que iriam dançar a Dança do Passinho Pela Paz Ambiental nas Favelas, na Cúpula das Favelas.

O clima de tensão, o medo, a insegurança, a tensão e o risco de sair da favela com muitas crianças, além do medo dos pais, responsáveis e lideranças comlunitárias em sair com os jovens frustrou a ida e apresentação na Rio + 20.

Esta situação é um exemplo de controle social, emudecimento do tecido social, guetização das favelas, dos menos favorecidos, mordaça. Mas, a luta continua. Este filme, infelizmente, é velho, mas existem outros filmes com outros finais.

Racismo contra estudantes africanos em várias partes do país

Estudantes de diversos países africanos em cinco capitais brasileiras fazem mobilizações  denunciando os casos de discriminação racial e de racismo dos quais tem sido vítimas nos últimos anos no Brasil, e que resultaram em ações preconceituosas, difamações, violências físicas e até mesmo assassinatos. Há relatos com registros policiais no Maranhã, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Brasília.

É importante registrar que o Brasil assina tratados internacionais de intercâmbio estudantil exterior, como forma de preparar mão de obra qualificada no longo prazo. Para citar um exemplo desta política pública, temos o programa Ciência sem Fronteiras, que prevê a entrega de milhares de bolsas de estudo para que brasileiros se capacitem no exterior. Este programa foi qualificado pela revista britânica "Economist" como a 'mais ousada tentativa do Brasil de estimular seu crescimento econômico'.

Lançado em 2011, em parceria dos ministérios da Ciência e da Educação, o projeto tem como meta formar alunos de graduação e pós-graduação em países como Alemanha, EUA e Reino Unido, para torná-los, nas palavras do governo federal, "competitivos em relação à tecnologia e inovação".

Então imaginem, que ao enviarmos nossos estudantes brasileiros para estudar em  uma universidade europeia e ele vier a retornar à sua terra natal num caixão lacrado como ocorreu com Zulmira de Souza Borges, de 26 anos, estudante de engenharia natural de Luanda. A jovem estava com seus amigos em um bar na região central de São Paulo, quando um grupo de brasileiros discutiu com os angolanos. Os brasileiros teriam saído do local em um Golf Prata e retornaram com uma arma e atiraram contra o grupo de angolanos. Zulmira levou um tiro na testa, sua amiga grávida de 8 meses foi baleada na barriga e mais dois colegas foram atingidos de raspão. O caso está sendo investigado a passos de tartaruga.

Será que situações como estes não deveriam fomentar maior empenho das autoridades dos países envolvidos, tanto para solucionar os problemas como para criar e possibilitar amplas discussões sobre tais situações que, certamente, irão manchar a imagem de suas nações???


Documento da Rio+20 exclui controvérsias


Diplomatas debatem o documento oficial da Rio+20 no Riocentro
Foto: Paulo Liebert/AE

Matéria publicada, hoje (17/6), pela Agência Brasil, diz que o a última versão preliminar do documento final da Rio+20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável) é amplo e generalista, mas ressalta aspectos sociais, como as parcerias para a erradicação da pobreza, a melhoria na qualidade de vida nos assentamentos, transportes e educação, além do combate à discriminação por gênero. [mas não a racial?!]

O rascunho foi negociado até a noite de ontem, sendo que só as delegações dos 193 países, organizações não governamentais e alguns movimentos da sociedade civil tiveram acesso ao texto. Inicialmente eram 200 páginas, depois 80 e agora 50 páginas. São seis capítulos, 287 itens, sendo que 30 das propostas iniciais foram retiradas.

Os capítulos mais relevantes são os que tratam de financiamentos e meios de implementação (relacionados às metas e compromissos que devem ser cumpridos).

No texto, não há menção sobre a criação do fundo anual de US$ 30 bilhões, a partir de 2013, e que alcançaria US$ 100 bilhões em 2018. A proposta defendida pelo Brasil e por países de economias em desenvolvimento foi rejeitada pelas nações mais ricas. Em substituição a esta proposta, há o compromisso de ser criado um fórum para apreciar o assunto a partir de nomeações da Assembleia Geral das Nações Unidas[o fórum será deliberativo?!]

O texto destaca também a necessidade de os países fortalecerem as parcerias para a transferência de tecnologia limpa. Mas não há detalhamento, pois a questão divide os países desenvolvidos e os em desenvolvimento. Nas situações de impasse, o rascunho apela para os mais ricos contribuírem para o desenvolvimento sustentável, ação que vale também para as questões relativas à capacitação e ao comércio.

Pragati Pascale, porta-voz da Rio+20: Cortar parágrafos
não significa enfraquecer o texto. O Brasil assumiu
a presidência das negociações, apresentando um novo
 texto com aproximadamente 50 páginas.
Foto: www.onu.org.br
Questões sociais

No capítulo Visão Comum, ressaltou-se as questões sociais em praticamente todos os capítulos. “Reconhecemos que a erradicação da pobreza em conjunto com a mudança insustentável e promoção de padrões sustentáveis de consumo e produção e a proteção e gestão da base de recursos naturais do desenvolvimento econômico e social são os objetivos fundamentais e requisitos essenciais para o desenvolvimento sustentável”.

Compromissos anteriores: “Reafirmamos ainda nossos respectivos compromissos de outros relevantes objetivos acordados internacionalmente nos domínios econômico, social e ambiental desde 1992.”

A África recebeu atenção diferenciada por parte dos negociadores da Rio+20. Em vários capítulos, o continente é mencionado como aquele que deve ser alvo de parcerias, ações conjuntas e propostas comuns. “Mais atenção deve ser dada à África”.

Economia verde: conceito polêmico

Para os países desenvolvidos, é um; para os em desenvolvimento, outro. Para os ricos, refere-se às questões relativas à produção, ao consumo e à comercialização de mercadorias. Para evitar controvérsias, foram colocadas recomendações gerais.

“A economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza
existem diferentes abordagens, visões, modelos e ferramentas disponíveis para cada país, de acordo com suas circunstâncias e prioridades nacionais para alcançar o desenvolvimento sustentável nas suas três dimensões que é o nosso objetivo primordial”.

No entanto, há 15 sugestões sobre economia verde relacionada à soberania nacional e ao desenvolvimento sustentável. Há referências sobre aumentar o “bem-estar dos povos indígenas em suas comunidades”, assim como para mulheres, crianças, jovens e pessoas com deficiência. Também há recomendações sobre a produção de alimentos voltada para a erradicação da pobreza.

Temas específicos

No capítulo sobre temas específicos, são mencionados erradicação da pobreza; segurança alimentar e nutricional e agricultura sustentável; energia; turismo sustentável; transporte sustentável; cidades sustentáveis e assentamentos humanos; saúde e população; promoção de emprego pleno e produtivo e do trabalho digno para todos com garantias de proteções sociais e oceanos, além de estados insulares.

Há, também, um capítulo destinado à redução de riscos de desastres, que se refere às medidas a serem adotadas para alertar sobre as perdas de vidas e os danos econômicos e sociais causados por essas situações.

No capítulo sobre mudança climática,há a preocupação, mas não há recomendações pontuais sobre limites, por exemplo, permitidos de emissão de gases de efeito estufa. “Reafirmamos que a mudança climática é um dos maiores desafios do nosso tempo, e nós expressamos profunda preocupação que as emissões de gases com efeito de estufa continuam a crescer globalmente”, diz o texto.

Na parte final do rascunho estão os capítulos sobre biodiversidade, mineração, educação, consumo e produção sustentáveis, além de desertificação, degradação do solo, seca, montanhas e produtos químicos e resíduos. No que se refere aos produtos químicos, a recomendação é cooperar com os países que não têm condições de gestão do assunto, citando os menos desenvolvidos. [?! Os grandes capitais vão efetivamente fazer algo para restaurar o que destruíram respeitando  a voz/voto dos atinguidos?!]